
Lewis Hamilton lamenta acidente com mecânico da Ferrari no GP da Bélgica; equipe é multada
Lewis Hamilton expressou preocupação após atingir um mecânico da Ferrari durante o GP da Bélgica. O mecânico não sofreu ferimentos, mas a Ferrari foi multada em 30 mil euros pelo incidente.
Durante o GP da Bélgica de Fórmula 1, Lewis Hamilton colidiu com um mecânico da Ferrari ao sair do pit stop, o que causou grande preocupação ao piloto. Hamilton relatou que seu "coração afundou" ao temer uma lesão grave, lembrando um acidente semelhante ocorrido em 2018 com Kimi Räikkönen. A Ferrari confirmou que o mecânico não se feriu.
Apesar do incidente, Hamilton e a Ferrari não receberam punição esportiva, permitindo que o piloto mantivesse a quarta colocação na corrida. No entanto, a equipe foi multada em £25.000 (€30.000), com £8.500 (€10.000) suspensos por 12 meses, caso não haja reincidência.
Hamilton explicou que ao ver a luz verde para acelerar, focou nela e não no mecânico, atribuindo a responsabilidade principalmente à equipe. Ele parou imediatamente ao perceber o ocorrido e expressou alívio pela segurança do mecânico.
O piloto também comentou sobre sua decepção com o resultado da corrida, atribuindo a um acidente na última sessão de treinos livres a dificuldade para encontrar o ajuste ideal do carro, o que prejudicou seu desempenho no restante do fim de semana.
Além disso, o acidente no pit stop ocorreu após Hamilton cumprir uma penalidade de cinco segundos por uma colisão com George Russell na primeira volta. Russell considerou o incidente uma "corrida normal" e não justificava punição. Hamilton afirmou que fez o melhor possível com o carro danificado e a penalidade recebida, lamentando o abandono de Russell na prova.
O GP da Bélgica teve ainda destaque para a vitória de Kimi Antonelli e dificuldades enfrentadas por George Russell, que abandonou logo na primeira volta.
Fontes
Encontrou um problema?
Se você identificar erro no conteúdo, envie um reporte para revisão editorial.
Mais sobre F1

GP da Bélgica de F1 reflete temporada 2026 com domínio de Antonelli, desafios para Russell e avanço da Ferrari
O GP da Bélgica em Spa-Francorchamps mostrou os principais temas da temporada 2026 da F1: a liderança de Kimi Antonelli, os problemas de George Russell, a competitividade da Ferrari e as limitações dos carros nas pistas clássicas.
O Grande Prêmio da Bélgica em Spa-Francorchamps funcionou como um resumo da temporada 2026 da Fórmula 1 até o momento. A corrida, que prometia emoção, acabou refletindo quatro temas centrais que podem definir o restante do ano.
Kimi Antonelli, piloto da Mercedes, venceu a prova mesmo após perder a liderança para Charles Leclerc devido ao momento de um safety car virtual. Com essa vitória, Antonelli ampliou sua vantagem para 45 pontos na liderança do campeonato. O jovem de 19 anos demonstrou ritmo consistente e foi decisivo para sua posição confortável na tabela.
George Russell, companheiro de equipe de Antonelli, enfrentou dificuldades técnicas. Problemas no motor reduziram sua potência e velocidade, culminando em uma colisão com Lewis Hamilton na primeira volta, que o tirou da corrida. A equipe Mercedes reconheceu as falhas e afirmou estar trabalhando para solucioná-las.
A Ferrari, representada por Charles Leclerc, mostrou-se a principal rival da Mercedes. Apesar de não ter conquistado a vitória, Leclerc pressionou a equipe alemã e aproveitou o safety car virtual para assumir a liderança temporariamente. A equipe italiana conseguiu um desempenho melhor do que o esperado em circuitos desafiadores como Spa e Silverstone.
