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World Series: Brewers e Rays abrem a decisão em Milwaukee; veja os principais duelos e previsões

World Series: Brewers e Rays abrem a decisão em Milwaukee; veja os principais duelos e previsões

Milwaukee Brewers e Tampa Bay Rays iniciam a World Series em 23 de outubro, no American Family Field. As equipes chegam à decisão em busca do primeiro título da história de suas franquias.

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A World Series entre Milwaukee Brewers e Tampa Bay Rays começa com o Jogo 1 em 23 de outubro, às 21h, no American Family Field, em Milwaukee. Os Rays serão os visitantes, e os Brewers, os mandantes.

As duas equipes foram as cabeças de chave número 1 dos playoffs de 2026 e ainda não conquistaram a World Series. Milwaukee chega após uma temporada regular de 103 vitórias e uma varrida sobre o Los Angeles Dodgers na final da Liga Nacional. Tampa Bay foi apontado como o melhor time da Liga Americana na temporada.

O que está em jogo para Milwaukee

Os Brewers tentam conquistar o primeiro título da franquia, após 57 temporadas em Milwaukee. A equipe também busca concluir uma sequência de sucesso que inclui oito classificações aos playoffs nas últimas nove temporadas e o maior número de vitórias da MLB na temporada regular tanto em 2025 quanto em 2026.

O time é descrito como uma equipe de folha salarial relativamente baixa, formada em grande parte por jogadores desenvolvidos pela própria organização, com velocidade e defesa entre os jogadores de posição e força no arremesso. No caminho até a decisão, o bullpen de Milwaukee acumulou ERA de 1,33 em 40 entradas e dois terços nos playoffs, com 22 rebatidas e 14 walks cedidos e 38 strikeouts.

Aaron Ashby teve 12 entradas e um terço sem sofrer corridas na pós-temporada. O bullpen também chega à série após uma semana de descanso, depois da vitória rápida sobre os Dodgers na final da Liga Nacional. Jake Bauers chamou atenção nessa série por aparições no bastão de 12 e 11 arremessos.

A rotação é um ponto que os Rays podem tentar explorar. Jacob Misiorowski e Logan Henderson são os principais abridores, mas as opções seguintes citadas para Milwaukee são Robert Gasser, Dustin May e Shane Drohan. Na final da Liga Nacional, os Dodgers conseguiram fazer Misiorowski e Henderson trabalharem bastante e deixá-los fora do jogo antes do fim da quinta entrada nos dois primeiros confrontos, embora não tenham aproveitado as oportunidades de pontuar.

A defesa interna dos Brewers também foi apontada como uma possível vulnerabilidade: Milwaukee cometeu cinco erros de infield na série divisional. O novato Cooper Pratt teve uma final da Liga Nacional sem erros, após registrar um erro de campo e dois de arremesso contra o San Diego Padres. A profundidade com que os terceira bases de Milwaukee costumam jogar também pode abrir espaço para bunt, enquanto Junior Caminero, dos Rays, costuma atuar mais perto da grama interna.

Os pontos fortes de Tampa Bay

Os Rays buscam o primeiro título da franquia em sua 29ª temporada em Tampa Bay. A equipe já disputou a World Series em 2008 e 2020 e, desde 2008, teve dez temporadas com pelo menos 90 vitórias e dez classificações aos playoffs.

Tampa Bay se destacou pela pressão nas bases e pelo contato: liderou a MLB em taxa de contato e teve a menor taxa de strikeouts na temporada regular. Também foi a equipe que mais tentou bunt, além de roubar bases sempre que possível. Chandler Simpson, que não havia rebatido home run nas grandes ligas, atuou no meio da ordem e terminou a temporada com média de .300, entre os sete rebatedores qualificados que alcançaram essa marca.

O poder ofensivo dos Rays se concentra especialmente em Junior Caminero, Yandy Díaz e Jonathan Aranda. A equipe terminou a temporada regular em 22º lugar na MLB, com 169 home runs, enquanto o trio somou 86. Na final da Liga Americana, Díaz foi 9 de 27, com dois home runs e OPS de 1,061. Aranda conseguiu cinco rebatidas entre os Jogos 4 e 5, depois de começar a série com 0 de 11. Caminero teve duas rebatidas no Jogo 6, incluindo um home run de duas corridas.

