RDZNNFL · NBA · NHL · MLB e mais
Stephen Jones reafirma apoio a Brian Schottenheimer após derrota dos Cowboys

Stephen Jones reafirma apoio a Brian Schottenheimer após derrota dos Cowboys

O dirigente Stephen Jones declarou que Brian Schottenheimer tem o apoio da direção do Dallas Cowboys. O técnico, por sua vez, assumiu a responsabilidade pelo início de campanha e disse que a equipe precisa jogar melhor.

Compartilhar

Stephen Jones, vice-presidente executivo do Dallas Cowboys, afirmou que Brian Schottenheimer conta com o apoio da direção, apesar dos resultados recentes. A declaração foi feita na segunda-feira, após a derrota por 23 a 13 para o Green Bay Packers, em Lambeau Field.

“Absolutamente. Não há dúvida na cabeça de Jerry nem na minha”, disse Jones em entrevista à rádio 105.3 The Fan, referindo-se também ao proprietário Jerry Jones. Ele afirmou que os jogadores querem executar melhor e que a comissão técnica precisa continuar evoluindo para que o time vença.

Schottenheimer disse que não precisava da manifestação pública de apoio e que está concentrado em reverter a situação para si e para os jogadores. “Não está bom o suficiente. Estamos decepcionados com onde estamos. Sabemos que precisamos jogar melhor e que podemos jogar melhor”, afirmou.

O técnico também reconheceu a responsabilidade pelo retrospecto da equipe. “Nunca vou deixar de assumir a responsabilidade pelo fato de estarmos com 2-4”, disse, acrescentando que o desempenho está abaixo do padrão pretendido e que o time precisa jogar e treinar melhor.

O ataque dos Cowboys marcou 29 pontos nas duas partidas mais recentes, seu menor total em uma sequência de dois jogos como titular de Dak Prescott desde as semanas 5 e 6 da temporada de 2024. Prescott sofreu quatro interceptações nesse período. Contra os Packers, teve média de 4,8 jardas por tentativa de passe, enquanto CeeDee Lamb e George Pickens foram contidos.

O jogo terrestre de Dallas somava 456 jardas em seis partidas, a 30ª marca da NFL, conforme os dados citados na reportagem. Schottenheimer, que também chama as jogadas do ataque, disse que não planeja mudanças imediatas e declarou confiar na unidade, embora tenha reconhecido que o desempenho das duas últimas semanas ficou aquém do esperado.

O próximo compromisso dos Cowboys será contra o Philadelphia Eagles, no Monday Night Football. A equipe tentará evitar uma segunda sequência de três derrotas consecutivas durante a passagem de Schottenheimer como técnico. Entre os cinco adversários seguintes de Dallas, quatro — Eagles, Arizona Cardinals, Indianapolis Colts e Tennessee Titans — tinham, juntos, campanha de 7-17 no momento da reportagem. Em 15 de novembro, os Cowboys receberão o San Francisco 49ers, então com campanha de 5-0.

“Estamos prontos para uma vitória”, disse Schottenheimer. Ele também afirmou que prefere ver os jogadores irritados com os resultados recentes e declarou estar “bem irritado”.

Fontes

Encontrou um problema?

Se você identificar erro no conteúdo, envie um reporte para revisão editorial.

Mais sobre NFL

Davante Adams ficará fora de seis a dez semanas por lesão na coxa, diz McVay

Davante Adams ficará fora de seis a dez semanas por lesão na coxa, diz McVay

O wide receiver do Los Angeles Rams sofreu uma ruptura no semitendíneo e passará por um procedimento para reparar a lesão. Sean McVay também confirmou outras baixas no elenco após a derrota por 18 a 16 para o Arizona Cardinals.

Compartilhar

Davante Adams ficará afastado por seis a dez semanas devido a uma lesão na coxa, informou o técnico Sean McVay na segunda-feira. O wide receiver sofreu uma ruptura no semitendíneo, segundo o treinador, e passará por um procedimento para reparar a lesão.

