
Dabo Swinney critica retorno de jogadores da NFL ao futebol universitário como "embaraçoso"
Dabo Swinney, técnico do Clemson, classificou como "embaraçoso" o possível retorno de jogadores que participaram de minicamps da NFL para o futebol universitário. A declaração foi dada antes da partida de abertura da temporada contra o LSU, que conta com atletas que passaram por acampamentos profissionais.
Dabo Swinney, treinador do Clemson Tigers, expressou sua insatisfação com a situação envolvendo jogadores que participaram de minicamps da NFL e que agora podem retornar ao futebol universitário. Ele chamou o episódio de "embaraçoso" e criticou as tentativas de alguns de tirar vantagem do sistema atual de elegibilidade da NCAA.
O técnico falou sobre o desafio de preparar seu time para enfrentar o LSU na abertura da temporada, uma equipe que conta com mais de 40 transferidos e uma nova comissão técnica ofensiva. Swinney destacou que está focado em sua equipe e não acompanha os jogos da pré-temporada da NFL.
Dois jogadores do LSU, o tight end Dae'Quan Wright e o defensive end Junior Tuihalamaka, que participaram de minicamps da NFL, têm treinado com o time universitário na preparação para o jogo contra o Clemson. Wright chegou a jogar partidas de pré-temporada com o Cleveland Browns, fato que Swinney comentou com humor.
Swinney é conhecido por sua postura crítica em relação à profissionalização do futebol universitário, evitando o portal de transferências e priorizando a retenção e o desenvolvimento de seus próprios atletas. Ele lamentou que a situação atual, envolvendo jogadores que deixaram o futebol universitário para a NFL e agora podem retornar devido a mudanças nas regras de elegibilidade, tenha se tornado um problema.
O Clemson Tigers enfrenta o LSU na abertura da temporada, em um reencontro do jogo inaugural do ano anterior, que terminou com vitória do LSU por 17 a 10.
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Oregon Ducks adotam método de definição de metas usado por Shohei Ohtani para buscar título do College Football Playoff
Oregon Ducks, segundo colocado na pré-temporada da AP, utilizam o Método Harada, ferramenta de definição de metas usada pelo astro do beisebol Shohei Ohtani, para alcançar o título do College Football Playoff (CFP). A técnica foi apresentada pelo técnico Dan Lanning em retiro da equipe e foca em um objetivo principal sustentado por oito pilares.
O Oregon Ducks, classificados em segundo lugar na pré-temporada da AP, estão usando o Método Harada para definição e alcance de metas, ferramenta que ajudou o jogador de beisebol Shohei Ohtani a manifestar sua carreira na Major League Baseball.
O método, desenvolvido pelo treinador de atletismo Takashi Harada, consiste em um objetivo principal apoiado por oito pilares, cada um com ações específicas para serem cumpridas. O técnico Dan Lanning introduziu a ferramenta aos jogadores durante um retiro da equipe no verão.
O quarterback Dante Moore, que retornou para a temporada após optar por não declarar para o draft da NFL, destacou que o método ajuda a organizar as metas do time e que o técnico Lanning sempre incentiva escrever os objetivos para concretizá-los.
Após alcançar o College Football Playoff nas duas últimas temporadas, mas sem conquistar o título nacional, os Ducks estabeleceram metas ambiciosas para a temporada atual, que conta com o melhor ranking de pré-temporada da história do programa.
O método foi inicialmente trabalhado com o grupo de liderança do time, que criou quadros de visão para o ano. Jogadores como o wide receiver Evan Stewart ressaltaram que o método ajuda a focar em pequenas metas essenciais para alcançar o objetivo maior.
A equipe traz um ataque forte, liderado por Moore, que lançou para 3.565 jardas e 30 touchdowns na última temporada. Stewart retorna após lesão, acompanhado pelo recebedor Dakorien Moore. A linha defensiva também é destaque, com jogadores como Matayo Uiagalelei, Bear Alexander e A'Mauri Washington, que optaram por não entrar no draft da NFL.
