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FIFA abre processo disciplinar contra trio da Argentina por agressão após final da Copa do Mundo

FIFA abre processo disciplinar contra trio da Argentina por agressão após final da Copa do Mundo

A FIFA iniciou procedimentos disciplinares por agressão contra os jogadores argentinos Leandro Paredes, Nahuel Molina e o auxiliar técnico Roberto Ayala, após confrontos com jogadores da Espanha na final da Copa do Mundo de 2026.

A FIFA abriu processos disciplinares por agressão contra os jogadores argentinos Leandro Paredes e Nahuel Molina, além do auxiliar técnico Roberto Ayala, devido a confrontos com jogadores da Espanha após a final da Copa do Mundo, realizada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no dia 12 de julho de 2026.

Após uma investigação de uma semana sobre os incidentes que mancharam as comemorações pós-jogo, a entidade também abriu uma série de processos contra a Associação de Futebol Argentina (AFA) por supostas violações de regulamentos durante várias partidas do torneio.

Além disso, os jogadores Thiago Almada, da Argentina, e Gavi, da Espanha, receberam processos por conduta antidesportiva. Contudo, os procedimentos contra Paredes, Molina e Ayala são os mais graves, relacionados a confrontos em campo com os espanhóis Gavi, Rodri e Dani Olmo. Caso sejam considerados culpados, eles podem receber suspensões longas.

A FIFA informou que os envolvidos terão oportunidade de apresentar sua defesa antes que o Comitê Disciplinar da FIFA emita sua decisão.

Os processos contra a AFA envolvem cânticos e mensagens inadequadas, incluindo referências políticas às Ilhas Malvinas, reivindicadas pela Argentina mas controladas pelo Reino Unido. Durante a semifinal contra a Inglaterra, jogadores argentinos exibiram uma faixa com a frase "Las Malvinas son Argentinas" (As Malvinas são argentinas), deixada no campo após a vitória.

Investigações também foram abertas contra a AFA por alegações de abuso racista. A FIFA destacou que os processos envolvem possíveis violações dos artigos 13, 14, 15 e 17 do Código Disciplinar da FIFA, relacionados a demonstrações não esportivas, má conduta da equipe, discriminação, abuso racista, ordem e segurança nas partidas, além de atrasos no início dos jogos, falhas em cumprir protocolos e arremesso de objetos por torcedores.

Na final, a Argentina foi derrotada por 1 a 0 pela Espanha com gol de Ferran Torres na prorrogação. A equipe argentina, comandada por Lionel Scaloni, buscava o bicampeonato consecutivo, feito não alcançado desde o Brasil em 1962.

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