
Boone rejeita cobranças por mudança cultural e defende vestiário dos Yankees
Aaron Boone afirmou que não pretende criticar jogadores publicamente com mais frequência e disse que a cultura e a responsabilização interna não são problemas dos Yankees. As declarações vieram após críticas de ex-jogadores, incluindo CC Sabathia, sobre os padrões da organização.
Aaron Boone rejeitou a ideia de passar a cobrar os jogadores publicamente com mais frequência, em meio às críticas sobre a cultura dos New York Yankees. O técnico afirmou que prefere tratar eventuais problemas internamente e defendeu o ambiente do vestiário da equipe.
“Provavelmente há uma hora e um lugar para isso, mas, de modo geral, para mim, isso não é liderança”, disse Boone na quarta-feira, em uma chamada de vídeo com jornalistas. Ele acrescentou que fazer críticas públicas seria dar munição a quem já quer se irritar com alguém.
As declarações ocorreram após comentários de ex-jogadores dos Yankees sobre os padrões da organização. As críticas ganharam força depois que o Tampa Bay Rays varreu a equipe na Série de Divisão da Liga Americana, no início do mês.
CC Sabathia, cujo número 52 foi aposentado no Yankee Stadium no mês passado, afirmou recentemente no podcast All The Smoke que não havia alguém no vestiário mantendo os padrões da equipe. Ele também criticou a falta de ex-jogadores próximos ao time, algo que, segundo Sabathia, era mais comum durante suas 11 temporadas na franquia.
Boone discordou dessa avaliação e disse que convida ex-jogadores para passar tempo com a equipe, especialmente durante o treinamento de primavera. O técnico também ressaltou a pressão de atuar diariamente em um esporte marcado pelo fracasso frequente e afirmou que o nível de responsabilização nos Yankees é alto.
Mais cedo na quarta-feira, o gerente-geral Brian Cashman disse, ao lado do proprietário Hal Steinbrenner, que fez ligações a partir dos comentários recentes e pretende continuar conversando com pessoas sobre o assunto. Cashman não revelou quem contatou. Segundo ele, os interlocutores concordaram que os problemas apontados não explicam a sequência de 17 temporadas sem título da franquia.
“Quando há derrotas, há barulho”, disse Cashman, acrescentando que esse ruído é maior nos mercados de grande porte. Ele afirmou que a organização está sempre tentando fortalecer sua cultura e citou a adoção de um programa de habilidades mentais como uma iniciativa pioneira dos Yankees.
Steinbrenner disse não estar convencido de que seguir a abordagem de seu falecido pai, que criticava publicamente dirigentes, técnicos e jogadores, seria eficaz. “Não é assim que vou agir”, afirmou. “Vou conversar com eles cara a cara.”
Boone, que voltará para sua décima temporada como técnico em 2027, disse que questões envolvendo jogadores são tratadas individualmente e, quando necessário, em grupo. Ele insistiu que responsabilização e cultura não foram problemas da equipe e afirmou que os Yankees têm elementos para buscar o padrão de excelência que esperam.
O técnico também defendeu o vestiário da temporada, dizendo que o grupo enfrentou dificuldades sem apontar culpados e seguiu competindo. Para Boone, o ambiente da equipe foi novamente um ponto forte.
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Nic Lentz e Gabe Morales estreiam na World Series em equipe liderada por James Hoye
A MLB anunciou a equipe de arbitragem da World Series entre Milwaukee Brewers e Tampa Bay Rays, com início na sexta-feira. Nic Lentz e Gabe Morales farão suas estreias na decisão; Morales será o árbitro principal da partida de abertura.
A equipe de arbitragem da World Series entre Milwaukee Brewers e Tampa Bay Rays será liderada por James Hoye e terá dois estreantes na decisão: Nic Lentz e Gabe Morales. Dan Bellino, Vic Carapazza, Tripp Gibson e Jim Wolf também trabalharão na série, que começa na sexta-feira.