A lesão parece ter ocorrido no fim do quarto período da derrota do Rams por 18 a 16 para o Arizona Cardinals, quando Adams corria uma rota em direção à end zone. O procedimento será realizado pelo médico Neal ElAttrache, de acordo com uma fonte ouvida pela ESPN.

Adams espera voltar no início do período estimado de recuperação, o mais perto possível da semana de folga após a Semana 11, informou a fonte. Em seis jogos nesta temporada, o jogador soma 30 recepções, 480 jardas e quatro touchdowns. Ele foi selecionado seis vezes para o Pro Bowl e três vezes para o primeiro time All-Pro.

McVay também anunciou outras atualizações médicas do Rams. O nose tackle Poona Ford perderá o restante da temporada por causa de uma ruptura no tríceps, enquanto o defensive tackle Kobie Turner ficará fora por algumas semanas devido a uma lesão na virilha. A equipe provavelmente colocará Turner na lista de reservas lesionados, o que o afastaria por pelo menos quatro jogos.

O kicker Blake Grupe, colocado na lista de reservas lesionados na segunda-feira, rompeu o ligamento cruzado anterior, disse McVay. O Rams ainda não anunciou uma contratação para a posição e está avaliando opções. Brandon McManus e Matt Prater devem participar de testes com a equipe na terça-feira, segundo fontes ouvidas pela NFL Network.

O pass rusher Myles Garrett, que passou por uma cirurgia no joelho em meados de setembro e perdeu os cinco jogos anteriores, não voltará aos treinos nesta semana. Já o cornerback Trent McDuffie, que não atuou contra o Cardinals após machucar a virilha em um treino na semana passada, está em recuperação.

McVay afirmou que McDuffie está se sentindo bem melhor e que a equipe acompanhará sua evolução durante a semana antes de definir sua situação. O treinador também disse que o Rams discutirá a possibilidade de adicionar um wide receiver ao elenco durante a ausência prolongada de Adams.

Além de Adams e Puka Nacua, o grupo de wide receivers do Rams inclui Konata Mumpfield, Jordan Whittington, Tutu Atwell, CJ Daniels e Alex Bachman.

Fontes

NFL suspende C.J. Gardner-Johnson por um jogo após episódio de cuspe contra os Raiders

NFL suspende C.J. Gardner-Johnson por um jogo após episódio de cuspe contra os Raiders

O safety do Buffalo Bills foi suspenso sem pagamento após ser flagrado cuspindo na direção de jogadores do Las Vegas Raiders. Ele foi expulso durante a vitória do Bills por 33 a 30, em 18 de outubro.

Compartilhar

A NFL suspendeu C.J. Gardner-Johnson por um jogo, sem pagamento, depois que câmeras registraram o safety do Buffalo Bills cuspindo na direção de jogadores do Las Vegas Raiders. O jogador foi expulso pouco antes do intervalo da partida de 18 de outubro, vencida pelo Bills por 33 a 30 no Allegiant Stadium.

A liga informou que Gardner-Johnson violou a Regra 12, Seção 3, Artigo 1, que abrange atos contrários aos princípios geralmente aceitos de espírito esportivo.

O árbitro Shawn Smith afirmou, em relatório à imprensa, que o umpire Tra Blake viu Gardner-Johnson cuspir na direção do tight end Brock Bowers e do center Tyler Linderbaum. O incidente aconteceu depois de uma troca de provocações entre Gardner-Johnson e Bowers, mas o safety disse que não houve um motivo específico para o gesto.

“Estávamos discutindo e conversando. Não foi nada negativo. Ele não fez nada comigo. Foi uma discussão no calor do jogo. Aquele gesto não se justifica”, disse Gardner-Johnson aos repórteres.