A rotação de Tampa Bay chega aos playoffs com ERA combinado de 1,98 entre seus quatro abridores, o melhor índice entre os 12 participantes da pós-temporada. Drew Rasmussen registrou ao menos seis entradas em cada uma de suas três partidas. Freddy Peralta cedeu duas corridas em quatro atuações, incluindo uma entrada de alívio no Jogo 4 da final da Liga Americana. Nick Martinez permitiu uma corrida em cinco entradas e um terço nesse mesmo jogo, antes de Peralta entrar.

A principal preocupação apontada para Tampa Bay está no meio do bullpen. Desconsiderando as sete entradas sem corridas de Bryan Baker, o restante do bullpen dos Rays teve ERA de 4,70 nos playoffs. A equipe pode precisar de atuações longas dos abridores para evitar sobrecarregar os relevistas.

Duelos e previsões

Um dos confrontos individuais destacados é entre o reliever canhoto Aaron Ashby e o rebatedor destro Ryan Vilade, dos Rays. Vilade é usado para enfrentar arremessadores canhotos, e o duelo pode testar sua capacidade contra os sinkers de Ashby.

Outro ponto de atenção é como Milwaukee lidará com os changeups de Tampa Bay. Os Brewers tiveram a menor taxa de perseguição a changeups fora da zona na temporada regular. Os arremessadores dos Rays lançaram 315 changeups, dos quais 41% ficaram na zona; os adversários rebateram .192 contra esse arremesso. Na pós-temporada, Milwaukee teve sete rebatidas em 21 bolas em jogo contra changeups na zona, incluindo um home run.

Para os Brewers, a abordagem contra Caminero pode incluir arremessos quebrados baixos e afastados, além de fastballs altos quando o rebatedor se inclinar sobre o prato. O texto também aponta que Caminero pode causar dano em arremessos na parte superior da zona e em bolas que ficam abaixo dessa região no centro do prato.

As probabilidades apresentadas por Bradford Doolittle, calculadas com base em 10 mil simulações, atribuem 59,1% de chance de título aos Brewers e 40,1% aos Rays. A prévia também reúne previsões de especialistas sobre o vencedor, a duração da série e o MVP, mas não especifica os nomes escolhidos nem o número de jogos previsto no trecho disponível.

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Jacob Misiorowski: potência recorde e histórias que divertem os Brewers

Jacob Misiorowski: potência recorde e histórias que divertem os Brewers

O arremessador dos Brewers chega à World Series após uma temporada de estreia completa marcada por números excepcionais e relatos curiosos dos companheiros. Aos 24 anos, ele será o titular do Jogo 1 contra os Rays.

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Jacob Misiorowski combina uma bola rápida de potência incomum com histórias que viraram assunto no vestiário do Milwaukee Brewers. O arremessador destro, de 2,01 metros, foi escolhido para abrir o Jogo 1 da World Series contra o Tampa Bay Rays, no American Family Field, na sexta-feira, às 20h (horário do leste dos EUA).

Na temporada, Misiorowski lançou 22 arremessos a pelo menos 104 mph. Sua bola rápida teve média de 100,5 mph, recorde entre arremessadores titulares qualificados, superando em 1,6 mph a marca anterior. Ele liderou a MLB com ERA de 1,80, eliminou 252 rebatedores em 174 entradas e dois terços e limitou os adversários a uma linha de .157/.224/.246. A expectativa relatada era de que recebesse o prêmio Cy Young da Liga Nacional.

Depois de uma primeira temporada irregular em 2025, Misiorowski voltou a Kansas City durante o inverno com o objetivo de transformar seus atributos físicos em consistência. Entre eles estão a extensão de arremesso mais longa da MLB, que faz a bola sair de sua mão cerca de um pé mais perto do home plate do que a média, e a capacidade de gerar rotação elevada.

O trabalho de entressafra incluiu sessões com Bob Zimmermann, seu antigo treinador de arremessadores na região de Kansas City, e treinos com a noiva, Elle Nicas. Ela foi catcher de softball quando os dois estudaram na Grain Valley High. Misiorowski confirmou que Nicas o ajuda nos treinos, embora a história tenha surpreendido o novato Logan Henderson, que disse duvidar que ela recebesse bolas rápidas de 99 mph.

