
Jets descartam T’Vondre Sweat e listam David Bailey como dúvida contra os Raiders
O nose tackle T’Vondre Sweat está fora do jogo de domingo contra o Las Vegas Raiders, e o edge rusher David Bailey foi listado como dúvida. Os dois se machucaram na derrota dos Jets para o Miami Dolphins.
O New York Jets terá ao menos uma baixa e pode ficar sem dois titulares da defesa na partida de domingo contra o Las Vegas Raiders, no MetLife Stadium. O nose tackle T’Vondre Sweat foi descartado por causa de uma lesão no joelho, enquanto o calouro David Bailey, que não treinou durante a semana por uma distensão na virilha, foi listado como dúvida.
Os dois se machucaram na derrota por 28 a 25 para o Miami Dolphins, no último domingo. A possível ausência de Bailey é relevante para a defesa: ele lidera os Jets com 5,5 sacks e está entre os principais candidatos ao prêmio de Defensive Rookie of the Year.
A linha defensiva pode ter mais responsabilidade diante das dificuldades da equipe para conter o jogo terrestre. Desde a Semana 3, os Jets cedem 153 jardas terrestres por partida, marca que ocupa a 31ª posição da NFL.
A partida também ocorre após Ashton Jeanty, running back dos Raiders, criticar a disposição dos defensores dos Jets para fazer tackles. Na quarta-feira, ele disse a jornalistas de Las Vegas que havia alguns jogadores do time que não queriam derrubar os adversários, sem citar nomes.
O técnico Aaron Glenn afirmou na sexta-feira que a motivação principal da equipe deve ser a oportunidade de jogar a cada semana. Ele acrescentou que comentários entre jogadores fazem parte da liga e disse que os Jets estarão preparados.
O safety Minkah Fitzpatrick reconheceu que certas declarações podem servir como motivação adicional, mas ressaltou que sua prioridade é cumprir sua função em campo. Jogadores da equipe minimizaram publicamente o comentário de Jeanty.
Jeanty, sexta escolha do Draft de 2025, correu para apenas 15 jardas na derrota dos Raiders por 35 a 21 para o Los Angeles Rams na semana passada. Ele tem média de 3,1 jardas por tentativa na temporada. Las Vegas soma campanha de 3-4, ocupa a 31ª posição em jardas terrestres e perdeu quatro partidas consecutivas. Os Jets estão com 2-5 e vêm de duas derrotas seguidas.
Com 366 libras, Sweat foi adquirido em uma troca com o Tennessee Titans durante a offseason e é um dos principais defensores dos Jets contra o jogo terrestre. Glenn indicou que o calouro Darrell Jackson Jr. deve substituí-lo. Caso Bailey não jogue, Will McDonald IV é o provável substituto.
O status do running back Breece Hall também permanece indefinido. Ele está listado como questionável após treinar de forma limitada durante toda a semana e perdeu os últimos quatro jogos. Na ausência de Hall, o reserva Braelon Allen teve duas partidas com pelo menos 100 jardas terrestres.
Glenn disse que os Jets querem que Hall atinja determinados marcos em sua recuperação antes de voltar a jogar.
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Fantasy da NFL: Geno Smith e Ryan Flournoy estão entre as opções para a Semana 8
Geno Smith aparece como alternativa de quarterback contra os Raiders, enquanto Ryan Flournoy é uma opção de recebedor para ligas mais profundas. A lista de escolhas para a Semana 8 também inclui jogadores de outras posições e a defesa dos Cowboys.
A coluna de Matt Bowen para a Semana 8 da NFL reúne opções de última hora para escalações de fantasy, com foco principalmente em jogadores presentes em menos de 50% das ligas da ESPN. As sugestões consideram diferentes posições e incluem alternativas para ligas mais profundas.
Quarterbacks
Geno Smith, dos New York Jets, está escalado em 25,4% das ligas e enfrenta os Raiders. Na Semana 7, contra os Dolphins, marcou 23,48 pontos de fantasy, seu segundo melhor total da temporada, completou 76,7% dos passes e somou 287 jardas e três touchdowns. A ascensão do calouro Omar Cooper Jr., que teve pelo menos 100 jardas recebidas em dois jogos consecutivos, também é apontada como um fator favorável para o ataque dos Jets. Smith é indicado como opção de QB1 de nível intermediário para o confronto.