Bowers afirmou que os dois estavam apenas conversando e que não sabia explicar o que levou ao episódio. Após a vitória, Gardner-Johnson pediu desculpas aos companheiros de equipe. Em uma publicação nas redes sociais, também se desculpou com o adversário, a equipe, a organização e as pessoas que o apoiam.

O safety escreveu que sua paixão e competitividade são parte importante de sua personalidade, mas reconheceu que há limites que não devem ser ultrapassados. Ele classificou o gesto como inadequado e desnecessário, e disse que não representava o respeito que tem pelo adversário nem pelo esporte.

O técnico do Bills, Joe Brady, afirmou que a equipe não aplicará outra punição além da suspensão da NFL. Brady também disse que Gardner-Johnson continuará sendo titular quando estiver apto a voltar, na Semana 9.

“Ele sabe que é difícil vencer nesta liga com 48 jogadores, e ainda mais com 47. Sabe que isso não pode acontecer. É imperdoável e não corresponde ao padrão que queremos”, disse Brady. O treinador acrescentou que o caso já foi tratado com o jogador e pela liga.

Brady preferiu manter em privado as conversas entre ele, Gardner-Johnson e a equipe. Apesar do histórico do safety de provocar adversários e, por vezes, ultrapassar limites, o técnico afirmou não ter problemas com a personalidade ou com a adequação do jogador à organização. Segundo Brady, não espera que todos os atletas se comportem de uma única maneira.

“Trouxemos ele por uma razão. Ele sabe que precisa jogar melhor e ser melhor para esta equipe. Como todos, temos que aprender com isso, melhorar e encontrar maneiras de evoluir ao longo da temporada”, afirmou o treinador.

O Bills está de folga nesta semana e, salvo recurso, Gardner-Johnson perderá o jogo da Semana 8 contra o Baltimore Ravens. Um eventual recurso será analisado por Derrick Brooks, Jordy Nelson, Ron Rivera ou James Thrash, nomes designados conjuntamente pela NFL e pela NFL Players Association.

Esta foi a segunda semana consecutiva em que Gardner-Johnson recebeu uma penalidade de 15 jardas. A expulsão contra o Raiders foi a primeira dele em uma partida desde 2024.

Fontes

Jalen Hurts deve perder o restante da temporada após coágulos nos pulmões

Jalen Hurts deve perder o restante da temporada após coágulos nos pulmões

O quarterback do Philadelphia Eagles foi diagnosticado com trombose venosa profunda e embolias pulmonares bilaterais. Ele está clinicamente estável, mas não poderá participar de atividades de futebol americano enquanto usar anticoagulantes.

Compartilhar

Jalen Hurts deve ficar fora do restante da temporada após médicos identificarem múltiplos coágulos nos pulmões do quarterback do Philadelphia Eagles. O tratamento com anticoagulantes deve afastá-lo por pelo menos três meses, segundo fontes citadas por Ian Rapoport, da NFL Network, e Adam Schefter, da ESPN.

Em comunicado divulgado na segunda-feira, a agente de Hurts, Nicole Lynn, e o Eagles informaram que o jogador tem trombose venosa profunda e embolias pulmonares bilaterais. A condição significa que um coágulo se deslocou das pernas para os pulmões.

O comunicado afirmou que Hurts está clinicamente estável e não apresenta limitações funcionais significativas. No entanto, ele não poderá participar de atividades de futebol americano enquanto estiver tomando anticoagulantes.

A nota também informou que o prognóstico é muito bom e que a expectativa é de recuperação completa, sem efeitos de longo prazo. Hurts deverá poder retomar atividades de futebol americano com contato quando deixar de usar os anticoagulantes. Enquanto isso, permanecerá próximo da equipe e seguirá fazendo condicionamento físico.

A primeira avaliação apontou um coágulo superficial na panturrilha. O diagnóstico ocorreu em Londres, antes do jogo da Semana 5 contra o Jacksonville Jaguars, no Tottenham Hotspur Stadium. Mesmo após a avaliação inicial, Hurts atuou na derrota por 19 a 17 e tentou 40 passes.

