
Cowboys tentam reagir após início 2-4, com sequência de jogos acessível pela frente
Dallas perdeu por 32 a 13 para Green Bay e soma 2-4 após seis partidas. Cinco dos próximos seis adversários também têm campanha negativa, mas a equipe precisa corrigir problemas no ataque e manter a evolução defensiva.
O Dallas Cowboys começou a temporada com campanha de 2-4, abaixo do esperado pela organização, e foi derrotado pelo Green Bay Packers por 32 a 13. O quarterback Dak Prescott reconheceu que, neste momento, os jogadores no vestiário talvez sejam os únicos que ainda acreditam na equipe.
A sequência recente também pesa no cenário: desde a derrota por 48 a 32 para o Packers na rodada de wild card dos playoffs de 2023, Dallas tem campanha de 16 vitórias, 23 derrotas e um empate. Apenas sete titulares do elenco atual permanecem desde então.
Calendário pode abrir espaço para reação
Cinco dos próximos seis jogos do Cowboys serão contra equipes que, juntas, somam campanha de 9-21. A série começa com dois confrontos contra o Philadelphia Eagles, também com 2-4: o primeiro estava marcado para segunda-feira, e o segundo será disputado no Thanksgiving. O San Francisco 49ers, que visita Dallas em 15 de novembro, é o único adversário desse trecho com campanha positiva, então com 6-0.
Os outros compromissos citados são contra o Arizona Cardinals, em 1º de novembro, o Indianapolis Colts, em 8 de novembro, e o Tennessee Titans, em 22 de novembro. Arizona tinha campanha de 2-4 e vinha de uma vitória surpreendente sobre o Los Angeles Rams, também com 2-4. O Cardinals havia vencido o Cowboys nos quatro encontros anteriores. O Titans estava com 1-5 e acabara de conquistar sua primeira vitória da temporada.
O Colts havia demitido o gerente-geral Chris Ballard na segunda-feira. Já o Eagles enfrentava problemas com aposentadorias e lesões; o quarterback Jalen Hurts foi descartado para o restante da temporada por causa de coágulos sanguíneos nos pulmões.
O cornerback DaRon Bland afirmou que o foco do elenco deve permanecer no que acontece dentro da equipe, em vez de nas opiniões externas. A possibilidade de aproveitar o calendário, portanto, depende de uma reação em campo.
Ataque busca consistência
Na derrota para Green Bay, a defesa do Cowboys conseguiu sua primeira interceptação da temporada, conteve o jogo terrestre do adversário e registrou três sacks pela primeira vez no ano. Ainda assim, permitiu 11 conversões em terceiras descidas e sete jogadas aéreas de pelo menos 15 jardas.
O ataque é outra preocupação: marcou apenas 29 pontos somados nas duas partidas mais recentes. O técnico Brian Schottenheimer disse confiar na unidade e atribuiu a execução abaixo do esperado tanto aos jogadores quanto à comissão técnica. Ele também afirmou que procura ser direto com o grupo ao explicar os motivos das vitórias e das derrotas.
O guard Tyler Smith disse que a equipe precisa vencer e ser mais consistente na preparação, além de corrigir os erros. Para ele, o Cowboys ainda não está jogando no nível que pode alcançar.
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Dan Quinn conversa com Jayden Daniels sobre passe incompleto em quarta descida
O técnico do Washington Commanders disse que Jayden Daniels deveria ter tentado completar o passe em uma quarta descida contra o San Francisco 49ers, em vez de jogar a bola fora. A jogada ocorreu no segundo quarto da derrota por 23 a 17.
Dan Quinn afirmou que conversou com Jayden Daniels sobre o passe incompleto em uma quarta descida na derrota do Washington Commanders por 23 a 17 para o San Francisco 49ers. A jogada aconteceu no segundo quarto, quando a equipe estava a duas jardas de uma primeira descida, na linha de 13 jardas dos 49ers.