As histórias sobre a força do braço de Misiorowski também circulam entre os companheiros. Ele jogou como catcher quando era mais jovem e contou que, no ensino médio, chegou a lançar a 97 mph para a segunda base. Robert Gasser relatou que o arremessador repetiu essa marca enquanto brincava de medir o tempo de uma jogada de catcher. O dado citado no relato, porém, é que o arremesso mais veloz de um catcher na era de rastreamento da MLB foi de 89,3 mph, feito por Christian Bethancourt em 2016.

Outra história envolve golfe. Durante o treinamento de primavera de 2024, Wade Miley e Brandon Woodruff organizaram uma partida para os jovens arremessadores dos Brewers. Ao ser perguntado sobre seu handicap, Misiorowski teria dito que era scratch golfer no ensino médio. Depois da partida, DL Hall e Aaron Ashby brincaram com a discrepância entre essa afirmação e o desempenho que viram, dizendo que ele tinha uma das piores tacadas do grupo.

Os companheiros dizem que as provocações são afetuosas. Andrew Vaughn afirmou que Misiorowski amadureceu bastante no último ano e comentou que o arremessador tem fotos de cervos de 15 pontas que caçou. Vaughn também comparou a potência de Misiorowski à de Gerrit Cole, Justin Verlander e Max Scherzer, observando que o jovem lança perto de 100 mph em todas as bolas rápidas, e não apenas quando força o braço.

O próprio Misiorowski já confundiu nomes em relatos sobre sua carreira. Ao falar de um momento de boas-vindas à MLB, atribuiu a Juan Soto um grand slam que, na verdade, foi rebatido por Brandon Nimmo no Citi Field. No início da carreira, também disse que não sabia quem era Robin Yount, integrante do Hall da Fama do beisebol ao lado de Paul Molitor entre os jogadores dos Brewers. Miley contou que o grupo o fez preparar um trabalho sobre Yount.

Misiorowski também falou publicamente sobre crescer com dislexia e sobre os desafios e aprendizados associados a ela. Zimmermann recordou que, no primeiro bullpen de primavera do arremessador, ele telefonou preocupado por ter lançado a apenas 97 mph. O treinador respondeu que não queria que ele chegasse a 104 mph naquele momento.

A World Series será a primeira de Misiorowski. Ele chega após duas atuações descritas como sólidas, mas curtas, na série divisional e na Championship Series da Liga Nacional. Os Rays têm dificuldades contra bolas de alta velocidade, e a média da bola rápida de Misiorowski subiu para 101 mph nos playoffs.

A exigência do arremessador consigo mesmo também aparece em uma lembrança de sua passagem pelo Crowder College, em Missouri. Após uma partida, ele disse a Zimmermann que havia sido muito castigado porque os adversários colocavam a bola em jogo. Ao consultar as estatísticas, o treinador encontrou cinco entradas, três rebatidas cedidas e uma corrida permitida; Misiorowski explicou que considerava a atuação ruim por não ter eliminado ninguém por strikeout.

Os Brewers buscam o primeiro título da World Series da história da franquia, que tem 58 anos. O time chega à decisão depois de varrer o Los Angeles Dodgers, bicampeão vigente, em quatro jogos na Championship Series da Liga Nacional. Entre os destaques da equipe citados estão Jackson Chourio, Brice Turang, Jake Bauers e o bullpen.

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Boone rejeita cobranças por mudança cultural e defende vestiário dos Yankees

Boone rejeita cobranças por mudança cultural e defende vestiário dos Yankees

Aaron Boone afirmou que não pretende criticar jogadores publicamente com mais frequência e disse que a cultura e a responsabilização interna não são problemas dos Yankees. As declarações vieram após críticas de ex-jogadores, incluindo CC Sabathia, sobre os padrões da organização.

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Aaron Boone rejeitou a ideia de passar a cobrar os jogadores publicamente com mais frequência, em meio às críticas sobre a cultura dos New York Yankees. O técnico afirmou que prefere tratar eventuais problemas internamente e defendeu o ambiente do vestiário da equipe.

“Provavelmente há uma hora e um lugar para isso, mas, de modo geral, para mim, isso não é liderança”, disse Boone na quarta-feira, em uma chamada de vídeo com jornalistas. Ele acrescentou que fazer críticas públicas seria dar munição a quem já quer se irritar com alguém.