Será a terceira World Series de Hoye e Wolf. Bellino, Carapazza e Gibson participarão da decisão pela segunda vez. Lentz, de 36 anos, estreou na MLB em 2016 e será o árbitro mais jovem da World Series desde Pat Hoberg, em 2022.
Morales será o árbitro principal da partida de abertura. Lentz ficará na primeira base, Hoye na segunda, Carapazza na terceira, Bellino no campo esquerdo e Gibson no campo direito. No segundo jogo, Wolf trabalhará atrás do home plate, seguido por Lentz, Hoye, Carapazza, Bellino e Gibson nas demais posições.
Bellino será o chefe da equipe no terceiro jogo, quando Hoye ficará como reserva. Wolf não trabalhou atrás do home plate em nenhuma partida da Division Series.
Na primeira temporada do sistema ABS, que permite contestar decisões de bolas e strikes, Lentz teve uma taxa de reversão de 48,3%, a nona melhor entre 76 árbitros com pelo menos 100 desafios, de acordo com taptochallenge.com. Gibson registrou 50,4%, Morales 50,9%, Carapazza 52%, Hoye 52,3%, Wolf 53,7% e Bellino 59,9%.
Na Division Series, Gibson, Hoye, Lentz e Morales tiveram aproveitamento perfeito no ABS: cada um teve duas decisões mantidas após desafios. As equipes venceram dois de quatro desafios contra Bellino e dois de cinco contra Carapazza.
Hoye, de 55 anos, também trabalhou nas World Series de 2019 e 2022. Ele foi o árbitro principal do quarto jogo da decisão de 2019, entre Washington e Houston, e da partida de abertura de 2022, entre Philadelphia e Houston.
Gibson, de 45 anos, foi o árbitro principal do quarto jogo da World Series de 2022, quando Cristian Javier, Bryan Abreu, Rafael Montero e Ryan Pressly combinaram para lançar um no-hitter na vitória do Houston por 5 a 0. Foi o segundo no-hitter da história da World Series.
Wolf, de 57 anos, também trabalhou nas decisões de 2015 e 2019. Bellino, de 48 anos, participou da World Series de 2021, enquanto Carapazza, de 47, esteve na de 2023. Morales tem 42 anos. Wolf estreou na MLB em 1999, Hoye em 2003, Gibson em 2013, Bellino em 2008, Carapazza em 2010 e Morales em 2014.
Alfonso Márquez e D.J. Reyburn serão os árbitros responsáveis pela revisão de vídeo no centro de operações de replay do escritório do comissário, em Nova York.
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Stephen Vogt confirma que seguirá como técnico dos Guardians em 2027
O técnico Stephen Vogt afirmou que continuará no Cleveland Guardians na próxima temporada, afastando rumores de que poderia assumir o Seattle Mariners. Ele disse que não recebeu contato da equipe de Seattle.
Stephen Vogt confirmou que seguirá como técnico do Cleveland Guardians em 2027. Em entrevista coletiva na quinta-feira, três dias depois de Cleveland ser eliminado pelo Tampa Bay Rays na American League Championship Series, ele foi direto: “Estou aqui. Vou voltar”.
O nome de Vogt foi ligado ao cargo de técnico do Seattle Mariners, que ficou vago após a demissão de Dan Wilson no mês passado. O Mariners terminou a temporada com campanha de 76 vitórias e 86 derrotas. Vogt afirmou que não foi procurado pela equipe.
Vogt trabalhou como técnico do bullpen do Seattle por uma temporada, em 2023, antes de ser contratado pelo Guardians. A possibilidade de voltar ao Mariners também foi associada à proximidade de Olympia, no estado de Washington, onde mora sua família.
O presidente de operações de beisebol do Cleveland, Chris Antonetti, disse esperar que Vogt permaneça no cargo por muito tempo e afirmou que o clube não tem interesse em vê-lo comandar outra equipe. Vogt assinou uma extensão de contrato plurianual após a temporada de 2024, mas os termos não foram divulgados.
