RDZNNFL · NBA · NHL · MLB e mais
Brewers voltam à World Series após 44 anos; veja como era o beisebol em 1982

Brewers voltam à World Series após 44 anos; veja como era o beisebol em 1982

A última participação de Milwaukee na decisão foi em 1982, quando a equipe perdeu em sete jogos para o St. Louis Cardinals. Desde então, o clube mudou de liga e o cenário esportivo dos Estados Unidos passou por transformações.

Compartilhar

A última vez que o Milwaukee Brewers disputou a World Series foi em 1982. Naquela temporada, a equipe conquistou a Liga Americana, mas perdeu a série decisiva em sete jogos para o St. Louis Cardinals. O clube havia começado a jogar em Milwaukee apenas 12 anos antes e, em 1998, passou da Liga Americana para a Liga Nacional.

A equipe de 1982 ficou conhecida como Harvey's Wallbangers, apelido que combinava o nome do técnico Harvey Kuenn com a força ofensiva do elenco. Kuenn assumiu interinamente no meio da temporada, depois da demissão de Buck Rodgers, quando o time tinha campanha equilibrada. Milwaukee venceu a divisão no último dia da temporada.

O poder de rebatida foi uma marca daquele Brewers: a equipe anotou 216 home runs, 30 a mais que qualquer outro clube. Gorman Thomas liderou o elenco, com 39; Ben Oglivie bateu 34, e Cecil Cooper, 32. Robin Yount, Ted Simmons e Paul Molitor também contribuíram, com 29, 23 e 19 home runs, respectivamente.

Yount teve uma temporada especialmente destacada: conquistou o prêmio de MVP da Liga Americana e liderou a liga em rebatidas e slugging percentage. O MVP da Liga Nacional foi Dale Murphy, do Atlanta Braves. Ele bateu 36 home runs, liderou a liga em corridas impulsionadas e também ganhou o Gold Glove. Murphy voltou a receber o prêmio de MVP em 1983.

Entre os arremessadores, Steve Carlton conquistou seu quarto e último prêmio Cy Young. Aos 37 anos, liderou a MLB com 23 vitórias e 286 strikeouts, além de registrar 295⅔ innings, maior total da liga. Pete Vuckovich, do Brewers, venceu o Cy Young da Liga Americana, com campanha de 18 vitórias e seis derrotas.

Uma MLB com divisões diferentes

A estrutura da MLB em 1982 era distinta da atual. Cada liga tinha duas divisões: a Liga Americana contava com sete equipes em cada uma, enquanto a Liga Nacional tinha duas divisões de seis. O Detroit Tigers, por exemplo, estava na divisão Leste da Liga Americana junto com o Brewers. O Atlanta Braves foi o campeão da divisão Oeste da Liga Nacional.

Também havia franquias com nomes e cidades diferentes dos atuais. O California Angels venceu a divisão Oeste da Liga Americana, antes de passar por mudanças de nome. Na divisão Leste da Liga Nacional, o Montreal Expos ainda atuava em Montreal; a mudança para Washington, D.C., ocorreria décadas depois.

O título da World Series de 1982 ficou com o St. Louis Cardinals. Na sequência daquela temporada, outras decisões importantes dos esportes norte-americanos também tiveram campeões do Nordeste: a equipe de Washington venceu o Super Bowl em janeiro de 1983, após terminar a temporada da NFL com campanha de 12 vitórias e uma derrota; em maio, o New York Islanders varreu o Edmonton Oilers na final da Stanley Cup; e, dias depois, o Philadelphia 76ers varreu o Los Angeles Lakers nas finais da NBA.

Fontes

Encontrou um problema?

Se você identificar erro no conteúdo, envie um reporte para revisão editorial.

Mais sobre MLB

Rays adaptam luva para Baker Mayfield proteger polegar lesionado

Rays adaptam luva para Baker Mayfield proteger polegar lesionado

O Tampa Bay Rays modificou uma luva de recebedor para dar suporte ao polegar deslocado do quarterback Baker Mayfield, do Tampa Bay Buccaneers. A colaboração destaca a proximidade entre as equipes esportivas da região de Tampa Bay.