As declarações ocorreram após comentários de ex-jogadores dos Yankees sobre os padrões da organização. As críticas ganharam força depois que o Tampa Bay Rays varreu a equipe na Série de Divisão da Liga Americana, no início do mês.

CC Sabathia, cujo número 52 foi aposentado no Yankee Stadium no mês passado, afirmou recentemente no podcast All The Smoke que não havia alguém no vestiário mantendo os padrões da equipe. Ele também criticou a falta de ex-jogadores próximos ao time, algo que, segundo Sabathia, era mais comum durante suas 11 temporadas na franquia.

Boone discordou dessa avaliação e disse que convida ex-jogadores para passar tempo com a equipe, especialmente durante o treinamento de primavera. O técnico também ressaltou a pressão de atuar diariamente em um esporte marcado pelo fracasso frequente e afirmou que o nível de responsabilização nos Yankees é alto.

Mais cedo na quarta-feira, o gerente-geral Brian Cashman disse, ao lado do proprietário Hal Steinbrenner, que fez ligações a partir dos comentários recentes e pretende continuar conversando com pessoas sobre o assunto. Cashman não revelou quem contatou. Segundo ele, os interlocutores concordaram que os problemas apontados não explicam a sequência de 17 temporadas sem título da franquia.

“Quando há derrotas, há barulho”, disse Cashman, acrescentando que esse ruído é maior nos mercados de grande porte. Ele afirmou que a organização está sempre tentando fortalecer sua cultura e citou a adoção de um programa de habilidades mentais como uma iniciativa pioneira dos Yankees.

Steinbrenner disse não estar convencido de que seguir a abordagem de seu falecido pai, que criticava publicamente dirigentes, técnicos e jogadores, seria eficaz. “Não é assim que vou agir”, afirmou. “Vou conversar com eles cara a cara.”

Boone, que voltará para sua décima temporada como técnico em 2027, disse que questões envolvendo jogadores são tratadas individualmente e, quando necessário, em grupo. Ele insistiu que responsabilização e cultura não foram problemas da equipe e afirmou que os Yankees têm elementos para buscar o padrão de excelência que esperam.

O técnico também defendeu o vestiário da temporada, dizendo que o grupo enfrentou dificuldades sem apontar culpados e seguiu competindo. Para Boone, o ambiente da equipe foi novamente um ponto forte.

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Nic Lentz e Gabe Morales estreiam na World Series em equipe liderada por James Hoye

Nic Lentz e Gabe Morales estreiam na World Series em equipe liderada por James Hoye

A MLB anunciou a equipe de arbitragem da World Series entre Milwaukee Brewers e Tampa Bay Rays, com início na sexta-feira. Nic Lentz e Gabe Morales farão suas estreias na decisão; Morales será o árbitro principal da partida de abertura.

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A equipe de arbitragem da World Series entre Milwaukee Brewers e Tampa Bay Rays será liderada por James Hoye e terá dois estreantes na decisão: Nic Lentz e Gabe Morales. Dan Bellino, Vic Carapazza, Tripp Gibson e Jim Wolf também trabalharão na série, que começa na sexta-feira.

Será a terceira World Series de Hoye e Wolf. Bellino, Carapazza e Gibson participarão da decisão pela segunda vez. Lentz, de 36 anos, estreou na MLB em 2016 e será o árbitro mais jovem da World Series desde Pat Hoberg, em 2022.

Morales será o árbitro principal da partida de abertura. Lentz ficará na primeira base, Hoye na segunda, Carapazza na terceira, Bellino no campo esquerdo e Gibson no campo direito. No segundo jogo, Wolf trabalhará atrás do home plate, seguido por Lentz, Hoye, Carapazza, Bellino e Gibson nas demais posições.

Bellino será o chefe da equipe no terceiro jogo, quando Hoye ficará como reserva. Wolf não trabalhou atrás do home plate em nenhuma partida da Division Series.

Na primeira temporada do sistema ABS, que permite contestar decisões de bolas e strikes, Lentz teve uma taxa de reversão de 48,3%, a nona melhor entre 76 árbitros com pelo menos 100 desafios, de acordo com taptochallenge.com. Gibson registrou 50,4%, Morales 50,9%, Carapazza 52%, Hoye 52,3%, Wolf 53,7% e Bellino 59,9%.