O jogador Bear Alexander compartilhou seu quadro Harada nas redes sociais, com o objetivo central de ser escolhido na primeira rodada do draft, apoiado por pilares como fé, disciplina, caráter e saúde, com ações específicas como "ser gentil" e "retribuir".
O técnico Lanning e o consultor de desempenho mental Cory Shaffer estudavam o método antes de apresentá-lo ao time, reconhecendo seu valor para o desenvolvimento da equipe.
Dante Moore afirmou que a equipe busca aprender com grandes atletas como Ohtani para ser a melhor do ano, destacando a grandeza do jogador de beisebol como inspiração.
O Oregon Ducks apostam no Método Harada para estruturar seu caminho rumo ao título do College Football Playoff, combinando disciplina, foco e metas claras para a temporada.
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Marcel Reed, quarterback do Texas A&M, afirma que é preciso odiar o rival Texas Longhorns
Marcel Reed, quarterback do Texas A&M, expressou sua animosidade contra o rival Texas Longhorns em entrevista, destacando a rivalidade intensa entre as equipes. Ele mencionou especificamente sua aversão à cor laranja, símbolo do Texas, e prometeu revanche para o próximo confronto entre os times.
Marcel Reed, quarterback do Texas A&M, falou abertamente sobre sua rivalidade com o Texas Longhorns em uma entrevista concedida ao USA Today Sports em abril. Reed afirmou que "você tem que odiar" o Texas, destacando a intensidade da rivalidade entre as equipes da SEC.
O jogador, que está entrando em sua terceira temporada como titular do Texas A&M, também criticou a cor laranja, tradicional do Texas, dizendo: "Eu odeio a cor laranja. As cores são feias. Em todo lugar que você vai em Austin, você vê essa cor laranja. Laranja queimado? Quem gosta de laranja queimado?"
Reed teve uma temporada sólida em 2023, terminando em quarto lugar na SEC em jardas aéreas, com 3.169 jardas, 25 touchdowns e 12 interceptações, além de 493 jardas e seis touchdowns correndo com a bola. No entanto, ele teve dificuldades nos jogos contra o Texas e na derrota do Texas A&M para o Miami Hurricanes no playoff do College Football Playoff, lançando quatro interceptações e nenhum touchdown nesses confrontos.
O Texas A&M perdeu para o Texas duas vezes com Reed como quarterback, incluindo a partida de novembro de 2024 em Austin, quando o Texas venceu por 27 a 17, causando a primeira derrota da temporada dos Aggies.
Reed comentou sobre essas derrotas: "É ruim termos perdido para eles duas vezes, mas eles vêm aqui este ano, então vão ter que pagar. Eu tenho algo para eles, com certeza."
O confronto entre Texas A&M e Texas está marcado para 27 de novembro, na partida final da temporada regular para ambas as equipes, em College Station.
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Simulações indicam possibilidades surpreendentes para a temporada de futebol americano universitário de 2026
Um milhão de simulações baseadas nas projeções SP+ para a temporada de 2026 do futebol americano universitário revelam cenários variados, incluindo times improváveis na disputa do College Football Playoff e campeões nacionais inéditos.
Utilizando as projeções SP+, foram realizadas um milhão de simulações para a temporada de 2026 do futebol americano universitário (CFB). Essas simulações mostram uma ampla gama de possibilidades para os times da Divisão FBS, desde favoritos tradicionais até surpresas inesperadas.
As projeções indicam que Ohio State é o favorito para o título nacional, mas com chances de apenas cerca de 1 em 7, evidenciando a incerteza e a volatilidade da competição. Sete times têm mais de 35% de chance de chegar ao College Football Playoff (CFP): Notre Dame, Ohio State, Oregon, Texas Tech, Indiana, Georgia e Miami. No entanto, em média, apenas quatro times devem chegar ao CFP, deixando espaço para surpresas.
As simulações também apresentam as probabilidades de títulos por conferência. Por exemplo, na Conference USA, Liberty lidera com 25,5%, seguida por Western Kentucky e Jacksonville State. Na Sun Belt, James Madison tem 25,4% de chance, com Old Dominion e Marshall logo atrás.