Daniels recuou para passar, mas deixou o pocket quando a defesa adversária começou a pressioná-lo. Correndo para a direita e perseguido por dois defensores, entre eles o linebacker Fred Warner, ele não conseguiu avançar o suficiente e, sem um recebedor livre à sua frente, lançou a bola para fora. Uma bandeira foi lançada durante a jogada.
Quinn disse que, mesmo diante da possibilidade de uma penalidade, Daniels deveria ter tentado completar o passe, pois não sabia se a infração seria confirmada. A marcação, porém, não foi impedimento da defesa, o que daria uma primeira descida a Washington: foi deslocamento ilegal do Commanders. O San Francisco recusou a penalidade por causa do passe incompleto.
Daniels disse que não sabia a quem a bandeira seria atribuída e que considerou a possibilidade de a infração ter sido cometida por qualquer uma das equipes.
O lance ocorreu uma semana depois de Daniels não lançar a bola para fora nos segundos finais da prorrogação de uma partida. Com oito segundos restantes, ele foi derrubado e o relógio zerou, impedindo o Commanders de tentar um field goal de 42 jardas para vencer. O coordenador ofensivo David Blough e Quinn assumiram a responsabilidade pela chamada e por não terem pedido um spike.
Contra os 49ers, Daniels completou 29 de 40 passes para 300 jardas e dois touchdowns. Ele ajudou Washington a reagir de uma desvantagem de 20 a 3 no intervalo e conduziu a equipe até perto da end zone adversária no fim, em uma campanha com chance de assumir a liderança.
Quinn elogiou a capacidade de Daniels de fazer lançamentos difíceis, mas disse que gostaria que o quarterback permanecesse mais tempo na progressão de leitura em algumas jogadas. O técnico também afirmou que esperava dificuldades para avançar com as pernas diante da velocidade dos 49ers e da cobertura por zona, que mantinha atenção no quarterback. Daniels correu quatro vezes para dez jardas.
O quarterback disputou sua segunda partida usando uma órtese no cotovelo esquerdo, deslocado na Semana 2. Quinn disse que, à medida que Daniels se adapta ao ataque de Blough, gostaria de vê-lo escapar mais da pressão para lançar. O técnico também destacou que o jogador pode criar jogadas de diferentes maneiras.
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Giants dispensam Najee Harris dois dias após titularidade com apenas 2 jardas
O New York Giants dispensou o running back Najee Harris dois dias depois de ele ser titular na derrota para o New Orleans Saints. Harris teve quatro carregadas para 2 jardas na partida.
O New York Giants dispensou Najee Harris, running back de 28 anos, dois dias depois de o jogador começar como titular na derrota em casa por 34 a 27 para o New Orleans Saints. Ele teve quatro carregadas para 2 jardas, o menor total entre os seis jogadores dos Giants que registraram uma corrida na partida.
Harris soma 99 jardas terrestres na temporada, segundo maior número da equipe, atrás de Cam Skattebo. A dispensa ocorreu após o jogador expressar frustração com a divisão de oportunidades entre os running backs, mas uma fonte informou à ESPN que os comentários não foram o motivo da decisão.
“É difícil entrar no ritmo com uma ou duas corridas”, disse Harris após o jogo. Ele afirmou que ser retirado de campo por uma série depois de poucas oportunidades dificulta entender como a defesa está reagindo e ajustar a abordagem.
Os Giants tiveram quatro running backs relacionados para a partida: Harris, Skattebo, Tyrone Tracy Jr. e Devin Singletary. Juntos, a equipe somou 34 jardas terrestres. Skattebo, que começou a temporada como principal running back, não teve carregadas no domingo; sua participação havia sido reduzida depois de quatro fumbles.
O quarterback reserva J.J. McCarthy liderou os Giants em jardas terrestres no jogo, com 26, após entrar no lugar de Jameis Winston. Com a derrota, a equipe ficou com campanha de 3-2-1.
O técnico John Harbaugh disse que os running backs tiveram oportunidades iguais no primeiro tempo e que a equipe buscava identificar quem conseguiria se destacar. “Um desses jogadores precisa dar um passo à frente. Alguém precisa assumir o posto de running back principal”, afirmou.