Na Division Series, Gibson, Hoye, Lentz e Morales tiveram aproveitamento perfeito no ABS: cada um teve duas decisões mantidas após desafios. As equipes venceram dois de quatro desafios contra Bellino e dois de cinco contra Carapazza.

Hoye, de 55 anos, também trabalhou nas World Series de 2019 e 2022. Ele foi o árbitro principal do quarto jogo da decisão de 2019, entre Washington e Houston, e da partida de abertura de 2022, entre Philadelphia e Houston.

Gibson, de 45 anos, foi o árbitro principal do quarto jogo da World Series de 2022, quando Cristian Javier, Bryan Abreu, Rafael Montero e Ryan Pressly combinaram para lançar um no-hitter na vitória do Houston por 5 a 0. Foi o segundo no-hitter da história da World Series.

Wolf, de 57 anos, também trabalhou nas decisões de 2015 e 2019. Bellino, de 48 anos, participou da World Series de 2021, enquanto Carapazza, de 47, esteve na de 2023. Morales tem 42 anos. Wolf estreou na MLB em 1999, Hoye em 2003, Gibson em 2013, Bellino em 2008, Carapazza em 2010 e Morales em 2014.

Alfonso Márquez e D.J. Reyburn serão os árbitros responsáveis pela revisão de vídeo no centro de operações de replay do escritório do comissário, em Nova York.

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Stephen Vogt confirma que seguirá como técnico dos Guardians em 2027

Stephen Vogt confirma que seguirá como técnico dos Guardians em 2027

O técnico Stephen Vogt afirmou que continuará no Cleveland Guardians na próxima temporada, afastando rumores de que poderia assumir o Seattle Mariners. Ele disse que não recebeu contato da equipe de Seattle.

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Stephen Vogt confirmou que seguirá como técnico do Cleveland Guardians em 2027. Em entrevista coletiva na quinta-feira, três dias depois de Cleveland ser eliminado pelo Tampa Bay Rays na American League Championship Series, ele foi direto: “Estou aqui. Vou voltar”.

O nome de Vogt foi ligado ao cargo de técnico do Seattle Mariners, que ficou vago após a demissão de Dan Wilson no mês passado. O Mariners terminou a temporada com campanha de 76 vitórias e 86 derrotas. Vogt afirmou que não foi procurado pela equipe.

Vogt trabalhou como técnico do bullpen do Seattle por uma temporada, em 2023, antes de ser contratado pelo Guardians. A possibilidade de voltar ao Mariners também foi associada à proximidade de Olympia, no estado de Washington, onde mora sua família.

O presidente de operações de beisebol do Cleveland, Chris Antonetti, disse esperar que Vogt permaneça no cargo por muito tempo e afirmou que o clube não tem interesse em vê-lo comandar outra equipe. Vogt assinou uma extensão de contrato plurianual após a temporada de 2024, mas os termos não foram divulgados.

Aos 41 anos, Vogt levou o Guardians ao título de divisão em cada uma de suas três temporadas à frente da equipe e foi eleito duas vezes Manager of the Year da American League. Cleveland se recuperou de um início lento, reforçou o elenco na janela de trocas e conquistou a divisão. Na série divisional, a equipe reagiu após perder os dois primeiros jogos e eliminou o Chicago White Sox.

A campanha terminou diante do Rays, na final da American League. Com a eliminação, o Guardians ampliou para 78 anos a sequência sem conquistar a World Series, a mais longa atualmente na MLB. Vogt disse que acreditava que o time de 2026 conseguiria avançar e destacou que a equipe controlou o próprio destino na disputa pela divisão.

O técnico também falou sobre a dificuldade de passar longos períodos longe da família. Sua esposa, Alyssa, e os três filhos ficam com ele durante o verão, mas a distância pesa, especialmente porque a filha está no ensino médio e os filhos estão mais envolvidos em atividades. Vogt afirmou que a esposa o apoia e o lembra de que ele está onde deveria estar.

Em outras notícias do clube, o técnico de arremessadores Carl Willis, de 65 anos, retornará para sua 15ª temporada no Guardians, somando duas passagens pela organização. Antonetti destacou a competitividade de Willis e seu trabalho no desenvolvimento de cinco vencedores do prêmio Cy Young ao longo da carreira.