Compartilhar

O Tampa Bay Rays ajudou Baker Mayfield a voltar a jogar pelo Tampa Bay Buccaneers ao adaptar uma luva de recebedor para proteger o polegar direito deslocado do quarterback. Tyler Wall, funcionário do clube responsável pelo vestiário dos mandantes, fez a modificação.

Com a luva, Mayfield lançou um touchdown no segundo quarto da vitória dos Buccaneers por 43 a 13 sobre o Carolina Panthers. O quarterback voltou a atuar depois de ficar fora das três semanas anteriores. “Eles fizeram um trabalho incrível para me ajudar a chegar aonde estou”, disse Mayfield no início da semana.

A ajuda ocorreu enquanto os Rays se preparavam para receber jogos da World Series no Tropicana Field. A colaboração é um exemplo da relação entre as equipes esportivas de Tampa Bay, apelidada de “Champa Bay”.

A região celebrou títulos recentes dos Buccaneers e do Tampa Bay Lightning. Os Buccaneers venceram o Kansas City Chiefs no Super Bowl LV, disputado no Raymond James Stadium em 2021. O Lightning recebeu jogos em casa das finais da Stanley Cup em 2021 e 2022, incluindo a partida que garantiu o título de 2021.

O Tropicana Field está prestes a receber sua primeira partida da World Series desde 2008. A edição de 2020 foi disputada em Arlington, no Texas. Na série mencionada no relato, os Rays estavam atrás do Milwaukee Brewers por dois jogos a zero.

O outfielder Jonny DeLuca disse que a equipe via a possibilidade de voltar a jogar em casa como uma oportunidade de recuperar o ritmo. O shortstop Taylor Walls também destacou o apoio da comunidade e afirmou que os jogadores dos Rays costumam acompanhar partidas dos Buccaneers e do Lightning quando não estão jogando.

O CEO dos Rays, Ken Babby, afirmou que o clube busca conquistar seu espaço entre as organizações esportivas da região. Ele também citou a ajuda dos Yankees: há um ano, os Rays disputaram seus jogos em casa no Steinbrenner Field, estádio ligado à equipe de Nova York, após danos causados por um furacão destruírem o teto do Tropicana Field.

O técnico Kevin Cash elogiou o apoio dos torcedores durante a campanha de pós-temporada e disse que a equipe espera contar com uma atmosfera forte no estádio. “Nós adoramos jogar lá e adoramos o apoio dos nossos torcedores”, afirmou.

Para os próximos anos, os Rays planejam um novo estádio coberto, com capacidade para 31 mil pessoas e custo previsto de US$ 2,3 bilhões. O projeto está previsto para o terreno atual do Hillsborough Community College, em Tampa, com inauguração programada para abril de 2029.

Fontes

Taylor Walls transforma antecipação em excelência defensiva pelos Rays

Taylor Walls transforma antecipação em excelência defensiva pelos Rays

O shortstop do Tampa Bay Rays liderou os jogadores de campo da MLB em taxa de sucesso defensivo desde sua estreia, em 2021. Sua movimentação antes de cada arremesso ajuda a explicar os números e uma jogada decisiva contra o Brewers.

Compartilhar

Taylor Walls construiu sua reputação como um dos principais defensores da MLB ao antecipar as jogadas e ajustar seu posicionamento a cada arremesso. O técnico de banco do Tampa Bay Rays, Rodney Linares, descreveu essa estratégia como uma espécie de “trapaça”, mas sem qualquer irregularidade: Walls se movimenta para aumentar suas chances de fazer a jogada.

Nesta temporada, Walls converteu em eliminações 81% das oportunidades defensivas, a melhor marca entre os jogadores de campo que tiveram ao menos 250 chances. O índice também é de 81% desde sua estreia, em 2021, o maior entre os defensores nesse período.

Walls somou 21 corridas defensivas salvas (DRS) nesta temporada, marca que o deixou em quarto lugar entre todos os jogadores, independentemente da posição. Desde 2021, acumula 73 DRS, terceiro melhor total nesse intervalo.