Outro ponto destacado foi o impacto das regulamentações de 2026 nos carros de F1, que limitaram o desempenho em circuitos tradicionais como Spa-Francorchamps. A gestão de energia se tornou crucial, reduzindo a velocidade e alterando a dinâmica das corridas. Pilotos e equipes manifestaram preocupação com a perda do caráter histórico das pistas devido a essas restrições.
Com a metade da temporada se aproximando, o GP da Hungria surge como uma próxima etapa importante para as equipes, especialmente para a Ferrari, que espera melhor adaptação ao circuito do Hungaroring. A continuidade da liderança de Antonelli e a resolução dos problemas da Mercedes serão determinantes para o desfecho do campeonato.
Fontes

Toto Wolff assume responsabilidade pelo acidente de George Russell no GP da Bélgica
O chefe da Mercedes, Toto Wolff, declarou que o acidente de George Russell na primeira volta do GP da Bélgica foi totalmente culpa da equipe. O piloto perdeu toda a potência da bateria e colidiu com Lewis Hamilton, abandonando a corrida.
O chefe da Mercedes, Toto Wolff, assumiu a responsabilidade pelo acidente de George Russell na primeira volta do Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1. Segundo Wolff, o incidente "100% vai para nós". Russell perdeu toda a potência da bateria ao passar por Eau Rouge e pela reta Kemmel, o que o fez se envolver em uma colisão com vários carros, incluindo seu ex-companheiro de equipe Lewis Hamilton.
O acidente prejudicou significativamente as chances de título de Russell, que terminou o dia 50 pontos atrás do companheiro Kimi Antonelli, vencedor da prova e que conquistou sua sexta vitória na temporada. Wolff explicou que a Mercedes enfrentou um problema com todos os motores da equipe, que apresentaram falta de potência na reta, o que contribuiu para o acidente.
Em entrevista à Sky Sports, Wolff afirmou que a equipe está tentando resolver todos os problemas e que Russell tem o apoio total da Mercedes. O piloto inglês demonstrou emoção nas entrevistas pós-corrida, algo compreensível diante da frustração de abandonar a prova. Wolff pretende conversar com Russell para oferecer suporte.
Durante o fim de semana, Russell tentou ajustar seu estilo de pilotagem para entender a diferença na entrega de potência entre seu carro e o de Antonelli, que possui menos experiência na Fórmula 1. Wolff destacou que a nova geração de carros, que utiliza a recuperação de energia nas curvas para dar um impulso extra, trouxe uma complexidade adicional ao pilotar, e que essa adaptação pode ser um diferencial entre os pilotos.
O incidente reforça a dificuldade de Russell na temporada, marcada por problemas técnicos e resultados abaixo do esperado, enquanto Antonelli amplia sua liderança no campeonato.
Fontes

Kimi Antonelli vence GP da Bélgica e amplia liderança no campeonato; George Russell sofre acidente na largada
Kimi Antonelli conquistou sua sexta vitória na carreira ao vencer o GP da Bélgica largando da pole position. George Russell, companheiro de equipe de Antonelli, se envolveu em uma colisão com Lewis Hamilton na primeira volta e foi obrigado a abandonar a corrida.
Kimi Antonelli venceu o Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1, sua sexta vitória na carreira, após largar da pole position. O piloto italiano cruzou a linha de chegada com uma vantagem de pouco menos de dois segundos sobre Charles Leclerc, da Ferrari.
Na primeira volta, George Russell, companheiro de equipe de Antonelli na Mercedes, colidiu com Lewis Hamilton, da Ferrari, e teve que abandonar a corrida. Russell relatou sua frustração após o incidente, afirmando estar "entorpecido pela decepção" devido à frequência com que acidentes ocorrem em sua temporada.
Russell explicou que teve um bom início e estava logo atrás de Max Verstappen, da Red Bull, que terminou em terceiro lugar. No entanto, ele enfrentou problemas técnicos logo na primeira curva, quando a bateria de seu carro não recarregou, deixando-o com apenas 35% de carga. Além disso, um problema no turbo impediu que ele tivesse potência suficiente, chegando ao topo da Eau Rouge com 0% de bateria, situação que considerou perigosa.