Harris está em sua sexta temporada na NFL. Ele foi escolhido na primeira rodada do Draft de 2021 pelo Pittsburgh Steelers, onde atuou por quatro anos, e depois assinou com o Los Angeles Chargers. O jogador sofreu uma ruptura no tendão de Aquiles e assinou com os Giants nesta offseason.
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NFL defende atendimento médico a Jalen Hurts após diagnóstico de coágulos
O diretor médico da NFL, Allen Sills, afirmou que a abordagem dos Eagles no caso de Jalen Hurts foi conservadora e centrada no jogador. A liga disse que não punirá a equipe e que acompanhou o atendimento ao quarterback.
Dirigentes da NFL defenderam na terça-feira o processo médico envolvendo Jalen Hurts, quarterback dos Eagles, após a divulgação de que ele foi diagnosticado com coágulos sanguíneos. Allen Sills, diretor médico da liga, disse que a equipe adotou uma abordagem conservadora e priorizou a saúde do jogador em todas as etapas.
Hurts havia recebido liberação para jogar antes da Semana 5, contra o Jacksonville Jaguars, no Tottenham Hotspur Stadium, em Londres, depois de um diagnóstico inicial de coágulo superficial na panturrilha. Dias após a partida, médicos identificaram múltiplos coágulos nos pulmões. O quarterback deve desfalcar a equipe pelo restante da temporada e passar por tratamento com anticoagulantes, que deve afastá-lo por cerca de três meses.
Em comunicado divulgado na segunda-feira, a agente de Hurts, Nicole Lynn, e os Eagles informaram que ele tem trombose venosa profunda e embolia pulmonar bilateral. A condição significa que um coágulo se deslocou das pernas para os pulmões.
Sills afirmou que a NFL manteve contato com a equipe médica dos Eagles e com a Cleveland Clinic London durante o atendimento. Ele disse ter grande confiança nos profissionais do time e descreveu o tratamento como muito conservador, centrado no paciente e cauteloso em cada etapa. A liga não pretende punir os Eagles pela condução do caso.
Jeff Miller, vice-presidente executivo da NFL responsável por saúde e segurança dos jogadores, classificou como infundadas e desinformadas as especulações sobre a decisão de permitir que Hurts jogasse em Londres. Segundo Miller, foram tomadas medidas conservadoras para que a saúde do quarterback fosse e continue sendo a prioridade.
A NFL não divulgou detalhes específicos do caso, citando a privacidade médica. Sills afirmou que os profissionais encarregados de avaliar jogadores nessas situações não recebem influência da equipe. Ele também rejeitou a ideia de que médicos da liga ou dos clubes recebam ordens de pessoas ligadas ao futebol.
Sills criticou médicos que especulam publicamente sobre o que deveria ter sido feito sem acesso a todos os dados ou sem terem acompanhado o paciente. Ele classificou essa conduta como antiética e não profissional e mencionou a relação de confiança entre médicos e pacientes.
A liga acompanha casos de coágulos sanguíneos a cada temporada há uma década e compartilha os dados com a NFLPA. De acordo com Sills, há alguns casos por ano. Ele afirmou que o tema não é novo, embora seja objeto de análise contínua.
Sobre a viagem de avião de Hurts de Londres para casa após o diagnóstico inicial, Sills disse que a avaliação de passageiros com coágulos superficiais depende das particularidades de cada situação. A NFL, acrescentou, dedica tempo ao planejamento da segurança dos jogadores em voos longos relacionados a partidas internacionais. A preparação para esses jogos começa de um a dois anos antes e inclui a identificação de hospitais, médicos e recursos locais.
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Steelers contratam Marquez Valdes-Scantling para o practice squad após lesões de recebedores
O Pittsburgh Steelers adicionou o veterano wide receiver Marquez Valdes-Scantling ao practice squad antes da viagem a Paris para enfrentar o New Orleans Saints. A equipe perdeu Michael Pittman Jr. e Roman Wilson, ambos colocados na lista de lesionados.