Vogt também explicou por que o titular Tanner Bibee teve pouco uso na pós-temporada: a equipe decidiu apoiar-se mais nos arremessadores canhotos. O técnico disse que conversou com Bibee, que estava chateado, antes do Jogo 6 da final da American League e voltou ao assunto na entrevista de encerramento da temporada. Segundo Vogt, a conversa foi franca, e ele espera que o arremessador tenha papel importante na equipe por muito tempo.

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Fielding Bible Awards 2026: veja os vencedores por posição e os destaques

Fielding Bible Awards 2026: veja os vencedores por posição e os destaques

Os vencedores da 21ª edição do Fielding Bible Awards foram anunciados na quinta-feira. A premiação reconhece os melhores defensores da MLB por posição, além de um jogador multi posição, o Defensor do Ano e a Equipe do Ano.

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A 21ª edição do Fielding Bible Awards reconheceu os melhores defensores da MLB em 2026. Os vencedores foram escolhidos por um painel de especialistas, que considera estatísticas, avaliação visual e outros fatores definidos pelos votantes. A premiação é apresentada pela Sports Info Solutions.

Dillon Dingler, dos Tigers, venceu entre os catchers, encerrando um intervalo desde o prêmio de Ivan Rodriguez, em 2006. Dingler liderou os jogadores da posição com 15 corridas defensivas salvas (DRS).

Matt Olson, dos Braves, levou o prêmio de primeira base após uma disputa apertada com Ty France, dos Padres. Foi sua sexta conquista na posição, recorde entre os primeira bases. Olson chegou a seis prêmios no total, empatado com Yadier Molina e Andrelton Simmons, atrás apenas dos sete de Mookie Betts.

Brice Turang, dos Brewers, foi o vencedor na segunda base e terminou em segundo lugar na MLB, com 23 DRS. Alex Bregman, dos Cubs, ganhou entre os terceira bases: liderou a posição com 15 DRS e conquistou seu primeiro Fielding Bible Award, em sua 11ª temporada na MLB.

Taylor Walls, dos Rays, venceu como shortstop. Ele somou 21 DRS, empatado em terceiro lugar na MLB, e ficou à frente dos demais jogadores da posição, nenhum dos quais passou de 13. Foi o primeiro prêmio dos Rays desde 2020, quando Kevin Kiermaier venceu como center fielder.

Cody Bellinger, dos Yankees, foi reconhecido no left field. Seus 21 DRS o deixaram empatado em terceiro na MLB e marcaram seu retorno à lista de vencedores desde 2019, quando ganhou nos jardins direitos e na categoria multi posição.

A disputa no center field terminou empatada na votação entre Ceddanne Rafaela, dos Red Sox, e Pete Crow-Armstrong, dos Cubs. Ambos receberam oito votos de primeiro lugar, sete de segundo e dois de terceiro. Rafaela ficou com o prêmio da posição pelo desempate em DRS: teve 21, contra 16 de Crow-Armstrong.

Wilyer Abreu, também dos Red Sox, venceu no right field após liderar a MLB com 28 DRS, cinco a mais do que qualquer outro jogador. Foi seu segundo Fielding Bible Award. Tanner Bibee, dos Guardians, ganhou entre os pitchers e se tornou o único arremessador da franquia a receber a honraria; esta foi sua segunda vitória, após a de 2024.

Zach McKinstry, dos Tigers, foi escolhido na categoria multi posição e recebeu o prêmio pela primeira vez. Ele é o sexto vencedor consecutivo nessa categoria. McKinstry e Riley Greene, vencedor no left field em 2024, são os únicos jogadores dos Tigers a conquistar um prêmio desde 2015.

Crow-Armstrong foi eleito Defensor do Ano, apesar de Rafaela ter vencido na posição após o desempate. Joe Rosales, vice-presidente de análise da SIS, afirmou que a diferença estreita na votação refletiu a proximidade histórica entre os dois e que ambos mereciam reconhecimento.

Os Cubs foram escolhidos como Equipe do Ano pela segunda vez em duas edições da categoria, criada pela Sports Info Solutions em 2025. A equipe encerrou a temporada regular com 115 DRS, 28 a mais do que qualquer outro clube.