O piloto disse que não deveria ter se encontrado naquela posição e classificou a colisão com Hamilton como um incidente de corrida. Hamilton recebeu uma penalidade de cinco segundos pela colisão.
Max Verstappen completou o pódio em terceiro, seguido por Hamilton. Oscar Piastri, da McLaren, terminou em quinto lugar, fechando o top 5 da corrida.
Fontes

Max Verstappen comenta adaptação às novas regras de motor da F1 e impacto em circuitos como Spa-Francorchamps
Max Verstappen afirmou que precisou se readaptar mentalmente para pilotar os carros da nova geração da Fórmula 1, especialmente em circuitos como Spa-Francorchamps, devido às mudanças nas regras de motor que valorizam o uso de energia elétrica.
Max Verstappen, quatro vezes campeão mundial de Fórmula 1, comentou sobre as dificuldades de adaptação às novas regras de motor da temporada 2026, que enfatizam o uso de energia elétrica. Ele destacou que precisou se readaptar mentalmente para pilotar em circuitos que ele gosta, como Spa-Francorchamps, palco do Grande Prêmio da Bélgica.
Segundo Verstappen, o circuito belga é um exemplo extremo de pista "com pouca energia", onde a bateria, que fornece quase 50% da potência máxima sob as regras de 2026, se esgota rapidamente em trechos de alta velocidade e frenagens limitadas. Isso reduz a potência total do carro, já que o motor V6 turbo, que depende do fluxo limitado de combustível, fica responsável por toda a força quando a bateria acaba.
Na classificação em Spa, Verstappen foi 3,775 segundos mais lento que no ano anterior e perdeu cerca de 35 km/h na curva de alta velocidade Pouhon. Ele explicou que grande parte do segundo setor da pista é percorrida apenas com o motor a combustão, que gera potência semelhante a um carro de Fórmula 3, mas com downforce de F1, tornando a pilotagem menos empolgante.
Apesar das dificuldades, Verstappen afirmou que prefere continuar competindo a ficar em casa sem pilotar. Ele também brincou que alguém poderia "atirar" nele se continuasse reclamando das novas regras. O piloto já havia considerado deixar a Fórmula 1 no fim do ano devido às mudanças, mas as alterações previstas para 2027 e 2028 o convenceram a seguir na categoria.
A gestão da Fórmula 1, por sua vez, tem defendido as novas regras, com o CEO Stefano Domenicali afirmando que a categoria não enfrenta problemas, mesmo diante das críticas dos pilotos. Verstappen reforçou que está se ajustando mentalmente e tentando aproveitar ao máximo a situação, mesmo que não seja o que ele mais gosta na Fórmula 1.
Fontes

George Russell atribui déficit para Kimi Antonelli na Mercedes a diferenças na entrega de potência, não ao estilo de pilotagem
George Russell afirmou que a diferença de desempenho para o companheiro de equipe Kimi Antonelli no GP da Bélgica não se deve ao seu estilo de pilotagem, mas sim a como os carros da Mercedes estão entregando potência.
George Russell declarou que a classificação para o Grande Prêmio da Bélgica confirmou que seu déficit atual em relação ao companheiro de equipe Kimi Antonelli não está ligado ao seu estilo de pilotagem, mas sim às diferenças na forma como os carros da Mercedes estão utilizando a potência.
Enquanto Antonelli conquistou a pole position em Spa-Francorchamps, Russell ficou meio segundo mais lento, qualificando-se em quarto para a corrida de domingo. O piloto inglês chegou ao fim de semana dizendo que provavelmente faria mudanças em seu estilo de pilotagem para verificar se a dificuldade recente em acompanhar Antonelli estava relacionada a isso.
"Pensamos isso após Silverstone, achávamos que era o estilo e a técnica de pilotagem, mas finalmente concluímos que não é, e mudamos tudo", disse Russell no sábado.
