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Planos de Infantino para a Copa do Mundo não consideraram impacto no futebol feminino, revela conflito entre FIFA e UEFA

Planos de Infantino para a Copa do Mundo não consideraram impacto no futebol feminino, revela conflito entre FIFA e UEFA

Antes de ser descartado, o plano de comercialização da FIFA para a Copa do Mundo ameaçava o futebol feminino, com risco de boicote da UEFA que afetaria torneios importantes, incluindo a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil.

A FIFA, sob a presidência de Gianni Infantino, propôs um plano controverso para vender uma participação minoritária de 20% em uma nova subsidiária comercial, a FIFA Forward Enterprise (FFE), que controlaria os direitos comerciais e operacionais das Copas do Mundo masculinas e femininas, além de outras competições da entidade.

Esse plano, que priorizava o retorno comercial, causou forte reação da UEFA, que anunciou um boicote às competições da FIFA, incluindo a Copa do Mundo de 2030. A ameaça de boicote atingiria diretamente o futebol feminino, com a exclusão de seleções europeias tradicionais e campeãs, como Espanha, Inglaterra, Alemanha, França, Suécia e Holanda, prejudicando a integridade e o prestígio da Copa do Mundo Feminina.

A UEFA, junto com Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol, pressionou pela reversão do plano, que foi oficialmente descartado na sexta-feira, minimizando o impacto imediato para o ciclo da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil.

O futebol feminino, que vem crescendo em investimento e interesse global, depende fortemente da Copa do Mundo como principal motor financeiro. A edição de 2023 gerou cerca de US$ 570 milhões em receita, com US$ 455,9 milhões provenientes de direitos comerciais e de marketing. A FIFA também pagou diretamente as jogadoras pela primeira vez, com premiações que variaram de US$ 30 mil a US$ 270 mil, beneficiando especialmente atletas de países menores ou com menos recursos.

Além disso, clubes de futebol feminino receberam compensações financeiras pela liberação de jogadoras para a Copa do Mundo, o que ajuda a manter a competitividade e o desenvolvimento do esporte.

Fontes indicam que a FIFA subestimou o impacto do plano no futebol feminino, que sequer foi mencionado no relatório de 25 páginas apresentado às associações membros. O futebol feminino tem se posicionado historicamente em defesa de causas sociais e igualdade, como a luta por salários iguais e contra injustiças políticas.

A proposta da FIFA poderia ter aumentado a frequência das competições e a carga sobre as jogadoras, além de tornar os eventos menos acessíveis aos fãs devido a preços elevados de ingressos e custos de viagem.

A firme oposição da UEFA e de outras confederações impediu que o futebol feminino se tornasse a primeira vítima desse conflito político e comercial dentro do futebol mundial, preservando a integridade das competições e o futuro do esporte para as próximas gerações.

Fontes

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