O arremessador do Rays Ian Seymour afirmou que observa Walls se movimentar constantemente, em vez de acompanhar apenas o pitcher. Para Seymour, essa habilidade é algo que nenhum outro jogador de beisebol possui. O técnico do Cleveland Guardians, Stephen Vogt, também elogiou o shortstop, chamando-o de um dos melhores do mundo na posição.

Walls considera cada arremesso uma possível oportunidade de defesa. Ele avalia quem está no bastão, o pitcher, o alcance dos companheiros de infield e os corredores em base. Também observa o swing do rebatedor e, com o transmissor do PitchCom no boné, sabe qual arremesso está a caminho. Com essas informações, tenta prever se o rebatedor chegará atrasado, adiantado ou será surpreendido pelo lançamento.

“Você precisa esperar que cada arremesso seja rebatido na sua direção”, disse Walls ao explicar sua abordagem. Ele também destacou a importância de manter os pés em movimento, defender a bola com uma mão e fazer lançamentos enquanto corre.

Uma jogada contra o Milwaukee Brewers ilustrou essa preparação. No segundo jogo da World Series, com o Rays perdendo por 5 a 4 no fim da oitava entrada, havia corredores na segunda e na terceira bases. Jackson Chourio, descrito como um corredor acima da média, estava a 90 pés do home plate, enquanto Kevin Kelly se preparava para enfrentar William Contreras com a contagem cheia.

Enquanto os outros jogadores do infield permaneceram praticamente parados ou fizeram um salto no mesmo lugar, Walls avançou. Ele já estava posicionado mais perto do home plate e, no momento em que Kelly soltou a bola, deu um passo à frente e saltou até a borda da terra do infield.

Contreras rebateu rasteiro o sinker para o lado de fora. Walls avançou, pegou a bola após um quique alto, transferiu-a rapidamente e fez um lançamento preciso, ainda em movimento, para o catcher Nick Fortes. Fortes aplicou o tag em Chourio, e o Rays manteve a desvantagem em uma corrida.

O valor defensivo de Walls contrasta com seus números no ataque: ele tem média de .200 e OPS de .589 ao longo de seis temporadas na MLB. O Rays aceita essa produção ofensiva em troca do impacto que ele oferece na defesa.

Walls afirmou que evitar uma corrida tem o mesmo valor que marcar uma. Para ele, tirar rebatidas dos adversários e transformar bolas em eliminações pode mudar uma partida, e disse que gosta de contribuir dessa forma.

Fontes

Manfred defende teto salarial e cita Rays e Brewers na discussão sobre o futuro da MLB

Manfred defende teto salarial e cita Rays e Brewers na discussão sobre o futuro da MLB

O comissário Rob Manfred afirmou que a presença de dois mercados menores na World Series é positiva para a MLB, mas defendeu que os donos possam buscar um teto salarial no próximo acordo coletivo. A associação de jogadores rejeita a proposta e contesta os argumentos da liga.

Compartilhar

Rob Manfred disse que a World Series entre Milwaukee Brewers e Tampa Bay Rays mostra que equipes de mercados menores podem chegar à decisão, mas não muda sua defesa de um teto salarial. O comissário afirmou que não pretende impedir os donos de buscar a medida nas negociações do próximo acordo coletivo de trabalho.

Antes do Jogo 1, em Milwaukee, Manfred destacou que a participação dos Brewers na World Series é a primeira da equipe em 44 anos. Para ele, o intervalo evidencia que franquias de mercados menores precisam ter mais oportunidades de competir com regularidade. O dirigente também elogiou a gestão do time.

Bruce Meyer, diretor executivo interino da associação de jogadores da MLB, contestou a ideia de que um teto salarial nivelaria a competição. Ele argumentou que qualquer equipe pode alcançar o que Brewers e Rays conseguiram nesta temporada, mas reconheceu que vencer sem investir em jogadores dificilmente seria sustentável a longo prazo.

Meyer afirmou que a associação considera adequado permitir que cada equipe decida como agir, com algumas gastando mais e outras menos. Também disse que um teto salarial limita a competição, em vez de promovê-la, e sustentou que os resultados dos playoffs enfraquecem a justificativa da liga para a proposta.

