
Histórias não contadas dos holdouts e hold-ins nos treinos da NFL
Holdouts na NFL podem ser brutais, afetando jogadores, técnicos, agentes e gerentes gerais. Relatos revelam os desafios emocionais e financeiros enfrentados durante esses impasses contratuais.
Holdouts, quando jogadores não comparecem ao treino apesar de estarem sob contrato, e hold-ins, quando comparecem mas não participam plenamente para evitar multas, são situações complexas na NFL. Um exemplo marcante é o do futuro Hall da Fama Walter Jones, que em 2002 prolongou seu holdout até as duas primeiras semanas da temporada regular. Ao perceber o valor financeiro perdido, assinou o contrato da franchise tag de US$ 4,92 milhões.
As multas para holdouts são pesadas: US$ 50 mil por dia, e atualmente só jogadores em contratos de novatos podem ter essas multas dispensadas, o que aumentou a prática do hold-in. Jogadores como Jahmyr Gibbs, Bijan Robinson e Vita Vea foram exemplos de hold-ins em 2026.
O técnico Jay Gruden, do Washington Commanders em 2019, enfrentou dificuldades com o holdout do left tackle Trent Williams, que não jogou a temporada inteira após desentendimentos contratuais e problemas pessoais, como o diagnóstico de câncer de pele. A ausência de Williams impactou o desempenho da equipe, que terminou com 3-13.
Agentes como Vince Taylor destacam que holdouts são emocionalmente desgastantes e que é preciso preparar o jogador para uma mentalidade mais empresarial, gerenciando emoções e expectativas. Taylor também enfatiza o papel do agente como conselheiro e mediador, lidando com a pressão da mídia e da família.
O agente Damarius Bilbo ressalta que o sentimento de "não ser valorizado" é o principal gatilho para holdouts e que a exposição nas redes sociais pode agravar o estado emocional dos jogadores. Ele também comenta que hold-ins podem ser uma distração para o time e para o próprio jogador.
Gerentes gerais, como Bill Polian, enfrentam pressão de torcedores, donos e agentes durante holdouts. Polian lembra que a experiência e o conhecimento do funcionamento da NFL são essenciais para lidar com essas situações e que a balança de poder sempre favorece a organização.
Mike Tannenbaum, ex-gerente geral, destaca a importância de manter a negociação baseada em dados e evitar envolver emoções, tratando diretamente com os agentes dos jogadores para manter a objetividade.
Em resumo, holdouts e hold-ins são processos complexos que envolvem aspectos financeiros, emocionais e profissionais, afetando todas as partes envolvidas na NFL.
Fontes
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