Aos 41 anos, Vogt levou o Guardians ao título de divisão em cada uma de suas três temporadas à frente da equipe e foi eleito duas vezes Manager of the Year da American League. Cleveland se recuperou de um início lento, reforçou o elenco na janela de trocas e conquistou a divisão. Na série divisional, a equipe reagiu após perder os dois primeiros jogos e eliminou o Chicago White Sox.
A campanha terminou diante do Rays, na final da American League. Com a eliminação, o Guardians ampliou para 78 anos a sequência sem conquistar a World Series, a mais longa atualmente na MLB. Vogt disse que acreditava que o time de 2026 conseguiria avançar e destacou que a equipe controlou o próprio destino na disputa pela divisão.
O técnico também falou sobre a dificuldade de passar longos períodos longe da família. Sua esposa, Alyssa, e os três filhos ficam com ele durante o verão, mas a distância pesa, especialmente porque a filha está no ensino médio e os filhos estão mais envolvidos em atividades. Vogt afirmou que a esposa o apoia e o lembra de que ele está onde deveria estar.
Em outras notícias do clube, o técnico de arremessadores Carl Willis, de 65 anos, retornará para sua 15ª temporada no Guardians, somando duas passagens pela organização. Antonetti destacou a competitividade de Willis e seu trabalho no desenvolvimento de cinco vencedores do prêmio Cy Young ao longo da carreira.
Vogt também explicou por que o titular Tanner Bibee teve pouco uso na pós-temporada: a equipe decidiu apoiar-se mais nos arremessadores canhotos. O técnico disse que conversou com Bibee, que estava chateado, antes do Jogo 6 da final da American League e voltou ao assunto na entrevista de encerramento da temporada. Segundo Vogt, a conversa foi franca, e ele espera que o arremessador tenha papel importante na equipe por muito tempo.
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Fielding Bible Awards 2026: veja os vencedores por posição e os destaques
Os vencedores da 21ª edição do Fielding Bible Awards foram anunciados na quinta-feira. A premiação reconhece os melhores defensores da MLB por posição, além de um jogador multi posição, o Defensor do Ano e a Equipe do Ano.
A 21ª edição do Fielding Bible Awards reconheceu os melhores defensores da MLB em 2026. Os vencedores foram escolhidos por um painel de especialistas, que considera estatísticas, avaliação visual e outros fatores definidos pelos votantes. A premiação é apresentada pela Sports Info Solutions.
Dillon Dingler, dos Tigers, venceu entre os catchers, encerrando um intervalo desde o prêmio de Ivan Rodriguez, em 2006. Dingler liderou os jogadores da posição com 15 corridas defensivas salvas (DRS).
Matt Olson, dos Braves, levou o prêmio de primeira base após uma disputa apertada com Ty France, dos Padres. Foi sua sexta conquista na posição, recorde entre os primeira bases. Olson chegou a seis prêmios no total, empatado com Yadier Molina e Andrelton Simmons, atrás apenas dos sete de Mookie Betts.
Brice Turang, dos Brewers, foi o vencedor na segunda base e terminou em segundo lugar na MLB, com 23 DRS. Alex Bregman, dos Cubs, ganhou entre os terceira bases: liderou a posição com 15 DRS e conquistou seu primeiro Fielding Bible Award, em sua 11ª temporada na MLB.
Taylor Walls, dos Rays, venceu como shortstop. Ele somou 21 DRS, empatado em terceiro lugar na MLB, e ficou à frente dos demais jogadores da posição, nenhum dos quais passou de 13. Foi o primeiro prêmio dos Rays desde 2020, quando Kevin Kiermaier venceu como center fielder.