Malik Willis, dos Miami Dolphins, está disponível em 90,9% das ligas e enfrenta os Patriots. Ele fez sua melhor pontuação da temporada na Semana 7, com 26,02 pontos contra os Jets, incluindo dois passes para touchdown. Willis também tem ao menos 37 jardas terrestres, oito carregadas e um touchdown corrido em cada um dos dois jogos mais recentes. A recomendação é utilizá-lo como titular em posição superflex.
Recebedores
Ryan Flournoy, do Dallas Cowboys, está escalado em 19,3% das ligas e enfrenta os Cardinals. Ele marcou dois dígitos de fantasy em três partidas seguidas e se firmou como a terceira opção de Dak Prescott no jogo aéreo, atrás de CeeDee Lamb e George Pickens. A sequência sustenta sua indicação para ligas mais profundas.
Antonio Williams, dos Washington Commanders, aparece em 13,5% das ligas e enfrenta os Eagles. Com Terry McLaurin fora da temporada por uma lesão no joelho, Williams pode ter mais oportunidades. O calouro soma média de 7,4 pontos de fantasy por jogo e é descrito como um corredor de rotas capaz de encontrar espaços no meio do campo para receber passes de Jayden Daniels.
Caleb Douglas, dos Dolphins, está escalado em 25,2% das ligas e também encara os Patriots. A indicação é de uma opção de WR3 com potencial de pontuação alta, mas irregular. Em seu primeiro jogo desde a Semana 2, contra os Jets, recebeu apenas três alvos, mas converteu duas recepções em touchdowns e terminou com 70 jardas e 21 pontos de fantasy, sua melhor marca na temporada. Douglas marcou pelo menos 14 pontos em dois dos três jogos que disputou.
Running backs
Jonah Coleman, do Denver Broncos, está presente em 41,5% das ligas e enfrenta os Chiefs. Na vitória da equipe sobre os Cardinals na Semana 7, liderou os running backs dos Broncos com 11 toques na bola, contra seis de J.K. Dobbins e cinco de RJ Harvey, e acumulou 69 jardas. Foi seu primeiro jogo desde a Semana 2, quando sofreu uma lesão no tornozelo. A sugestão é considerá-lo uma opção flex para ligas mais profundas.
Dylan Sampson, do Cleveland Browns, está escalado em 10,2% das ligas e visita os Steelers. Em sua primeira participação desde a Semana 1, após uma lesão no joelho, marcou 10,7 pontos contra os Titans: correu para 45 jardas em seis tentativas e recebeu três passes para 32 jardas. Sampson segue como reserva de Quinshon Judkins, mas é apontado como alternativa com potencial em ligas profundas.
Samaje Perine, do Cincinnati Bengals, aparece em 11,9% das ligas e enfrenta os Titans. Ele teve apenas quatro carregadas contra os Ravens na Semana 7, mas marcou em uma tentativa na linha de gol. Na Semana 5, contra os Dolphins, somou 78 jardas totais e um touchdown, com 15,8 pontos de fantasy. A recomendação é considerá-lo diante da baixa produção de Chase Brown, titular dos Bengals, que tem média de 3,5 jardas por carregada e um touchdown na temporada.
Tight end e defesa
Brenton Strange, do Jacksonville Jaguars, está escalado em 45,2% das ligas e enfrenta os Colts. O tight end recebeu pelo menos sete alvos em três jogos consecutivos e marcou média de 13,2 pontos de fantasy nesse período. Ele é indicado como opção de TE1 de nível intermediário em ligas de dez equipes.
A defesa do Dallas Cowboys, presente em 15,7% das ligas, enfrenta os Cardinals. Apesar da avaliação negativa sobre o desempenho da unidade na temporada, os Cowboys registraram múltiplos sacks e uma interceptação em cada um dos dois jogos mais recentes. A defesa dos Cardinals está entre as dez piores da liga em pontos e jardas por jogo, fatores considerados para a escolha de streaming na Semana 8.
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Josh Jacobs diz que comemoração de touchdown homenageou música gospel
Após a vitória dos Packers por 27 a 19 sobre os Panthers, Josh Jacobs afirmou que seu gesto na comemoração foi uma referência à canção gospel Break Every Chain, e não uma alusão à sua prisão.
Josh Jacobs afirmou que a comemoração de touchdown na vitória do Green Bay Packers por 27 a 19 sobre o Carolina Panthers foi uma homenagem à música gospel Break Every Chain. O running back disse que não pretendia fazer referência à sua prisão, mas ficou incomodado com a associação feita por pessoas que viram o vídeo, que se espalhou rapidamente.