O Pittsburgh Steelers contratou Marquez Valdes-Scantling para o practice squad na terça-feira, antes da viagem a Paris para enfrentar o New Orleans Saints. O wide receiver de 32 anos retorna à equipe após passar parte da temporada de 2025 em Pittsburgh.
Naquele período, Valdes-Scantling teve 10 recepções para 80 jardas e um touchdown em cinco jogos. Ele também fez três recepções na derrota do Steelers para o Houston Texans na primeira rodada dos playoffs.
Pittsburgh busca reforçar o grupo de recebedores depois que Michael Pittman Jr. e Roman Wilson foram colocados na lista de lesionados na semana anterior. Atrás de DK Metcalf e do calouro Germie Bernard, a equipe conta com pouca profundidade experiente na posição.
Metcalf e Bernard somaram 22 recepções na vitória de virada sobre o Tampa Bay Buccaneers no domingo. Valdes-Scantling é o terceiro time pelo qual passa em menos de dois meses: o Dallas Cowboys o dispensou no fim de agosto, e ele assinou com o Los Angeles Chargers em setembro.
Pelo Chargers, o recebedor teve duas recepções para 22 jardas em três jogos antes de ser dispensado na semana anterior à contratação pelo Steelers. Ele também tem histórico com o quarterback Aaron Rodgers, com quem atuou no Green Bay Packers.
Valdes-Scantling registrou 123 recepções em quatro temporadas com o Packers, entre 2018 e 2021.
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NFL: análise aponta Colts mantendo Shane Steichen e possíveis trocas dos Eagles
Após demitir o gerente-geral Chris Ballard, os Colts não demitiram o técnico Shane Steichen. A análise também projeta possíveis negociações dos Eagles antes do prazo de trocas, após a lesão que encerrou a temporada de Jalen Hurts.
Os Colts demitiram o gerente-geral Chris Ballard após a derrota para os Titans na Semana 6, mas não demitiram Shane Steichen como técnico durante a temporada. A proprietária Carlie Irsay-Gordon afirmou que a equipe ainda tem objetivos para cumprir e que espera competir, evoluir e vencer jogos.
A decisão deixa aberta a possibilidade de Steichen continuar no cargo além desta temporada, embora não esteja definido quantas vitórias seriam necessárias para isso. O Football Power Index da ESPN calculava em 8,8% a chance de os Colts chegarem aos playoffs. A equipe não se classifica à pós-temporada desde 2020.
Ballard não conseguiu estabelecer uma solução duradoura para a posição de quarterback após a aposentadoria de Andrew Luck, em 2019. Nesse período, os Colts recorreram a Philip Rivers, Jacoby Brissett, Carson Wentz, Matt Ryan, Gardner Minshew II e Daniel Jones, além de selecionarem Anthony Richardson Sr. no draft.
A análise reconhece que lesões atrapalharam Richardson e Jones, mas aponta que a equipe também teve dificuldades para preencher lacunas do elenco. Entre as decisões recentes de Ballard, estão as contratações do safety Cam Bynum e do cornerback Charvarius Ward, além da troca pelo cornerback Sauce Gardner.
Steichen, por sua vez, é elogiado pelo trabalho com Jalen Hurts na Philadelphia e com Jones em Indianapolis, além de sua atuação em decisões de quarta descida e no gerenciamento do relógio. A análise também ressalta que ele não conseguiu desenvolver Richardson. A continuidade do técnico, portanto, não está garantida: a equipe pode negociar jogadores antes do prazo de trocas de 10 de novembro.
Entre os nomes citados como possíveis alvos de negociação estão o guard Quenton Nelson, que tem mais um ano de contrato, e o defensive tackle DeForest Buckner. A análise compara a situação de Steichen à de Jim Caldwell nos Lions em 2015: Caldwell permaneceu após a demissão do gerente-geral Martin Mayhew e terminou aquela temporada com seis vitórias em oito jogos. O texto, porém, observa que não é certo que os Colts atuais tenham elenco para repetir uma sequência desse tipo.
