
O que é o 'ADUO' da F1? A nova regra de motores que pode impactar a corrida de 2026
O ADUO, que significa Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização, é uma nova regra que pode alterar o equilíbrio competitivo na Fórmula 1. A FIA implementou essa medida para permitir que os fabricantes de motores melhorem seus motores durante a temporada, caso fiquem atrás do desempenho de referência.
A Fórmula 1 sempre foi um esporte repleto de palavras-chave e siglas que parecem inventadas. Este ano, o termo ADUO é um deles, e os fãs ouvirão muito sobre isso nas semanas que antecedem o Grande Prêmio de Mônaco.
O ADUO, que significa Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização, foi introduzido nas regulamentações deste ano para permitir que a F1 e a FIA ajustem o equilíbrio competitivo sob o novo conjunto de regras. Essa medida possibilita que qualquer um dos cinco fabricantes de motores melhore seus motores durante a temporada, fora das restrições habituais impostas pelo teto orçamentário, caso estejam muito atrás do desempenho de referência.
A FIA estabeleceu três janelas na temporada para avaliar os motores e agir conforme necessário. As novas janelas foram definidas após o cancelamento das corridas no Bahrein e na Arábia Saudita, e agora são após a corrida no Canadá, a 11ª rodada (Hungria) e a 18ª rodada (México).
A preocupação antes da temporada de 2026 era que os novos motores criassem um campo competitivo muito desigual. A Honda, por exemplo, se juntou à era dos V6 turbo um ano atrasada em 2015 e passou anos lutando para acompanhar os líderes. Com a entrada da Audi, o temor de que um ou mais fabricantes ficassem muito atrás do ritmo dos motores líderes aumentou.
O sistema ADUO avalia o desempenho de cada motor de combustão interna (ICE) na grade, considerando métricas como velocidades do motor e torque. A classificação será baseada no motor de combustão da Mercedes, que é o benchmark. Se um fabricante estiver abaixo de certos limites de desempenho, terá direito a oportunidades adicionais de desenvolvimento.
Os fabricantes que ficarem entre 2% e 4% abaixo do benchmark terão uma oportunidade de desenvolver seu motor em 2026 e outra em 2027. Aqueles que estiverem 4% ou mais abaixo terão duas oportunidades em 2026 e duas em 2027. O valor extra permitido para desenvolvimento pode chegar a até $11 milhões, dependendo do desempenho.
Embora a Honda esteja praticamente garantida para receber o ADUO, a situação de outros fabricantes, como Ferrari e Red Bull, é mais incerta. A Ferrari acredita que pode se qualificar para o ADUO, mas seu desempenho inicial pode ter sido enganoso. A equipe teve um bom começo, mas isso se deveu em parte a um design de motor que, embora tenha proporcionado boas largadas, pode não ter a potência necessária para competir com a Mercedes.
A adição do ADUO pode ser uma oportunidade para a Ferrari se aproximar da Mercedes, mas não há garantias. O diretor da FIA enfatizou que o ADUO não é uma solução mágica, mas sim uma forma de permitir que os fabricantes desenvolvam seus motores dentro das regulamentações técnicas estabelecidas.
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