Cenários específicos extraídos das simulações incluem situações inusitadas, como Tennessee vencendo seu primeiro título da SEC em 28 anos, North Dakota State alcançando o CFP em sua primeira temporada na FBS, e Indiana conquistando títulos nacionais consecutivos com campanhas invictas. Também foram simuladas vitórias surpreendentes de equipes como Texas Tech e Mizzou em partidas decisivas.
O estudo destaca a complexidade e imprevisibilidade da temporada, com múltiplos empates nas principais conferências e possibilidades de equipes menos tradicionais alcançarem sucesso significativo. A análise reforça que, apesar das projeções, o futebol americano universitário mantém seu caráter imprevisível, com espaço para histórias inesperadas e reviravoltas.
Essas simulações fornecem uma visão detalhada das possíveis dinâmicas do futebol americano universitário em 2026, mostrando que qualquer equipe pode ter sua chance de brilhar no cenário nacional.
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Treinador do LSU Lane Kiffin afirma que jogadores apoiam contratação de ex-jogadores da NFL
Lane Kiffin, técnico do LSU, revelou que seus jogadores apoiam a decisão de buscar ex-rookies da NFL para reforçar o time, o que o deixou mais confortável com a situação. A decisão ocorre em meio a uma disputa judicial envolvendo a SEC e regras sobre elegibilidade de atletas profissionais.
O técnico do LSU, Lane Kiffin, afirmou que seus jogadores endossaram a decisão de buscar ex-rookies da NFL que buscam um quinto ano de elegibilidade no futebol americano universitário, mesmo com a oposição da SEC a essa prática. Kiffin disse que isso o fez se sentir melhor diante do dilema.
Entre os jogadores que têm treinado com o time estão o tight end Dae'Quan Wright, que foi dispensado pelo Cleveland Browns, e o defensive end Junior Tuihalamaka, ex-Notre Dame. Kiffin mencionou que o elenco final deve ser entregue à SEC na sexta-feira, um dia antes da estreia do LSU contra o Clemson, e ainda é cedo para dizer se esses jogadores participarão da primeira partida.
O treinador se reuniu com o comitê de liderança dos jogadores para discutir a situação e perguntou o que eles pensavam sobre a possibilidade de adicionar Wright, além do defensive tackle Zxavian Harris e do ex-defensive end do LSU Jack Pyburn, também dispensados da NFL. Todos foram enfáticos em apoiar a inclusão dos atletas, desde que possam ajudar a equipe a vencer.
Kiffin destacou que entende a preocupação com a coesão do time, que treinou junto durante a offseason, mas ressaltou que um dos jogadores comentou que essa é a realidade do esporte profissional, o que o confortou em sua decisão.
Enquanto isso, o técnico do Texas, Steve Sarkisian, expressou oposição à ideia de substituir jogadores atuais por ex-atletas da NFL, considerando a prática moralmente errada.
A SEC e Kiffin aguardam uma decisão judicial marcada para quinta-feira em Baton Rouge, que pode manter ou reverter uma ordem judicial temporária que impede a SEC de punir escolas que utilizem jogadores que assinaram contrato com ligas profissionais. A ordem atual impede punições severas, como suspensão de técnicos, multas e perda de direitos de voto na liga.
Kiffin afirmou que, caso a decisão judicial reverta a ordem, o LSU seguirá as regras da SEC e não utilizará atletas inelegíveis. Ele também destacou que sua prioridade é focar no jogo contra o Clemson e aguardar orientações oficiais.
O treinador reconheceu que vive em um ambiente de incertezas, mas que isso é aceitável desde que seja controlado e que os jogadores compreendam a situação. Ele disse ainda que não toma decisões baseadas em sua reputação pessoal, mas sim no que é melhor para o time, mesmo que isso gere críticas públicas.
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Mark Mitchell retorna ao Missouri para quinto ano, evita disputa legal com SEC sobre transferência
Mark Mitchell, ala destaque da SEC, optou por não se transferir para Kentucky e seguirá no Missouri para sua quinta temporada universitária, evitando uma batalha judicial contra as regras de transferência da SEC.