Jacobs afirmou que a gravação exibida não mostrou a comemoração inteira e que o gesto durou apenas um segundo. Segundo ele, ele e o wide receiver Savion Williams combinaram duas celebrações para marcar seu retorno: uma para agradecer a Deus e outra inspirada na canção gospel.
O jogador também disse que vários companheiros fizeram o mesmo gesto durante a comemoração. Ele afirmou que não imaginava que a ação pudesse ser interpretada de outra forma.
Jacobs passou as seis primeiras partidas da temporada na lista de isenção do comissário e retornou na semana 7. Ele havia sido preso no início do ano e acusado de agressão leve e dano à propriedade após um incidente com uma mulher em sua residência na região de Green Bay. Em setembro, declarou-se sem contestar as acusações: foi condenado por agressão, enquanto a acusação de dano à propriedade recebeu um acordo de julgamento diferido. A NFL ainda não concluiu sua investigação sobre possível violação da política de conduta pessoal.
A partida contra os Panthers foi o primeiro jogo de Jacobs no Lambeau Field nesta temporada. Ele disse que a recepção dos torcedores foi positiva e destacou o ambiente no estádio, além do desempenho da defesa. O confronto terminou com vitória dos Packers por 27 a 19.
Jacobs correu para 39 jardas em 21 tentativas, média de 1,9 jarda por carregada, e marcou um touchdown terrestre em uma corrida de uma jarda. Ele também recebeu seis passes para 13 jardas, incluindo um touchdown de quatro jardas no terceiro quarto.
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Bryce Young é sackado seis vezes, mas diz que joelho está bem após derrota dos Panthers
O quarterback do Carolina Panthers sofreu seis sacks na derrota por 27 a 19 para o Green Bay Packers, em 29 de outubro, e afirmou que o joelho esquerdo está bem. Young não usou a lesão como justificativa para a atuação.
Bryce Young foi pressionado em 22 jogadas e sofreu seis sacks na derrota do Carolina Panthers por 27 a 19 para o Green Bay Packers, em 29 de outubro, no Lambeau Field. Sob pressão, completou 6 de 16 passes para 46 jardas e lançou uma interceptação. De acordo com a NFL Next Gen Stats, 13 das 22 pressões vieram pelas laterais da linha defensiva, e Young lançou apenas um passe de pelo menos 20 jardas.
O joelho esquerdo do quarterback havia sido lesionado na derrota para o Cleveland Browns, na Semana 3. Young afirmou que está bem e disse que não considera a lesão uma desculpa. Ele também declarou que os Packers executaram melhor e mereceram a vitória.
O técnico Dave Canales disse que Young não pareceu ter a mesma rapidez para escapar dos defensores, mas conseguiu criar algum espaço. Canales atribuiu o problema imediato à pressão sobre o quarterback e afirmou que a linha ofensiva precisa dar tempo para a execução das jogadas. O treinador também respaldou a disposição de Young para jogar, dizendo que a equipe acompanha a condição física do atleta e pretende agir com cautela.
A linha ofensiva teve mudanças durante a partida. Corey Bullock, que substituiu o titular Damien Lewis pela segunda vez em quatro jogos, deixou o campo no terceiro quarto após sofrer uma lesão na coxa. Jake Curhan, chamado do practice squad, entrou em seu lugar. Curhan, que atuou em 13 jogos pelos Panthers na temporada anterior, com uma titularidade, disse que levou uma jogada ruim (um sack permitido) para entrar no ritmo, mas que depois se sentiu melhor.
Monroe Freeling, escolha de primeira rodada que voltou a ser titular na posição de right tackle, também teve dificuldades na proteção. Taylor Moton está fora da temporada por uma lesão na fíbula e no tornozelo. A Next Gen Stats atribuiu a Freeling quatro pressões cedidas e um sack permitido.
Robert Hunt, right guard que não foi responsabilizado por nenhum sack na partida, disse que os Packers usaram esquemas eficazes para superar a proteção dos Panthers. Ele reconheceu que a linha precisa jogar melhor e classificou a atuação do grupo como ruim.
Com a derrota, Carolina ficou com campanha de 3-4, após um início de 3-2. Young havia estabelecido o recorde da franquia de passes para touchdown nos cinco primeiros jogos de uma temporada, com 11, mas somou apenas dois touchdowns aéreos nas duas partidas mais recentes. Nessas derrotas consecutivas, os Panthers tiveram cinco campanhas que terminaram em pontuação.