A MLB argumenta que os torcedores querem um teto e aponta uma relação entre gastos com folha salarial, classificação para os playoffs e avanço nas fases seguintes. Manfred reconheceu que diferenças econômicas não determinam perfeitamente os resultados, mas disse que os dados mostram uma vantagem estatisticamente significativa para os mercados maiores na disputa por vagas nos playoffs e em campanhas mais longas.

O comissário também afirmou que, ao observar os resultados das últimas duas décadas, há uma forte relação entre tamanho do mercado, folha salarial e chances de chegar aos playoffs, especialmente de avançar na competição. Segundo a fonte, esta será a primeira vez desde 2015 que uma equipe de mercado menor vencerá a World Series.

Meyer rejeitou a explicação de que a proposta busca equilíbrio competitivo. Segundo ele, o objetivo dos donos seria aumentar os lucros e o valor das franquias. A divergência sobre o teto salarial é um dos principais pontos de tensão enquanto as negociações se aproximam do fim do atual acordo coletivo, que expira no fim do próximo mês.

Meyer disse que os donos podem optar por um lockout quando o acordo terminar. Nesse cenário, a partir de dezembro, os jogadores ficariam sem contato com suas equipes e as atividades da liga seriam interrompidas. Manfred, por sua vez, afirmou que há unanimidade sem precedentes entre os donos sobre a necessidade de adotar um teto salarial, aproximando a MLB do modelo de outras grandes ligas profissionais da América do Norte.

Fontes

Brewers vencem Rays de virada, abrem 2 a 0 na World Series e empolgam ídolos de 1982

Brewers vencem Rays de virada, abrem 2 a 0 na World Series e empolgam ídolos de 1982

Milwaukee superou uma desvantagem de quatro corridas e venceu o Jogo 2 por 5 a 4, com a corrida decisiva impulsionada por Cooper Pratt na sétima entrada. A vitória deixou os Brewers a caminho de St. Petersburg com vantagem de 2 a 0 na série.

Compartilhar

Os Brewers venceram os Rays por 5 a 4 no sábado, no Jogo 2 da World Series, depois de ficarem quatro corridas atrás antes de rebater. Com o resultado, Milwaukee abriu 2 a 0 na série melhor de sete e seguirá para St. Petersburg para o Jogo 3, marcado para terça-feira.

Cooper Pratt, shortstop novato de 22 anos, bateu a simples que colocou os Brewers à frente na sétima entrada. O lance também marcou sua recuperação após um erro no primeiro inning, que ajudou os Rays a construir a vantagem inicial. Depois da rebatida decisiva, Pratt ainda roubou uma base.

O jogo começou com o erro de Pratt em uma bola rasteira de Yandy Díaz. Os Rays aproveitaram a oportunidade contra o titular Logan Henderson: anotaram duas corridas em simples e ampliaram a vantagem com um home run de duas corridas de Liam Hicks. Drew Rasmussen, ace de Tampa Bay, entrou em campo com o placar em 4 a 0.

Milwaukee respondeu logo na primeira entrada, com simples produtoras de William Contreras e Garrett Mitchell. No quarto inning, um erro do primeira base Jonathan Aranda em uma bola rasteira de David Hamilton permitiu que os Brewers reduzissem a diferença para 4 a 3.

Sal Frelick empatou a partida no sexto inning com um home run contra Ian Seymour, reliever canhoto dos Rays. Foi o primeiro home run de Frelick contra um arremessador canhoto desde o Opening Day e o quarto de sua carreira de quatro temporadas.

Na sétima, Brice Turang estava em posição de anotar quando Pratt foi ao bastão com um eliminado. O técnico de rebatida Daniel Vogelbach o incentivou antes da vez. Pratt ficou atrás na contagem, mas acertou um sinker de Kevin Kelly para o campo direito e colocou Milwaukee na frente.

“Meu coração estava acelerado, não vou mentir”, disse Pratt. Ele também resumiu a persistência da equipe: “São nove entradas por um motivo”.

A virada ampliou uma sequência marcante dos Brewers nesta pós-temporada. Em sete dos dez jogos disputados até então, o adversário marcou primeiro; Milwaukee venceu seis dessas partidas de virada, igualando o recorde de vitórias após sair atrás em uma única pós-temporada. A equipe também se tornou a primeira a vencer seis dos sete primeiros jogos em que o oponente abriu o placar e sete dos oito primeiros em que esteve em desvantagem.