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Jonathan Aranda chega à World Series após trajetória de 11 anos com os Rays

Jonathan Aranda chega à World Series após trajetória de 11 anos com os Rays

Contratado em 2015 após uma visita de scouting inicialmente voltada a Randy Arozarena, o primeira base se tornou peça importante dos Rays e disputou o All-Star Game de 2025 antes de chegar à World Series em Milwaukee.

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A trajetória de Jonathan Aranda até a World Series começou por acaso. Em 2015, Carlos Rodriguez, então diretor de scouting internacional dos Rays, viajou a Tijuana, no México, para observar Randy Arozarena, mas o jogador não apareceu para o treino. Rodriguez decidiu então avaliar atletas mais jovens da academia dos Toros e se interessou por Aranda, de 17 anos, que pesava cerca de 73 quilos e atuava como shortstop.

Os Rays ofereceram US$ 130 mil, e Aranda assinou com a equipe em 2 de julho de 2015. Naquele dia, o time perdeu uma partida com Matt Moore como titular e Evan Longoria na terceira posição da ordem de rebatidas. Do outro lado estavam o Cleveland, com Corey Kluber no montinho e Francisco Lindor disputando seu 16º jogo na carreira.

Desde então, Aranda passou 11 anos na organização, atuando em diferentes posições e em oito equipes do sistema de desenvolvimento. A jornada incluiu passagens por níveis que já não existem e partes de três temporadas no Triple-A Durham, enquanto aguardava uma oportunidade de se firmar nas grandes ligas.

“É algo ótimo. Não é fácil ser um jogador da Major League e ficar com uma organização por tanto tempo. É algo de que me orgulho muito”, disse Aranda, por meio do intérprete Kevin Vera. Ele também afirmou que estar com o time principal nesta temporada e conhecer os objetivos da equipe para outubro é uma sensação especial.

Na temporada regular, Aranda foi titular em 148 jogos e rebateu para .274, com OPS de .792. Apenas Junior Caminero, com 162 partidas como titular, e Yandy Díaz, com 154, apareceram mais vezes na escalação dos Rays. O swing canhoto de Aranda combina força e paciência e o coloca entre Díaz e Caminero na ordem de rebatidas.

O caminho até esse papel não foi garantido. Aranda começou como segunda base e passou por diferentes posições do infield. Em 2019, chegou ao High-A e rebateu .272, mas teve slugging de .383. Na organização, havia dúvidas sobre se ele conseguiria avançar até o Double-A e se seu ataque justificaria uma mudança para uma posição com menos exigências defensivas.

Após o cancelamento da temporada de Minor League de 2020 por causa da pandemia, os Rays sugeriram que ele tentasse atuar como catcher. Aranda respondeu com o desempenho no bastão: em 2021, principalmente pelo Double-A Montgomery, teve linha de .330/.418/.543, com 14 home runs e 22 doubles em 102 jogos. Apesar da tentativa, ele nunca foi titular atrás do plate.

“Ele definitivamente tem inteligência de beisebol. Achávamos que tinha a resistência para ficar atrás do plate, e a questão era como as habilidades se traduziriam naquela posição. Ele teve uma boa oportunidade, mas, no fim, não se consolidou”, disse Jeff McLerran, diretor sênior de desenvolvimento de beisebol dos Rays. McLerran acrescentou que os avaliadores que confiavam no bastão de Aranda estavam certos: o perfil dele se encaixou na primeira base.

No Triple-A, Aranda rebateu .315 e registrou OPS de .959 em partes de três temporadas, entre 2022 e 2024. Nas oportunidades limitadas e com tempo de jogo irregular nas grandes ligas durante o mesmo período, teve média de .222 e OPS de .692 pelos Rays. O técnico Kevin Cash manteve a confiança de que o desempenho no Triple-A se traduziria em produção na Major League.

A equipe abriu espaço para Aranda atuar como primeira base em 2024, mas uma lesão interrompeu a oportunidade. Os Rays voltaram a lhe dar esse caminho em 2025, e ele se tornou um All-Star antes de outra lesão encerrar sua temporada mais cedo. Neste ano, permaneceu saudável e chegou à World Series como o jogador há mais tempo na organização.

“Ver que ele continuou insistindo e que a comissão técnica confiou nele para lhe dar uma oportunidade foi importante”, afirmou McLerran. “É muito legal acompanhar a trajetória dele e vê-lo continuar melhorando.”

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