Cody Bellinger, dos Yankees, foi reconhecido no left field. Seus 21 DRS o deixaram empatado em terceiro na MLB e marcaram seu retorno à lista de vencedores desde 2019, quando ganhou nos jardins direitos e na categoria multi posição.
A disputa no center field terminou empatada na votação entre Ceddanne Rafaela, dos Red Sox, e Pete Crow-Armstrong, dos Cubs. Ambos receberam oito votos de primeiro lugar, sete de segundo e dois de terceiro. Rafaela ficou com o prêmio da posição pelo desempate em DRS: teve 21, contra 16 de Crow-Armstrong.
Wilyer Abreu, também dos Red Sox, venceu no right field após liderar a MLB com 28 DRS, cinco a mais do que qualquer outro jogador. Foi seu segundo Fielding Bible Award. Tanner Bibee, dos Guardians, ganhou entre os pitchers e se tornou o único arremessador da franquia a receber a honraria; esta foi sua segunda vitória, após a de 2024.
Zach McKinstry, dos Tigers, foi escolhido na categoria multi posição e recebeu o prêmio pela primeira vez. Ele é o sexto vencedor consecutivo nessa categoria. McKinstry e Riley Greene, vencedor no left field em 2024, são os únicos jogadores dos Tigers a conquistar um prêmio desde 2015.
Crow-Armstrong foi eleito Defensor do Ano, apesar de Rafaela ter vencido na posição após o desempate. Joe Rosales, vice-presidente de análise da SIS, afirmou que a diferença estreita na votação refletiu a proximidade histórica entre os dois e que ambos mereciam reconhecimento.
Os Cubs foram escolhidos como Equipe do Ano pela segunda vez em duas edições da categoria, criada pela Sports Info Solutions em 2025. A equipe encerrou a temporada regular com 115 DRS, 28 a mais do que qualquer outro clube.
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Jonathan Aranda chega à World Series após trajetória de 11 anos com os Rays
Contratado em 2015 após uma visita de scouting inicialmente voltada a Randy Arozarena, o primeira base se tornou peça importante dos Rays e disputou o All-Star Game de 2025 antes de chegar à World Series em Milwaukee.
A trajetória de Jonathan Aranda até a World Series começou por acaso. Em 2015, Carlos Rodriguez, então diretor de scouting internacional dos Rays, viajou a Tijuana, no México, para observar Randy Arozarena, mas o jogador não apareceu para o treino. Rodriguez decidiu então avaliar atletas mais jovens da academia dos Toros e se interessou por Aranda, de 17 anos, que pesava cerca de 73 quilos e atuava como shortstop.
Os Rays ofereceram US$ 130 mil, e Aranda assinou com a equipe em 2 de julho de 2015. Naquele dia, o time perdeu uma partida com Matt Moore como titular e Evan Longoria na terceira posição da ordem de rebatidas. Do outro lado estavam o Cleveland, com Corey Kluber no montinho e Francisco Lindor disputando seu 16º jogo na carreira.
Desde então, Aranda passou 11 anos na organização, atuando em diferentes posições e em oito equipes do sistema de desenvolvimento. A jornada incluiu passagens por níveis que já não existem e partes de três temporadas no Triple-A Durham, enquanto aguardava uma oportunidade de se firmar nas grandes ligas.
“É algo ótimo. Não é fácil ser um jogador da Major League e ficar com uma organização por tanto tempo. É algo de que me orgulho muito”, disse Aranda, por meio do intérprete Kevin Vera. Ele também afirmou que estar com o time principal nesta temporada e conhecer os objetivos da equipe para outubro é uma sensação especial.
Na temporada regular, Aranda foi titular em 148 jogos e rebateu para .274, com OPS de .792. Apenas Junior Caminero, com 162 partidas como titular, e Yandy Díaz, com 154, apareceram mais vezes na escalação dos Rays. O swing canhoto de Aranda combina força e paciência e o coloca entre Díaz e Caminero na ordem de rebatidas.