Após sete jogos, Young havia sido pressionado 64 vezes na temporada, segundo a Next Gen Stats. O total era o segundo maior da NFL, atrás apenas das 69 pressões sofridas por Tyler Shough, quarterback do New Orleans Saints.
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Christian Watson volta ao jogo após diagnóstico de costela quebrada e ajuda Packers a vencer Panthers
O wide receiver do Green Bay Packers foi levado de ambulância ao hospital após tossir sangue, mas retornou ao Lambeau Field e terminou a vitória por 27 a 19 sobre o Carolina Panthers com oito recepções para 113 jardas.
Christian Watson deixou o Lambeau Field de ambulância durante a partida entre Green Bay Packers e Carolina Panthers, passou por exames que identificaram uma costela quebrada e voltou a campo ainda no mesmo jogo. O Packers venceu por 27 a 19, em 29 de outubro de 2026.
Watson foi atingido ao fazer uma recepção de 53 jardas, com 9min11s restantes no segundo quarto. Era sua sexta recepção e ele já havia alcançado 100 jardas. Depois de caminhar para fora do campo e seguir ao vestiário, começou a tossir sangue, e a equipe médica recomendou que fosse ao hospital para uma tomografia.
O jogador contou que teve dificuldade para respirar após a jogada e que, na lateral, percebeu que estava cuspindo sangue. No hospital, uma radiografia mostrou a costela quebrada. Watson também passou por tomografia e exames de sangue; como os resultados não indicaram outros problemas, ele quis retornar à partida.
Pouco antes das 20h30, no horário local, Watson entrou na ambulância ainda usando o equipamento completo. Às 21h19, já havia saído do veículo e corrido pelo túnel de volta à lateral do Packers. Ele retornou ao campo com 4min01s restantes no terceiro quarto.
Na primeira jogada após sua volta, o quarterback Jordan Love lançou uma bola longa para Watson, que não conseguiu completar a recepção e caiu com força. Ele se levantou e, no início do quarto período, recebeu um passe de seis jardas. Depois, somou outra recepção, de sete jardas. Watson encerrou a noite com oito recepções para 113 jardas.
O safety Xavier McKinney elogiou a decisão do companheiro de voltar, destacando sua resistência e o compromisso com a equipe. McKinney observou que Watson já havia superado 100 jardas antes de se machucar, mas ainda quis retornar porque acreditava que o time precisava dele.
O técnico Matt LaFleur também destacou a atuação do wide receiver e comentou que ele poderia ter produzido ainda mais se não tivesse perdido tanto tempo de jogo. O running back Josh Jacobs disse que nunca havia visto um jogador sair de ambulância de um estádio da NFL e voltar do hospital para atuar na mesma partida.
Watson afirmou que queria voltar antes mesmo de deixar o hospital e que aguardou a autorização para fazê-lo. Ele também descreveu como surreal a recepção dos torcedores ao retornar ao campo. O hospital para onde foi levado, St. Vincent, fica a 3,9 milhas do Lambeau Field.
A recepção de 53 jardas foi a terceira de Watson com pelo menos 50 jardas nesta temporada, o maior total da NFL. Desde 2022, ele soma 11 recepções de 50 jardas ou mais, atrás apenas de Nico Collins, com 12. Na temporada, Watson também chegou a 13 recepções de pelo menos 20 jardas, uma a menos que Jaxon Smith-Njigba.
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Jonathan Taylor diz não ter pedido troca, mas admite que futuro nos Colts é incerto
O running back afirmou que não controla as decisões da franquia e disse estar concentrado no jogo contra o Jacksonville Jaguars. A declaração ocorre após os Colts negociarem Quenton Nelson e DeForest Buckner.
Jonathan Taylor afirmou que não pediu para ser trocado pelo Indianapolis Colts, mas reconheceu que mudanças podem acontecer. O running back disse que não recebeu informações sobre seu futuro e que não tem controle sobre as decisões da equipe.
“Tenho orgulho de vestir a ferradura e de estar aqui”, afirmou Taylor. Ele também disse que está focado na partida fora de casa contra o Jacksonville Jaguars e rejeitou a ideia de que os jogadores devam desistir de competir: “Vamos entrar em campo para competir e buscar uma vitória”.