Fontes disseram a Rapoport que Hurts permaneceu no hospital em Londres até as 4h da manhã do dia da partida. Ele não dormiu na noite anterior porque foi informado de que dormir poderia trazer riscos relacionados ao coágulo. A lesão é considerada provocada, pois o jogador havia recebido uma pisada com chuteira na panturrilha; segundo as fontes, esse tipo de caso tem prognóstico favorável com tratamento e acompanhamento.

Hurts sofreu a pisada em 4 de outubro, contra o Los Angeles Rams, e comunicou a lesão à equipe médica do Eagles após o treino de 8 de outubro. Ele voltou a treinar no dia seguinte, antes da viagem do time para Londres. Um ultrassom realizado em 10 de outubro identificou o coágulo superficial.

Na semana passada, o Eagles informou que sua equipe médica e médicos de Londres revisaram o exame e concluíram que atividade e mobilidade eram importantes e que Hurts poderia jogar com segurança contra o Jaguars. Depois do retorno a Filadélfia, um novo ultrassom, realizado na quarta-feira passada, mostrou movimentação do coágulo. A equipe então o descartou para o jogo contra o Carolina Panthers.

O Eagles colocou Hurts na lista de reservas lesionados dois dias antes do comunicado, após consultar médicos e especialistas. Ele já havia sido descartado para a partida de domingo contra Carolina, mas a equipe aguardou as consultas antes de fazer a mudança no elenco.

Tanner McKee foi titular no lugar de Hurts na derrota em casa por 25 a 14. Ele completou 26 de 45 passes para 215 jardas e um touchdown.

Desde que se tornou o quarterback titular do Philadelphia em 2021, Hurts não havia perdido mais de dois jogos em uma temporada. Ele é o quarto maior passador da história da franquia e conduziu o Eagles a três títulos da NFC East, duas participações no Super Bowl e à vitória sobre o Kansas City Chiefs no Super Bowl LIX, há dois anos, quando foi eleito MVP.

Fontes

Panthers vencem Eagles por 25 a 14 e provocam rival com referência a Meek Mill

Panthers vencem Eagles por 25 a 14 e provocam rival com referência a Meek Mill

Carolina derrotou Philadelphia no Lincoln Financial Field, em 18 de outubro de 2026. Após a partida, os Panthers publicaram provocações com referências à cidade e à cultura local.

Compartilhar

Os Carolina Panthers venceram o Philadelphia Eagles por 25 a 14 no Lincoln Financial Field, em 18 de outubro de 2026. Bryce Young lançou para 281 jardas e dois touchdowns na partida. Jalen Hurts estava na lista de lesionados, enquanto Saquon Barkley ficou entre os inativos.

Depois do jogo, Carolina publicou uma imagem com o placar final e a frase No dreams, just nightmares, em referência invertida ao título Dreams and Nightmares, do rapper Meek Mill, nascido na Filadélfia. Em outra provocação, Young apareceu como a estátua de Rocky Balboa, acompanhado da mensagem Yo Adrian, we did it!

A vitória deixou os Panthers com campanha de 3-2, enquanto os Eagles ficaram com 2-4, de acordo com os dados da partida.

Fontes

Brock Purdy aprimora passes entre defensores com estudo, repetição e treino visual

Brock Purdy aprimora passes entre defensores com estudo, repetição e treino visual

O quarterback do San Francisco 49ers desenvolveu a precisão para lançar a bola por cima dos linebackers e à frente dos defensive backs, habilidade que exige leitura da cobertura e sincronia com os recebedores.

Compartilhar

Brock Purdy transformou os passes que atravessam janelas estreitas entre defensores em uma marca de seu jogo. No ataque de Kyle Shanahan, o quarterback precisa colocar a bola por cima de linebackers e à frente de defensive backs, com força e toque suficientes para que o recebedor consiga avançar ou evite uma pancada.

