
Fusão entre PFL e MVP cria novo concorrente no MMA com lançamento previsto para 2027
A fusão entre PFL e MVP, liderada por Jake Paul e Nakisa Bidarian, visa criar uma nova promotora de MMA que competirá diretamente com o UFC. A transição da marca PFL para MVP MMA está prevista para 1º de janeiro, com lançamento oficial em 2027.
A fusão entre a Professional Fighters League (PFL) e a Most Valuable Promotions (MVP) foi anunciada com o objetivo de criar um novo concorrente no mercado de MMA, mirando um lançamento oficial em 2027. Jake Paul, cofundador da MVP, e Nakisa Bidarian lideram a iniciativa, que pretende competir diretamente com o UFC.
A PFL, fundada em 2018 e atualmente exibida na ESPN, é reconhecida por seu formato de torneio e possui um dos melhores elencos de lutadores do mundo. No entanto, enfrentava dificuldades para atrair atenção e audiência. Já a MVP, ativa no boxe desde 2021, fez sua estreia no MMA em maio, com eventos que contaram com o retorno de pioneiras como Ronda Rousey e Gina Carano.
John Martin, CEO da PFL, destacou que a fusão com a MVP foi motivada pelo potencial de aceleração e maior visibilidade que Jake Paul e Nakisa Bidarian podem proporcionar. Bidarian ressaltou que a PFL nunca teve um parceiro de transmissão que promovesse o produto de forma consistente, enquanto a MVP mantém presença constante na conversa cultural sobre esportes de combate.
A transição da marca PFL para MVP MMA está planejada para estar completa até 1º de janeiro, com a expectativa de lançar a nova promotora em 2027. Os líderes buscam um novo parceiro de transmissão nos Estados Unidos, com a esperança de renovar ou ampliar a parceria com a ESPN, que já transmite eventos da PFL e tem relação com a MVP no boxe.
Em relação ao elenco, a fusão permitirá atrair talentos de MMA e boxe, oferecendo oportunidades para atletas transitarem entre as modalidades. Recentemente, a PFL assinou com cerca de 20 novos lutadores de mais de 10 países, mostrando uma estratégia agressiva de aquisição de talentos.
Os atuais campeões da PFL manterão seus títulos durante a transição para MVP MMA, que pretende reforçar a narrativa de que seus campeões são os melhores do mundo, focando em engajamento com as gerações mais jovens. A organização também planeja continuar parcerias internacionais, como a colaboração com a Rizin no Japão.
Bidarian e Martin afirmam que a competição com o UFC é diária e direta, embora reconheçam que não esperam superar o UFC rapidamente. A meta é se posicionar como uma alternativa forte, comparável a uma "Pepsi" para a "Coca-Cola" do UFC, com crescimento significativo nos próximos 12 a 24 meses.
A fusão representa uma nova fase para o MMA, com potencial para alterar o cenário competitivo e oferecer mais opções para atletas e fãs do esporte.
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