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Big Ten e SEC apoiam projeto de lei para regulamentar esportes universitários nos EUA

Big Ten e SEC apoiam projeto de lei para regulamentar esportes universitários nos EUA

As conferências Big Ten e SEC anunciaram apoio a um projeto de lei no Senado que busca regulamentar os esportes universitários, após negociações sobre acordos de nome, imagem e semelhança (NIL). O projeto ainda precisa de 60 votos para avançar antes do recesso de verão do Senado.

As conferências Big Ten e SEC votaram a favor de um projeto de lei no Senado dos Estados Unidos que pretende regular os esportes universitários. A decisão ocorreu após concessões de última hora relacionadas a acordos de terceiros envolvendo nome, imagem e semelhança (NIL) dos atletas, bem como às "entidades associadas" que frequentemente intermediam esses acordos entre jogadores e instituições.

O projeto, chamado Protect College Sports Act, é uma iniciativa bipartidária liderada pelos senadores Ted Cruz (R-Texas) e Maria Cantwell (D-Washington). O objetivo é garantir uma regulamentação mais clara e justa para os pagamentos e acordos envolvendo atletas universitários.

Uma das principais mudanças no texto revisado é a inclusão de um valor adicional de US$ 27,5 milhões que as escolas poderão usar para reter jogadores, somados ao teto existente de US$ 21,3 milhões. Essa alteração visa substituir pagamentos feitos por "entidades associadas" que, segundo reclamações de várias instituições, desrespeitavam o teto e aumentavam os custos.

Big Ten e SEC também exigiram que qualquer acordo de terceiros seja verdadeiramente externo e não provenha das parceiras de direitos multimídia das escolas, que atualmente organizam a maioria desses contratos.

Apesar do avanço, ainda há questões pendentes, como a compatibilidade do novo teto com o acordo da Câmara dos Deputados, que estipula um limite rígido baseado em uma porcentagem da receita dos departamentos atléticos. Também há dúvidas sobre o futuro da College Sports Commission, órgão principal de fiscalização dos acordos NIL.

O projeto ainda enfrenta resistência, principalmente do senador Tommy Tuberville (R-Ala.), opositor desde o início, e do senador Bill Cassidy (R-La.), que considera que o texto atual cria caos e elimina oportunidades para os atletas.

Caso seja aprovado no Senado, o projeto ainda precisará passar pela Câmara dos Deputados, que possui uma divisão estreita e já enfrentou dificuldades para aprovar outra legislação relacionada, a SCORE Act.

A aprovação do projeto pelas maiores conferências pode impactar a posição de conferências menores, que apoiavam a proposta, mas podem ser afetadas pelo aumento dos pagamentos permitidos para os atletas nas conferências maiores.

A votação favorável ocorre em um momento delicado para a NCAA, que perdeu recentemente duas decisões judiciais importantes relacionadas ao tempo de elegibilidade dos atletas da Divisão I. O presidente da NCAA, Charlie Baker, destacou a necessidade urgente da aprovação do projeto para proteger os esportes universitários.

Treinadores renomados, como Dan Hurley, campeão nacional de basquete, também expressaram publicamente a necessidade de mudanças, qualificando a situação atual como caótica e pedindo uma solução imediata.

Fontes

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