
Juíza nega pedido de Terry Rozier para modificar condições de fiança
A juíza LaShann DeArcy Hall negou um pedido de Terry Rozier para alterar as condições de sua fiança, que o impedem de treinar e jogar com testemunhas potenciais. Rozier enfrenta acusações de corrupção relacionadas a apostas esportivas.
A juíza do Tribunal Distrital dos EUA, LaShann DeArcy Hall, negou na quarta-feira, 8 de fevereiro, um pedido da defesa para modificar as condições de fiança de Terry Rozier. O jogador, que busca praticar e jogar com testemunhas potenciais, não poderá fazê-lo enquanto as condições atuais estiverem em vigor, a menos que não discutam o caso.
Durante a audiência, a juíza expressou que seria impossível monitorar as conversas de Rozier durante os treinos. Ela também advertiu Rozier por já ter violado a cláusula de não contato de sua fiança de $3 milhões ao enviar uma mensagem de texto a uma pessoa com quem não deveria se comunicar. A juíza comentou que isso demonstra que Rozier acredita saber mais do que o tribunal.
Rozier, que tem 32 anos, está agendado para enfrentar um julgamento em fevereiro por acusações de suborno e conspiração. Ele é acusado de receber um pagamento de $70.000 para ajudar apostadores a lucrar ao deixar uma partida da NBA em março de 2023 devido a uma lesão na perna. O jogador não estava listado no relatório de lesões da equipe, e nem o público nem as casas de apostas estavam cientes de sua intenção.
O advogado de Rozier, David Markus, argumentou que as condições de fiança poderiam ser interpretadas como uma proibição de jogar na NBA. A juíza esclareceu que, embora não haja uma ordem explícita impedindo Rozier de jogar, ser indiciado traz consequências. Rozier está proibido de contatar pelo menos uma dúzia de testemunhas potenciais, incluindo sete ex-companheiros de equipe que agora jogam em outras ligas.
Markus sugeriu que um advogado estivesse presente para monitorar as interações de Rozier durante os treinos, mas a juíza considerou essa proposta inviável. Além disso, ele pediu para que a proibição de Rozier deixar os EUA fosse levantada, permitindo que ele jogasse no Canadá, caso fosse contratado por uma equipe da NBA. A procuradora assistente, Kaitlin Farrell, argumentou que essa solicitação era prematura e poderia indicar uma tentativa de fuga.
A juíza DeArcy Hall decidiu aguardar até que Rozier assine um contrato da NBA antes de tomar uma decisão sobre sua viagem. Ela mencionou que recentemente negou um pedido semelhante de outro réu que queria jogar na Grécia.
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