A habilidade é trabalhada também nos treinos contra Fred Warner, linebacker do 49ers. Em uma atividade do training camp, Purdy acertou Mike Evans com um passe por cima dos braços de Warner; em outras tentativas, Warner desviou lançamentos destinados a Demarcus Robinson e Kaelon Black. Mais tarde, Purdy encontrou Deebo Samuel Sr. em uma jogada semelhante e provocou o companheiro. Os dois terminaram o treino rindo, e reconheceram que a intensidade das disputas ajuda a elevar o nível de ambos.

O coordenador defensivo Raheem Morris apelidou Purdy de Layer King, em referência à capacidade de colocar a bola entre os defensores. Para o quarterback, porém, o lançamento não se resume a recuar e esperar que o espaço apareça: depende de tempo, leitura e precisão para que a bola chegue antes de o safety atingir o recebedor.

Ao analisar jogadas em vídeo, Purdy considera o conceito da rota, a proteção, o tempo da jogada e a cobertura defensiva. Ele também leva em conta características do recebedor, como velocidade, altura e a maneira como sai das quebras de rota, além do alcance do linebacker e da velocidade do safety.

Purdy disse que se orgulha desse tipo de passe desde jovem e que busca aperfeiçoá-lo na NFL. Como não tem a altura e a força de braço de alguns quarterbacks, estuda gravações de Drew Brees, integrante do Hall da Fama e com 6 pés de altura. Ele observa como Brees usava os olhos para abrir corredores de passe, lançava antes de os recebedores completarem as rotas e se movimentava no pocket.

O quarterback do 49ers mede 6 pés e 1 polegada e afirmou que, muitas vezes, solta a bola sem enxergar o alvo naquele instante. Para antecipar onde estará o espaço, memoriza detalhes das rotas e da cobertura. Em uma rota chamada skid, por exemplo, o recebedor dá oito passos em um ângulo de 45 graus ao sair da quebra. Purdy deve lançar a bola a cerca de 20 jardas, duas jardas para fora das hashmarks, depois de um recuo de cinco passos e um hitch.

Ele atribuiu parte desse aprendizado ao trabalho com Shanahan, o treinador de quarterbacks Mick Lombardi e o coordenador ofensivo Klay Kubiak, além das repetições e do estudo de vídeo. Purdy disse que não teria detalhado a execução dessa forma no ensino médio ou na universidade.

O trabalho também continua fora das instalações do time. Durante a offseason, Purdy faz exercícios de visão com um iPad e óculos 3D, acompanhando quadrados que se aproximam e se afastam. Ele também pratica movimentos sacádicos, seguindo setas que aparecem na tela e tocando na correta quando solicitado. As sessões duram de dois a quatro minutos e, segundo o quarterback, ajudam a processar movimentos e informações com rapidez e a melhorar a percepção de profundidade.

Um dos lances que Purdy revisou ocorreu na vitória do 49ers sobre o Philadelphia Eagles nos playoffs de janeiro. Com 5min38s restantes no segundo quarto, Shanahan chamou uma jogada em que quatro jogadores correram rotas skid.

Purdy identificou a movimentação dos defensores e avaliou as opções antes de lançar para Jauan Jennings. O passe atravessou uma janela entre Cooper DeJean e Reed Blankenship, por cima de Zack Baun. Jennings recebeu em movimento e avançou pela lateral direita para um ganho de 45 jardas.

De acordo com a NFL Next Gen Stats, Purdy soltou a bola 2,63 segundos após o início da jogada. Jennings tinha 1,2 jarda de separação no momento do lançamento e 2,8 jardas quando a bola chegou. Purdy descreveu o lance como o tipo de passe que treinadores e companheiros destacam quando falam de sua habilidade.