Mark Mitchell, ala que recebeu honras de All-SEC, decidiu retornar ao Missouri para sua quinta temporada no basquete universitário, após considerar uma transferência para Kentucky. A possibilidade de uma disputa legal com a SEC, devido às regras restritivas da conferência sobre transferências dentro da mesma liga fora do período permitido, influenciou sua decisão.
Inicialmente, Mitchell havia se comprometido com Kentucky, mas não entrou no portal de transferências durante a janela designada em abril. Posteriormente, um juiz de Kentucky concedeu uma ordem temporária que permitia a ele jogar um quinto ano, mas a entrada fora do prazo no portal teria exigido um confronto judicial com a SEC.
Mitchell iniciou sua carreira universitária em Duke, onde jogou por duas temporadas antes de se transferir para Missouri para atuar sob o comando do técnico Dennis Gates. Na temporada 2024-25, ele foi eleito para o terceiro time All-SEC, com médias de 13,9 pontos e 4,7 rebotes. No ano seguinte, como sênior, teve um desempenho ainda mais destacado, com médias de 18,3 pontos, 5,2 rebotes e 3,6 assistências, conquistando o segundo time All-SEC e ajudando o Missouri a alcançar sua segunda participação consecutiva no torneio da NCAA.
Com a permanência de Mitchell, o técnico Dennis Gates poderá contar com um dos elencos mais fortes do país, que inclui dois calouros cinco estrelas, um jogador que retorna com média de dois dígitos em pontos e quatro transferências de conferências poderosas.
O Missouri ocupa a 18ª posição na atualização mais recente do "Way-Too-Early Top 25" da ESPN, mas a equipe deve se aproximar do top 10 com o retorno de Mitchell.
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SEC vai contestar decisão judicial que impede punição a times que escalarem jogadores ex-profissionais
A SEC anunciou que irá cumprir a ordem judicial que proíbe punições a escolas que escalarem jogadores que retornam após contrato profissional, mas defenderá seus direitos em audiência marcada para quinta-feira.
A SEC afirmou que cumprirá a ordem temporária emitida por um juiz do estado da Louisiana que impede a liga e o comissário Greg Sankey de punir escolas que escalarem jogadores de futebol americano que retornam ao campus após assinarem contrato com equipes da NFL.
A ordem judicial suspende a aplicação de uma nova regra da SEC que prevê penalidades severas para times que utilizarem jogadores que tenham assinado contratos profissionais na NFL, NBA ou WNBA. As punições incluíam suspensão de meio campeonato para treinadores, multas equivalentes a 50% do orçamento anual do esporte e revogação do direito de voto na liga.
Em comunicado, a SEC ressaltou que a ordem é temporária e que irá contestar as alegações na audiência de quinta-feira para defender seus direitos como associação voluntária, mantendo sua missão junto às instituições membros.
Enquanto isso, a liga continuará cumprindo a decisão judicial e, após a audiência, avaliará o resultado para definir os próximos passos.
A regra da SEC foi adotada após jogadores como Dae'Quan Wright e Zxavian Harris anunciarem retorno ao futebol universitário na LSU, depois de serem dispensados por times da NFL. Outro exemplo é Jack Pyburn, ex-jogador da LSU e dispensado pelo Tampa Bay Buccaneers, que planeja voltar à equipe caso não seja contratado por outra franquia.
Os jogadores e seus advogados buscam que a NCAA e as conferências apliquem retroativamente a regra de elegibilidade de cinco anos, que foi alterada em junho para permitir que atletas compitam durante cinco temporadas dentro de um período de cinco anos.
Essa mudança deixou um grupo de atletas que finalizaram suas carreiras universitárias na última temporada sem elegibilidade para 2026-27, pois a NCAA decidiu não conceder uma temporada extra para não prejudicar os calouros.
Além disso, o jogador de basquete RJ Luis Jr. obteve uma liminar para jogar pela LSU nesta temporada, mesmo tendo assinado contratos com a NBA.
O juiz também emitiu uma ordem para que SEC e NCAA expliquem na audiência de quinta-feira por que as penalidades previstas não os colocam em desacato à corte, conforme descrito pelos advogados dos jogadores como "draconianas".
Reportagem com contribuições de Pete Thamel e Dan Murphy, da ESPN.