Possíveis trocas dos Eagles
A análise também prevê que os Eagles podem negociar jogadores antes do prazo. A equipe está com campanha de 2-4 e colocou Hurts na injured reserve após um diagnóstico de coágulos sanguíneos, encerrando a temporada do quarterback. Tanner McKee é citado como reserva, enquanto DeVonta Smith voltou à formação titular; Saquon Barkley, com problema no tendão da coxa, e Landon Dickerson, com lesão no joelho, eram esperados de volta em breve.
O gerente-geral Howie Roseman já havia negociado o center Cam Jurgens com os Ravens e o wide receiver A.J. Brown com os Patriots. As transações renderam aos Eagles uma escolha adicional de primeira rodada e outra de segunda rodada no draft de 2028. A análise considera que escolhas de 2027 também poderiam ajudar a equipe caso ela decida mudar de técnico ou de quarterback.
Três possibilidades são detalhadas. A primeira é a troca do cornerback Riq Woolen para os Bears por uma escolha de quarta rodada de 2027. Woolen teve desempenho irregular e continuou cometendo faltas, mas a análise destaca sua velocidade e capacidade de marcar recebedores em cobertura individual. Os Bears são apontados como possível destino por precisarem de ajuda na posição de cornerback.
A segunda proposta envolve Barkley, que iria para os Texans em troca de uma escolha de terceira rodada de 2027, uma de sexta rodada de 2027, uma de segunda rodada de 2028 e o running back Woody Marks. A análise considera que Houston poderia se interessar pelo jogador para fortalecer um jogo terrestre que caminhava para ficar entre os cinco piores da liga. Também ressalta o custo financeiro para Philadelphia: uma troca deixaria cerca de US$ 26,5 milhões em dead cap em 2027, além dos US$ 27,1 milhões associados a Brown.
A terceira possibilidade é a negociação do defensive tackle Moro Ojomo com os 49ers por uma escolha de quinta rodada de 2027 e uma de quarta rodada de 2028, que poderia se tornar uma escolha condicional de terceira rodada. Segundo dados do NFL Next Gen Stats citados na análise, Ojomo tinha taxa de pressão de 10,6% na temporada, acima da média de 7,9% entre defensive tackles e a maior entre os defensive tackles dos Eagles.
Os 49ers são apontados como destino possível para Ojomo, que se tornaria outro jogador de rotação e ampliaria a profundidade do pass rush. A análise menciona que C.J. West e Alfred Collins, escolhidos no draft de 2025, decepcionaram em desempenho e disponibilidade. A compensação poderia incluir condições ligadas ao desempenho do jogador.
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Colts demitem GM Chris Ballard após quase dez anos e abrem fase de decisões em Indianapolis
O Indianapolis Colts demitiu o gerente-geral Chris Ballard na segunda-feira, após uma derrota surpreendente para o Tennessee Titans. A saída encerra uma gestão sem títulos de divisão e abre uma série de decisões sobre elenco, técnico e futuro do quarterback Daniel Jones.
Os Colts demitiram o gerente-geral Chris Ballard na segunda-feira, após uma derrota surpreendente para o Tennessee Titans. A decisão encerrou uma passagem que começou em 30 de janeiro de 2017, quando Ballard foi apresentado ao cargo. Na ocasião, o então proprietário Jim Irsay o chamou de melhor candidato a gerente-geral que havia surgido no século 21.
A equipe não conquistou títulos de divisão durante a gestão de Ballard. Indianapolis teve duas participações nos playoffs, venceu uma partida de pós-temporada e terminou com campanha de 72-82-1. No domingo, torcedores no Lucas Oil Stadium gritaram pedindo a demissão do executivo enquanto o relógio se aproximava do fim da derrota para o Titans, que ainda não havia vencido na temporada.