A margem estreita também faz com que algumas tentativas nos treinos terminem em interceptações. Purdy e a comissão técnica veem esses erros como parte do aprendizado: testar os limites durante a preparação pode ajudar o quarterback a confiar nos lançamentos durante os jogos. Depois de uma interceptação contra o Seattle, ele completou 10 de 11 passes para 109 jardas e um touchdown, além de uma conversão de dois pontos.

Lombardi destacou a capacidade de Purdy de deixar para trás tanto as jogadas ruins quanto as boas e se concentrar no momento presente. O treinador também ponderou que o quarterback precisa escolher entre colocar a bola por cima dos defensores e lançá-la com força, conforme a situação exigir.

Nas cinco primeiras semanas da temporada, Purdy liderava a NFL em QBR, com 85,5, e em passes para touchdown, com 13. Desde que assumiu a titularidade do 49ers em 2022, entre quarterbacks com pelo menos 30 partidas nesse período, ele ocupava o quarto lugar em tentativas entre as hashmarks, com 224, e em passes completos, com 163. Também era o segundo em jardas aéreas, com 2.389, e em jardas por tentativa, com 10,7; estava empatado em terceiro em passes para touchdown, com 16.

Em passes entre as hashmarks para recebedores com menos de uma jarda de separação quando a bola chega, Purdy aparecia em quarto em passes completos, com 15; em terceiro em jardas aéreas, com 215; e em sétimo em tentativas, com 34. Desde o início da temporada de 2025, liderava a NFL em jardas aéreas nessa situação e estava empatado em segundo em passes completos.

Kurt Warner, quarterback do Hall da Fama, ressaltou a dificuldade de executar esses lançamentos repetidamente no sistema de Shanahan. Ele também apontou a capacidade de Purdy de reconhecer qual tipo de passe cada jogada exige. Morris, por sua vez, introduziu mais coberturas man match nos treinos dos defensive backs, combinação de responsabilidades individuais com princípios de zona que cria janelas mais apertadas. Purdy disse que a experiência o ajudou a lançar com mais agressividade.

Purdy afirmou que tem tentado lançar com mais força nesta temporada, embora não use um radar para medir a velocidade da bola. Shanahan disse que o quarterback aprende com as experiências e que a repetição aumenta sua compreensão do ataque. Para Purdy, o trabalho está nos detalhes: entender quando lançar, como colocar a bola e o que a situação específica exige.

Fontes

Commanders mantêm apoio a Dan Quinn após empate caótico com os Giants

Commanders mantêm apoio a Dan Quinn após empate caótico com os Giants

Uma falha nos segundos finais da prorrogação contra o New York Giants provocou questionamentos sobre Dan Quinn, Jayden Daniels e o coordenador ofensivo David Blough. A direção, porém, não considera que o cargo do técnico esteja em risco imediato durante a temporada.

Compartilhar

O Washington Commanders passou a semana revendo a sequência que impediu uma tentativa de field goal para vencer o New York Giants na Semana 5. O jogo terminou empatado em 27 a 27, após a equipe não conseguir executar uma jogada antes de o tempo acabar na prorrogação.

Com 50 segundos restantes e a bola na linha de 24 jardas dos Giants, Washington não tinha timeouts. A equipe só iniciou a jogada quando restavam 12 segundos. Jayden Daniels recuou para passar e tentou avançar com a bola, mas foi derrubado quando faltavam nove segundos. Ele levou cerca de quatro segundos para se levantar, e o relógio zerou sem que os Commanders conseguissem outra jogada.

A sequência começou após Treylon Burks receber um passe, escapar de três tackles e sair pela lateral com 55 segundos no relógio. A jogada seguinte foi uma corrida que consumiu cinco segundos. Depois, passaram-se 38 segundos até o último snap.

Jogadores em campo reagiram à queda de Daniels como se ainda houvesse tempo suficiente. Dois recebedores correram rotas para o fundo do campo, e o retorno à linha de scrimmage foi lento. Burks chegou a discutir com o defensor que o marcava, em vez de voltar rapidamente para a formação.