As declarações vieram depois de os Colts negociarem dois nomes importantes do elenco. O guard Quenton Nelson foi enviado ao Seattle Seahawks, enquanto o defensive tackle DeForest Buckner foi negociado com o San Francisco 49ers. Taylor lamentou não ter conseguido vencer com os companheiros.
O running back contou que conversou nesta semana com a principal proprietária da franquia, Carlie Irsay-Gordon, mas não revelou o conteúdo da conversa. Taylor tem contrato com os Colts até a temporada de 2028, após assinar uma extensão em agosto.
Apesar de não ter solicitado uma troca agora, Taylor continua despertando interesse de outras equipes, que procuraram Indianapolis para perguntar sobre sua disponibilidade. A franquia ainda não deixou claro se pretende negociá-lo.
Taylor já havia pedido uma troca em 2023, durante uma longa disputa contratual com os Colts. Ao falar sobre a possibilidade de deixar a equipe, afirmou que entende o lado empresarial do futebol americano e que sabe que uma mudança pode acontecer, mesmo quando um jogador gostaria de permanecer por muito tempo.
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Estudo estima CTE em 75% dos ex-jogadores da NFL mortos entre 2008 e 2023
Pesquisa publicada na JAMA Network Open analisou 2.362 casos e estimou que quase três quartos dos ex-jogadores da NFL que morreram no período tinham encefalopatia traumática crônica (CTE). Os pesquisadores ressaltam que o resultado não representa jogadores vivos nem atletas de níveis universitários ou juvenis.
Um estudo publicado na quarta-feira na revista JAMA Network Open estima que cerca de 75% dos ex-jogadores da NFL que morreram entre 2008 e 2023 tinham encefalopatia traumática crônica (CTE), doença neurodegenerativa associada a impactos repetidos na cabeça em esportes como o futebol americano. A pesquisa foi conduzida por pesquisadores da Boston University, da Mass General Brigham e da Concussion & CTE Foundation.
Os autores descreveram o trabalho como a primeira tentativa abrangente de estimar a prevalência da CTE entre ex-jogadores da NFL falecidos. O estudo reuniu 2.362 casos: dados de 396 jogadores que doaram o cérebro e registros do National Death Index referentes a outros 1.966 ex-atletas que não fizeram a doação.
Entre os cérebros doados, quase 94% apresentaram CTE. Em comparação com os não doadores, os jogadores que doaram eram mais frequentemente brancos, morreram mais jovens e tiveram carreiras mais longas na NFL. Os pesquisadores afirmaram que, mesmo considerando as diferenças na probabilidade de doação, os resultados indicam prevalência elevada entre os ex-jogadores falecidos.
A CTE só pode ser diagnosticada após a morte, e pesquisas para desenvolver um teste que permita identificá-la em vida estão em andamento. A doença é classificada em estágios de I a IV, conforme a gravidade. Segundo os pesquisadores, os sintomas muitas vezes não aparecem nos estágios iniciais; o artigo observa que alguns casos podem estar em estágio inicial no momento da morte e possivelmente não apresentar sintomas.
Os autores alertaram que a estimativa se aplica apenas a ex-jogadores da NFL falecidos. Ela não permite calcular a prevalência entre jogadores vivos e não aborda atletas universitários ou jovens. O estudo também não determina se os jogadores apresentaram sintomas que pudessem estar relacionados à CTE.
Pesquisas anteriores sobre a doença foram criticadas por possível viés de seleção, já que dependiam de cérebros doados por jogadores que poderiam ter tido sintomas em vida. Um trabalho publicado em agosto por alguns dos mesmos pesquisadores havia estimado CTE em um de cada quatro ex-jogadores da NFL mortos entre 2016 e 2021.
A autora principal, Julia Gallini, classificou a estimativa de quase 75% como preocupante e afirmou que são necessários mais esforços para apoiar as famílias, diagnosticar a CTE durante a vida e tratar sintomas relacionados à doença. Os pesquisadores também apontaram a falta de dados sobre não doadores em níveis inferiores do futebol americano como um desafio para estudos sobre o esporte juvenil.
Em comunicado, a NFL afirmou que busca continuamente tornar o futebol americano mais seguro, inclusive com estratégias para reduzir concussões e impactos na cabeça, e incentivou ex-jogadores preocupados com a saúde a utilizar os recursos disponíveis para buscar avaliação e tratamento. A NFL Players Association disse que estudos desse tipo são importantes para ampliar a compreensão dos efeitos de longo prazo do futebol americano.