Os novos carros controversos da F1 exigem um estilo específico para maximizar a forma como a energia é captada durante a volta, para ser usada posteriormente. O circuito belga é um dos mais exigentes nesse aspecto. Russell afirmou que a maior parte da diferença para Antonelli ocorreu na fase de uso da energia.
"Foram quatro décimos nas retas no Q3, e é frustrante, a cada volta vinha vendo perdas de dois a cinco décimos. Na FP2, ontem, chegou a sete décimos. A equipe está trabalhando muito para entender o que é. Já vimos sinais desde a Áustria, mas sempre pensamos que havia uma razão. No sprint de Silverstone, vimos uma perda de 3,5 décimos. Achamos que tínhamos encontrado o problema."
"Continuamos nesse processo de tentar entender, achando que era isso, mudando, e não era. Pensei que fosse o estilo de pilotagem, mudei, e não era. A equipe está trabalhando duro para entender o que é."
O chefe da Mercedes, Toto Wolff, confirmou o problema, dizendo que Russell sofre com a falta de velocidade em linha reta, algo que a equipe não consegue explicar. Ele ressaltou que Russell ainda não está totalmente adaptado ao pacote do carro comparado a Antonelli.
"Vamos ver nas próximas pistas, que exigem menos energia, onde isso fará menos diferença. Ainda há alguns décimos que George precisa encontrar. Ele já recuperou muito, mas em algumas curvas ainda perde dois a dois e meio décimos. No geral, ele se recuperou bem, mas no momento não está em sintonia com o carro, e não esteve nas últimas duas semanas. Provavelmente não é culpa dele, mas precisamos juntar tudo."
Apesar da dificuldade, Russell se mostrou confiante para a corrida. "Com certeza", afirmou ao ser questionado sobre suas chances de vitória. "Qualquer coisa pode acontecer. Competir contra meu companheiro, que é um piloto incrível e está fazendo um trabalho excelente, é um grande desafio. Mas me sinto confiante de que posso competir de igual para igual."
Ele lembrou que mesmo com o problema enfrentado em Silverstone, terminou em segundo no pódio. "Vou tentar suportar a dificuldade amanhã, torcer por um ótimo resultado e buscar uma solução para a próxima semana."
Russell está 25 pontos atrás de Antonelli no campeonato, após ter chegado a estar 68 pontos atrás depois do GP de Mônaco.
Fontes

Max Verstappen elogia Isack Hadjar após garantir segundo lugar no grid do GP da Bélgica de F1
Max Verstappen destacou a ajuda do companheiro de equipe Isack Hadjar para conquistar a segunda posição no grid do GP da Bélgica. Verstappen acredita que o vácuo proporcionado por Hadjar foi decisivo para seu desempenho na classificação.
No GP da Bélgica em Spa-Francorchamps, Max Verstappen conquistou o segundo lugar no grid, ficando 0,317 segundos atrás do pole Kimi Antonelli e 0,191 segundos à frente de George Russell, da Mercedes. O piloto da Red Bull atribuiu parte desse desempenho à colaboração do companheiro Isack Hadjar, que o ajudou com um vácuo no último setor da volta.
Hadjar, que entrou na sessão de classificação com uma penalidade de grid e largaria na última posição independentemente do resultado, não teve prejuízo em ajudar Verstappen. O piloto da Red Bull afirmou que ganhou cerca de 0,3 segundos graças ao slipstream de Hadjar, o que fez a diferença entre o segundo e o sexto lugar no grid.
Verstappen comentou que, apesar de parecer que Hadjar poderia atrapalhá-lo na curva de alta velocidade Blanchimont, o plano funcionou perfeitamente. Ele destacou a confiança no companheiro e a proximidade na pista, dizendo que teria ultrapassado Hadjar caso fosse necessário.
Apesar da boa posição no grid, Verstappen não espera disputar a vitória com Antonelli, que liderou a classificação com vantagem. O piloto afirmou que pretende focar em sua própria corrida e tentar acompanhar os adversários, mas sem grandes expectativas de brigar pela primeira colocação.