A proprietária Carlie Irsay-Gordon havia mantido Ballard e o técnico Shane Steichen após uma reunião privada no fim da temporada anterior. O encontro ocorreu durante uma sequência de sete derrotas consecutivas, marcada por lesões. Em janeiro, Irsay-Gordon afirmou que os dois receberiam outra oportunidade, mas que a urgência por resultados seria maior do que nunca.
Ballard foi demitido, mas Steichen permaneceu no cargo. A decisão deixa aberta a possibilidade de o técnico ser avaliado separadamente, embora sua situação continue delicada. Pessoas ouvidas pela ESPN disseram que Steichen provavelmente seria considerado para outras vagas de técnico principal caso tivesse sido dispensado após a temporada anterior.
Irsay-Gordon afirmou que a mudança durante a temporada foi deliberada e que esperar atrasaria o trabalho necessário. A chegada de um novo gerente-geral pode levar a alterações no elenco, conforme as preferências do novo executivo. Com o prazo de trocas de 10 de novembro se aproximando, os Colts precisam avaliar o futuro de jogadores importantes, entre eles o guard Quenton Nelson e o defensive tackle DeForest Buckner.
Nelson, de 30 anos, está no último ano de seu contrato. O oito vezes All-Pro negociava uma extensão antes da temporada, mas não chegou a um acordo; não está claro em que ponto estavam as conversas antes da demissão de Ballard. Buckner também está no último ano de contrato. Após passar por uma cirurgia no pescoço neste ano e considerar a aposentadoria, ele superou as expectativas desde que voltou. Aos 32 anos, enfrenta marcação dupla em 74,5% de suas jogadas de pass rush, a maior taxa de sua carreira.
Depois da derrota de domingo, Buckner expressou frustração: "Estou irritado. Estou cansado de ver a mesma história todos os anos." Uma eventual negociação de jogadores representaria uma mudança de postura para os Colts, que recentemente haviam procurado o Arizona Cardinals para discutir a possibilidade de buscar o wide receiver Marvin Harrison Jr., antes de ele ser trocado para Houston.
Indianapolis está com campanha de 2-4 e enfrentaria Minnesota e Jacksonville nos dois jogos seguintes. As equipes somavam, juntas, campanha de 9-2 naquele momento.
O futuro do quarterback Daniel Jones também é uma questão para a nova gestão. Ele se recupera da ruptura do tendão de Aquiles sofrida na temporada anterior e aparece perto do fim da liga entre os titulares em várias estatísticas: 30º em QBR, 29º em percentual de passes completos e 29º em jardas por tentativa. Depois de completar 68% dos passes em 2025, melhor marca de sua carreira, registra 59,6% em 2026, seu menor índice.
A falta de alvos confiáveis é um fator que pode influenciar a avaliação, mas a chegada de um novo executivo sem vínculos com Jones aumenta a possibilidade de o quarterback não estar em Indianapolis em 2027. Ele assinou em março uma extensão de dois anos e US$ 88 milhões. Os Colts podem anular o acordo após esta temporada, mas teriam de contabilizar US$ 35 milhões em dinheiro morto no teto salarial de 2027.
Anthony Richardson Sr., escolhido na quarta posição do draft de 2023, continua no elenco, mas não é titular desde 2024. Ele está no último ano de seu contrato de calouro.
A demissão também marca um momento importante para Carlie Irsay-Gordon e suas irmãs, que passaram a ter a palavra final nas decisões da franquia após a morte do pai, no ano anterior. Jim Irsay costumava consultar o ex-gerente-geral e presidente Bill Polian e o ex-técnico do Hall da Fama Tony Dungy. Ainda não está definido se as filhas recorrerão a conselheiros semelhantes durante a busca por um novo gerente-geral.
O diretor de operações dos Colts, Pete Ward, permanece na franquia após mais de quatro décadas e é um dos conselheiros próximos das irmãs. Kalen Jackson, a mais nova das três, afirmou no ano anterior que elas foram expostas a todas as áreas da organização e que o pai nunca as excluiu de nenhuma delas.