Foi a segunda vitória dos Brewers nesta pós-temporada após ficarem quatro corridas atrás. A outra ocorreu no Jogo 4 da NLCS contra os Dodgers. Milwaukee se tornou a quinta equipe a conseguir duas viradas de pelo menos quatro corridas em uma mesma pós-temporada, ao lado dos Phillies de 2022, White Sox de 2005, Angels de 2002 e Yankees de 1996.

A equipe também chegou a seis vitórias de virada na pós-temporada. O recorde é de oito, alcançado pelos Royals de 2015, Angels de 2002 e Marlins de 1997; os três conquistaram a World Series. Os Brewers também já haviam protagonizado uma virada de quatro corridas na World Series de 1982: no Jogo 4 contra os Cardinals, reagiram a uma desvantagem de 5 a 1 na sétima entrada e venceram por 7 a 5. Robin Yount bateu uma simples de duas corridas naquele inning, e Paul Molitor anotou a corrida da virada.

Yount, integrante do time de 1982 e membro do Hall da Fama, acompanhou o Jogo 2 em uma suíte no American Family Field. “Esperei 44 anos por isso! Não vou perder nenhum jogo”, afirmou. Ele disse que ficou mais nervoso assistindo do que quando jogava.

O proprietário Mark Attanasio também acompanhou a partida ao lado de nomes históricos da franquia: Yount, Molitor, Bud Selig, comissário emérito da MLB, e Ryan Braun, líder de home runs da história dos Brewers. Molitor fez o primeiro arremesso cerimonial antes do jogo. Attanasio disse que os antigos ídolos seguem intensamente ligados à equipe e à cidade.

A vitória foi acompanhada por 43.245 torcedores no estádio. Para o Jogo 3, em St. Petersburg, os Brewers venderam 31 mil ingressos a US$ 15 cada, com a capacidade limitada para que todos tivessem visão do placar; os bilhetes se esgotaram em poucos minutos.

Em séries de pós-temporada melhor de sete, equipes que abrem vantagem de 2 a 0 venceram 80 de 96 vezes, ou 83%. Na World Series, a última equipe a reverter uma desvantagem de 0 a 2 foi o Yankees de 1996, que superou o Braves.

Fontes

Rays e Brewers se enfrentam no Jogo 2 da World Series

Rays e Brewers se enfrentam no Jogo 2 da World Series

Tampa Bay visita Milwaukee neste sábado, 24 de outubro, para o segundo jogo da World Series. Drew Rasmussen e Logan Henderson são os arremessadores titulares anunciados.

Compartilhar

O Tampa Bay Rays enfrenta o Milwaukee Brewers no Jogo 2 da World Series neste sábado, 24 de outubro, às 21h, no American Family Field. O confronto está marcado como agendado, com os Rays como visitantes e os Brewers como mandantes.

Drew Rasmussen será o abridor de Tampa Bay, enquanto Logan Henderson começa pelo Milwaukee. A escalação dos Rays tem Yandy Díaz como rebatedor designado, seguido por Jonathan Aranda na primeira base e Chandler Simpson no campo esquerdo. Junior Caminero atua na terceira base, Liam Hicks é o catcher e Richie Palacios joga na segunda base.

Jonny DeLuca estará no campo central, Victor Mesa Jr. no campo direito e Taylor Walls na posição de shortstop. A ordem de rebatidas dos Rays começa com Díaz e termina com Walls.

Pelo Milwaukee, Jackson Chourio abre a ordem e joga no campo esquerdo. Jake Bauers atua na primeira base, Christian Yelich é o rebatedor designado e William Contreras fica como catcher. Brice Turang joga na segunda base e Garrett Mitchell no campo central.

Cooper Pratt será o shortstop, Sal Frelick atuará no campo direito e David Hamilton ocupará a terceira base. A partida dá sequência à série entre Rays e Brewers.

