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UFC 332 terá luta principal feminina rara e debate sobre poucas lutas femininas no evento

UFC 332 terá luta principal feminina rara e debate sobre poucas lutas femininas no evento

O UFC 332 apresenta um combate principal feminino entre Natalia Silva e Wang Cong, destacando a baixa proporção de lutas femininas no UFC este ano. Apenas 13% das 415 lutas promovidas foram femininas, a menor marca em uma década.

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O UFC 332 terá como luta principal um confronto feminino entre Natalia Silva, do Brasil, e Wang Cong, ex-kickboxer profissional. Ambas as lutadoras preveem um combate memorável e competitivo, com Wang afirmando que provarão que a luta merece atenção, apesar das críticas iniciais ao evento.

Segundo dados da ESPN Research, o UFC promoveu 415 lutas neste ano, das quais apenas 56 foram femininas, representando 13% do total — a menor proporção em dez anos. Além disso, as lutas femininas estão cada vez mais sendo alocadas nas preliminares: em 2026, 83% das lutas femininas apareceram nessa etapa, contra 72% em 2024, 61% em 2021 e 54% em 2017.

A última luta feminina a liderar um evento do UFC foi entre Mackenzie Dern e Amanda Ribas, em janeiro de 2025, e a última a liderar um evento numerado foi a disputa de título peso-galo entre Amanda Nunes e Irene Aldana, em junho de 2023.

Sobre as lutadoras do evento principal, Wang é conhecida por seu estilo agressivo, enquanto Silva é reconhecida por sua técnica e controle de ritmo. Silva destacou que a agressividade de Wang lhe dá oportunidade para ser agressiva também, prometendo uma luta incrível.

Os treinadores John Wood e Eric Nicksick analisaram o combate, destacando que Silva é mais completa e pode buscar a vitória no chão, enquanto Wang buscará o nocaute e precisará controlar o espaço para conter Silva.

Além do combate principal, o card conta com o camaronês Ateba Gautier, com 5-0 no UFC, enfrentando um adversário mais experiente, Roman Kopylov, em um teste importante para sua carreira. Outro destaque é Anthony Wint, ex-linebacker universitário e da NFL, que fará sua terceira luta em menos de dois meses nas preliminares.

O UFC 332, portanto, traz uma oportunidade rara para as mulheres liderarem um evento numerado, enquanto o debate sobre a baixa participação feminina no UFC permanece em evidência.

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