O caminho até esse papel não foi garantido. Aranda começou como segunda base e passou por diferentes posições do infield. Em 2019, chegou ao High-A e rebateu .272, mas teve slugging de .383. Na organização, havia dúvidas sobre se ele conseguiria avançar até o Double-A e se seu ataque justificaria uma mudança para uma posição com menos exigências defensivas.
Após o cancelamento da temporada de Minor League de 2020 por causa da pandemia, os Rays sugeriram que ele tentasse atuar como catcher. Aranda respondeu com o desempenho no bastão: em 2021, principalmente pelo Double-A Montgomery, teve linha de .330/.418/.543, com 14 home runs e 22 doubles em 102 jogos. Apesar da tentativa, ele nunca foi titular atrás do plate.
“Ele definitivamente tem inteligência de beisebol. Achávamos que tinha a resistência para ficar atrás do plate, e a questão era como as habilidades se traduziriam naquela posição. Ele teve uma boa oportunidade, mas, no fim, não se consolidou”, disse Jeff McLerran, diretor sênior de desenvolvimento de beisebol dos Rays. McLerran acrescentou que os avaliadores que confiavam no bastão de Aranda estavam certos: o perfil dele se encaixou na primeira base.
No Triple-A, Aranda rebateu .315 e registrou OPS de .959 em partes de três temporadas, entre 2022 e 2024. Nas oportunidades limitadas e com tempo de jogo irregular nas grandes ligas durante o mesmo período, teve média de .222 e OPS de .692 pelos Rays. O técnico Kevin Cash manteve a confiança de que o desempenho no Triple-A se traduziria em produção na Major League.
A equipe abriu espaço para Aranda atuar como primeira base em 2024, mas uma lesão interrompeu a oportunidade. Os Rays voltaram a lhe dar esse caminho em 2025, e ele se tornou um All-Star antes de outra lesão encerrar sua temporada mais cedo. Neste ano, permaneceu saudável e chegou à World Series como o jogador há mais tempo na organização.
“Ver que ele continuou insistindo e que a comissão técnica confiou nele para lhe dar uma oportunidade foi importante”, afirmou McLerran. “É muito legal acompanhar a trajetória dele e vê-lo continuar melhorando.”
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Brewers e Rays fazem duelo raro na World Series entre franquias sem título
Milwaukee e Tampa Bay disputam em 2026 uma World Series entre duas franquias que ainda não conquistaram o título. É apenas a sexta vez desde 1995 que os times com mais vitórias de cada liga na temporada regular se enfrentam na decisão.
A World Series de 2026 coloca frente a frente Milwaukee Brewers e Tampa Bay Rays, duas franquias que ainda buscam o primeiro título. Quando a série terminar, a lista de equipes sem uma conquista cairá de cinco para quatro. Para os Brewers, a disputa também representa a chance de encerrar uma longa espera; os Rays chegam à sua terceira World Series.
Milwaukee terminou a temporada regular com 103 vitórias, recorde da franquia, e o melhor saldo de corridas da MLB. A equipe teve o melhor retrospecto das grandes ligas na temporada anterior e apareceu em oito dos últimos nove playoffs. Em 2026, Jacob Misiorowski amadureceu e aparece como provável vencedor do Cy Young da Liga Nacional.
Os Rays venceram 98 jogos, o maior total da Liga Americana. A franquia havia ficado fora dos playoffs em 2024 e 2025, após cinco classificações consecutivas. Entre os destaques citados estão o closer Bryan Baker e o rebatedor de força Junior Caminero.
O confronto também reúne equipes com folhas salariais entre as menores da MLB: os Brewers ocupam a 19ª posição, e os Rays, a 28ª. Milwaukee atua no menor mercado metropolitano do esporte, conforme o relato sobre a série.