Fontes

Danny Jackson só descobriu 30 anos depois que fez o único inning imaculado da história da pós-temporada

Danny Jackson só descobriu 30 anos depois que fez o único inning imaculado da história da pós-temporada

O ex-arremessador dos Royals eliminou três rebatedores em nove arremessos no Jogo 5 da World Series de 1985, mas só soube que havia feito história em 2015, durante uma partida em Kansas City.

Compartilhar

Danny Jackson precisou esperar três décadas para descobrir que havia feito o único inning imaculado da história da pós-temporada da MLB. No sétimo inning do Jogo 5 da World Series de 1985, o então arremessador dos Royals eliminou três rebatedores em nove arremessos, todos strikes.

Na época, a expressão inning imaculado ainda não fazia parte do vocabulário do beisebol. A transmissão de TV, narrada por Al Michaels, não destacou o feito, e Jackson também não percebeu o que havia conseguido.

A descoberta aconteceu em 2015, quando os Royals conquistaram seu segundo título da World Series. Jackson, que mora em Kansas City e passou cinco de suas 15 temporadas na MLB pelo clube, estava nas arquibancadas com a família quando uma pergunta de curiosidades exibida no placar revelou o recorde.

“Levei 30 anos para saber que tinha feito isso”, contou Jackson à MLB.com. Ele disse que os filhos e netos viram seu nome no placar e perguntaram se ele havia conseguido o feito. Jackson respondeu que não sabia.

Naquele Jogo 5, os Royals tentavam reagir depois de ficarem em desvantagem por 3 a 1 na série. Jackson, então com 23 anos, já havia ajudado Kansas City a superar uma situação semelhante na Série do Campeonato da Liga Americana, com um jogo completo sem sofrer corridas no Jogo 5 contra os Blue Jays. Os Royals venceram aquela série em sete partidas.

Kansas City liderava por 4 a 1 quando Jackson enfrentou Terry Pendleton, Tom Nieto e Brian Harper no sétimo inning. Ele eliminou os três em nove arremessos, e os Royals venceram por 6 a 1, resultado que deu início à reação na série. O catcher Jim Sundberg descreveu Jackson como um competidor que aparecia nos momentos decisivos.

A sequência quase foi interrompida no primeiro arremesso para Pendleton. O rebatedor mandou uma bola alta em falta perto do banco da terceira base, e George Brett correu para tentar a defesa, deslizando em alta velocidade para dentro do banco. Brett não conseguiu pegar a bola e saiu um pouco machucado.

Jackson brincou que teve sorte por Brett não ter feito a defesa. Depois, encerrou a vez de Pendleton com um slider na parte externa do plate e outro, baixo e para dentro, que o rebatedor não conseguiu acertar.

Jackson não era conhecido por acumular muitos strikeouts: havia conseguido apenas um nos seis primeiros innings daquela partida. Seu repertório incluía uma fastball na faixa baixa dos 90 mph, com movimento para os dois lados do plate, além de um slider. Sundberg afirmou que a movimentação dos arremessos tornava Jackson um dos pitchers mais difíceis de receber entre os que havia acompanhado.

Nieto tentou chegar à base com uma bunt, mas mandou a bola para fora. Em seguida, rebateu uma bola alta em falta e recebeu um strike três olhando, em um arremesso na parte externa do plate. Ele contestou brevemente a decisão do árbitro principal John Shulock.

Harper, que entrou como pinch-hitter no lugar do pitcher, rebateu duas bolas em falta antes de passar por um slider para o terceiro strike. Ele disse que havia aprendido com Willie Stargell, quando jogava pelos Pirates, a começar a vez no bastão atacando. Também lembrou que Jackson trabalhou bastante por dentro e tinha controle para usar esse lado do plate.

Harper só soube que havia participado do inning imaculado décadas depois, ao ser procurado para falar sobre a jogada. Ao comentar o terceiro strike, brincou que deveria ter deixado passar o arremesso em contagem de 0-2.

Jackson disse que passou a valorizar o lugar que ocupa na história do inning imaculado, mas destacou que se orgulha mais de sua participação no título dos Royals em uma World Series de sete jogos. Ele também integrou o Reds campeão da World Series de 1990 e o Phillies campeão da Liga Nacional em 1993.

Fontes