
Circuito de Austin pode sediar duas corridas de F1 em 2023 caso provas no Oriente Médio sejam canceladas
O Circuito das Américas, em Austin, está aberto à possibilidade de receber duas etapas da Fórmula 1 nesta temporada se as corridas no Catar e Abu Dhabi forem canceladas devido ao conflito no Irã. A decisão final ainda depende da confirmação do cancelamento das provas no Oriente Médio.
A Fórmula 1 está considerando encerrar a temporada de 2023 no circuito italiano de Imola caso as corridas programadas para o Catar (29 de novembro) e Abu Dhabi (6 de dezembro) sejam canceladas, o que tem se tornado cada vez mais provável devido à guerra no Irã.
Stefano Domenicali, chefe da F1, afirmou que, nesse cenário, a temporada terminaria na Europa, mesmo que haja neve, e não nos Estados Unidos. Entretanto, as equipes e carros da F1 já estarão na América para o Grande Prêmio de Las Vegas, marcado para 21 de novembro, uma semana antes da corrida no Catar.
Bobby Epstein, diretor do Circuito das Américas (COTA), em Austin, revelou que a possibilidade de sediar uma segunda corrida não foi discutida com a organização da F1. Ele destacou que realizar duas corridas tão próximas seria difícil, especialmente para manter o público e a atmosfera especial do evento.
Epstein comentou: "Não gostaria que nosso circuito tivesse outra corrida e que não houvesse as grandes multidões que fazem o evento ser tão especial. Logisticamente, não é simples organizar algo tão próximo do nosso Grande Prêmio dos EUA."
No entanto, ele também afirmou que, se necessário, o COTA estaria disposto a ajudar a Fórmula 1 para garantir o sucesso da temporada, reconhecendo que situações excepcionais, como a pandemia de COVID-19, podem exigir adaptações.
Caso as duas últimas corridas sejam canceladas, a última prova da temporada deve ocorrer no fim de semana de 6 de dezembro. A F1 já conseguiu reagendar o Grande Prêmio do Bahrein para 4 de outubro na Malásia, após cancelamentos no Bahrein e na Arábia Saudita.
De acordo com o acordo comercial da F1 com as 11 equipes e os canais globais de transmissão, o calendário da temporada não pode ter menos de 22 corridas, garantindo assim a realização de um número mínimo de provas mesmo diante das dificuldades atuais.
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