Um encontro incomum entre os melhores da temporada
Desde o início da era do wild card, em 1995, esta é apenas a sexta World Series em que os times com mais vitórias de cada liga se enfrentam, em 32 temporadas. Os confrontos anteriores foram Braves contra Cleveland, em 1995; Yankees contra Braves, em 1999; Red Sox contra Cardinals, em 2013; Dodgers contra Rays, em 2020; e Dodgers contra Yankees, em 2024.
O formato ampliado dos playoffs nem sempre leva à decisão as equipes de melhor campanha. Desde que a pós-temporada passou a ter 12 times, em 2022, uma equipe cabeça de chave número 6 chegou à World Series: os Phillies, em 2022. Em 2023, Rangers e Diamondbacks disputaram uma série entre equipes que haviam vencido 90 e 84 jogos, respectivamente.
A história da World Series pode ser dividida em quatro períodos de acordo com o formato dos playoffs. Quando o campeão de cada liga avançava diretamente à decisão, o confronto médio reunia o primeiro colocado da Liga Americana e o primeiro da Liga Nacional. Com quatro equipes classificadas por liga e dois campeões de divisão, a média passou a ser de 1,7 em cada lado.
Na fase com quatro classificados por liga — três campeões de divisão e um wild card —, a média foi de 2,2 na Liga Americana e 2,6 na Liga Nacional. Oito das 17 World Series desse período não tiveram nenhum dos melhores times de uma das ligas. A sequência mais longa sem um cabeça de chave da Liga Nacional na decisão foi de 2005 a 2011; em 2006, os Cardinals, com campanha de 83-79 e o quinto melhor retrospecto da liga, chegaram à série e foram campeões.
No formato mais recente, com cinco classificados até 2021, oito em 2020 e seis desde 2022, a média dos confrontos foi de 1,9 na Liga Americana e 2,9 na Liga Nacional. Esse período incluiu a primeira World Series entre dois wild cards, Giants contra Royals, em 2014. Desde 2016, sete equipes com pelo menos 100 vitórias chegaram à decisão; os Dodgers de 2020 também jogaram em ritmo de 100 vitórias na temporada encurtada pela pandemia.
A espera por um título
Os Brewers estão em sua 57ª temporada em Milwaukee, enquanto os Rays disputam sua 29ª temporada em Tampa Bay. A última World Series entre duas franquias sem título havia ocorrido em 1980, quando os Phillies venceram os Royals.
A contagem muda se o critério for a cidade, e não a franquia. Milwaukee já teve um campeão em 1957, quando os Braves venceram a World Series. Por esse critério, a decisão de 2026 reúne 56 temporadas sem título em Milwaukee e 28 em Tampa Bay, total de 84. A soma fica próxima, mas não iguala, as 88 temporadas entre Giants e Rangers em 2010 nem as 87 entre Angels e Giants em 2002 ou Phillies e Royals em 1980.
A franquia dos Brewers começou em 1969 como Seattle Pilots. A mudança para Milwaukee ocorreu após uma disputa envolvendo a situação financeira dos proprietários e a falta de um estádio adequado em Seattle. O grupo liderado por Bud Selig comprou a equipe por US$ 10,8 milhões, e a franquia se transferiu antes da temporada de 1970.
Os Brewers chegaram à sua única World Series em 1982, sob o comando de Harvey Kuenn. A equipe, conhecida como Harvey’s Wallbangers, tinha Robin Yount, Paul Molitor, Gorman Thomas e Cecil Cooper, e havia marcado o maior número de corridas nas grandes ligas desde 1953. A cidade realizou um desfile para celebrar o vice-campeonato. As cores originais azul e amarelo dos Pilots continuam presentes na identidade dos Brewers.
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Brewers e Rays levam velocidade à World Series, com roubos de base como destaque
Milwaukee e Tampa Bay chegam à World Series após temporadas marcadas por velocidade e muitos roubos de base. Os Brewers foram a equipe mais rápida da MLB, enquanto os Rays terminaram entre os líderes em bases roubadas.