Ex-responsáveis por chamadas de jogadas ouvidos pela ESPN avaliaram que a equipe pode ter perdido a noção do tempo durante a reunião e a movimentação antes do snap. Uma fonte da equipe disse que a chamada demorou a ser transmitida. Depois, a entrada de dois tight ends no lugar de dois recebedores e o movimento de Ben Sinnott de um lado para o outro também consumiram segundos.

No snap, o guard Chris Paul pisou no pé de Daniels enquanto recuava. Um jogador questionou se isso afetou o tempo da jogada; um técnico ofensivo de outra equipe também considerou que o contato poderia ter alterado o recuo e o ângulo do passe, levando Daniels a tentar correr. Essas avaliações foram apresentadas como hipóteses, não como uma conclusão da equipe.

Vários jogadores disseram que sabiam que Washington não tinha mais timeouts, o que explicaria por que ninguém pediu um após o sack. A comunicação pelo headset entre a comissão técnica e o quarterback é interrompida quando restam 15 segundos no relógio de jogada. Nesse período, Blough era a única voz falando com Daniels, embora Quinn pudesse intervir junto ao coordenador.

Responsabilidade e apoio interno

Quinn, Blough e Daniels assumiram responsabilidade pela jogada diante do elenco e nas entrevistas da semana. Blough disse que a equipe precisa aprender a lidar melhor com uma situação semelhante e descreveu o episódio como uma marca que todos levarão adiante. Quinn afirmou que o lance foi analisado, discutido e corrigido internamente.

Daniels falou brevemente aos jogadores de ataque em uma reunião na segunda-feira. Um jogador relatou que alguns companheiros aplaudiram, enquanto outros o cumprimentaram após a fala. O quarterback havia retornado de uma luxação no cotovelo esquerdo sofrida na Semana 2 e disputou contra os Giants sua primeira partida usando uma proteção no braço.

Antes da jogada final, Daniels teve 199 jardas aéreas, 103 jardas corridas e dois touchdowns. Jogadores disseram que o desempenho reforçou a confiança nele e que o elenco não perdeu a confiança em Daniels, Quinn ou Blough. O running back Austin Ekeler afirmou que a equipe não pode se abater porque ainda tem um objetivo pela frente.

A semana também trouxe perguntas sobre o futuro de Quinn. Uma fonte familiarizada com conversas internas da liderança disse que o cargo do técnico não está em risco imediato e que isso provavelmente não deve mudar durante a temporada. A direção considera o apoio que Quinn tem no vestiário e o histórico de construção da equipe, além de avaliar o impacto das lesões e o retorno de jogadores.

Josh Harris, dono dos Commanders, já demonstrou preferência por não demitir técnicos durante a temporada. Em um evento do Economic Club em Washington, D.C., na quinta-feira, ele chamou a semana de difícil e pediu desculpas à esposa pelo impacto emocional do episódio. A fonte ouvida pela ESPN disse que uma derrota pesada em San Francisco, por si só, provavelmente não alteraria a situação de Quinn.

O técnico também disse a pessoas próximas que continua acreditando nos dois coordenadores de primeiro ano, Blough e Daronte Jones. Ainda assim, uma fonte da equipe observou que uma sequência de derrotas poderia desgastar qualquer pessoa, inclusive Harris.

Os Commanders chegaram ao confronto seguinte com campanha de 1-3-1. O próximo compromisso era contra o San Francisco 49ers, no Levi's Stadium.

Washington tinha campanha de 6-15-1 desde o início da temporada anterior e de 3-13-1 nos 17 jogos mais recentes. O guard Sam Cosmi disse que a equipe precisava trabalhar, aprender com os erros e seguir em frente, acrescentando que ainda havia oportunidade de vencer a divisão.

Fontes