A velocidade pode ser um dos fatores centrais da World Series de 2026. Os Brewers lideraram a MLB em Sprint Speed média e em corridas registradas a pelo menos 30 pés por segundo, marca chamada de bolt. Os Rays ficaram atrás apenas de Milwaukee no total de bolts, embora tenham tido velocidade média menor.
As duas equipes também roubaram bases em grande volume na temporada regular. Tampa Bay empatou em segundo lugar nas Majors, com 164 roubos, e Milwaukee ficou em quinto, com 162. Nos playoffs, os Rays somaram 11 roubos sem serem eliminados em nove jogos; os Brewers conseguiram dez em 12 tentativas ao longo de oito partidas.
Um confronto raro na World Series
Desde 1995, apenas um campeão de liga chegou à World Series com mais roubos de base na temporada regular do que Rays e Brewers registraram em 2026. E esta é apenas a quarta vez, desde 1969, que dois dos cinco times com mais roubos se enfrentam na decisão.
A última ocasião foi em 2008, quando os Rays, líderes da MLB com 142 roubos, enfrentaram os Phillies, que terminaram em quarto lugar, com 136. A série durou cinco jogos, e as equipes combinaram para 14 roubos, o maior total em uma World Series neste século.
Simpson lidera os Rays; Brewers têm ataque mais distribuído
O jogo de velocidade de Tampa Bay tem Chandler Simpson como principal referência. Sem home runs na carreira e com poucas walks, ele rebateu para .306 em 2026, liderou a MLB com 42 rebatidas internas e a American League com 46 roubos. Nos playoffs, acrescentou mais três bases roubadas.
Taylor Walls e Cedric Mullins também passaram de 20 roubos pelos Rays, com 21 cada. Richie Palacios e Jonny DeLuca conseguiram 17 cada, enquanto Victor Mesa Jr. roubou nove bases em 79 jogos na temporada regular. Esses cinco jogadores somaram oito roubos em outubro.
Milwaukee não tem um único corredor com o perfil de Simpson, mas distribuiu melhor a produção: sete Brewers roubaram pelo menos 11 bases na temporada. David Hamilton liderou o time, com 30 em 121 jogos, e converteu as três tentativas nos playoffs, apesar de ter sido titular em apenas três das oito partidas da equipe.
Jackson Chourio teve poucas oportunidades de correr nos playoffs, período em que chegou à base com aproveitamento de .211. Seu histórico inclui três temporadas consecutivas com pelo menos 20 roubos. O novato Cooper Pratt também aparece entre os nomes a observar: ele roubou 19 bases em 74 jogos depois de estrear na MLB em junho.
Arremessadores podem limitar as corridas
Na temporada regular, os Brewers permitiram o segundo menor número de roubos da MLB, com 71. Os Rays cederam o sexto maior total, 131. À primeira vista, Milwaukee também tinha vantagem entre os catchers: William Contreras eliminou 34% dos corredores que tentaram roubar, contra 15,9% de Liam Hicks. A métrica de arremesso dos catchers do Statcast, porém, avaliou os dois de forma semelhante, considerando as oportunidades enfrentadas.
A diferença foi mais evidente entre os arremessadores. O grupo de Milwaukee esteve entre os melhores da MLB para impedir roubos em 2026, enquanto os pitchers de Tampa Bay ficaram entre os piores. No primeiro jogo, Jacob Misiorowski, dos Brewers, enfrentará Drew Rasmussen, dos Rays. Misiorowski tem sido difícil de roubar, enquanto Rasmussen permitiu 23 roubos na temporada regular, total superado por apenas três arremessadores.
Rasmussen, por outro lado, teve bons resultados para manter corredores fora das bases nos playoffs: cedeu 13 hits e três walks e registrou ERA de 1,29 em 21 innings. Limitar o número de adversários que chegam à base é uma forma de reduzir as oportunidades de roubo, já que corredores não podem roubar bases se não chegarem à base.



