
World Series teve 21 varridas; Brewers podem alcançar marca em 2026
A história da World Series registra 21 varridas. O Milwaukee Brewers pode se tornar o 22º campeão a vencer a série sem perder um jogo se derrotar o Tampa Bay Rays no Jogo 4 da decisão de 2026.
A World Series teve 21 varridas em sua história. O Milwaukee Brewers pode acrescentar seu nome à lista ao enfrentar o Tampa Bay Rays no Jogo 4 da edição de 2026; uma vitória daria à franquia seu primeiro título e encerraria a série sem derrota.
Caso consiga a varrida, o Brewers também se juntará ao Cincinnati Reds de 1976 como a única equipe a varrer tanto a League Championship Series (LCS) quanto a World Series na mesma temporada.
A Liga Americana soma 13 varridas, oito delas conquistadas pelo New York Yankees. Na Liga Nacional, o New York/San Francisco Giants tem três, enquanto o Cincinnati Reds registra duas.
Todas as varridas da World Series
A relação histórica inclui as seguintes decisões: em 2012, San Francisco Giants sobre Detroit Tigers; em 2007, Boston Red Sox sobre Colorado Rockies; em 2005, Chicago White Sox sobre Houston Astros; e, em 2004, Boston Red Sox sobre St. Louis Cardinals.
Em 1999, New York Yankees venceu o Atlanta Braves; em 1998, superou o San Diego Padres. O Cincinnati Reds varreu o Oakland Athletics em 1990, e o Oakland Athletics venceu o San Francisco Giants em 1989. Em 1976, o Reds derrotou o New York Yankees.
A lista segue com Baltimore Orioles sobre Los Angeles Dodgers, em 1966; Los Angeles Dodgers sobre New York Yankees, em 1963; New York Giants sobre Cleveland Indians, em 1954; e New York Yankees sobre Philadelphia Phillies, em 1950.
O Yankees também varreu o Cincinnati Reds em 1939, o Chicago Cubs em 1938 e 1932, o St. Louis Cardinals em 1928 e o Pittsburgh Pirates em 1927. Em 1922, o New York Giants venceu o New York Yankees, e a primeira varrida da relação foi a do Boston Braves sobre o Philadelphia Athletics, em 1914.
Fontes
Encontrou um problema?
Se você identificar erro no conteúdo, envie um reporte para revisão editorial.
Mais sobre MLB

Pat Murphy combina humor e cobrança para conduzir os Brewers na busca pela World Series
O técnico dos Milwaukee Brewers alterna brincadeiras, apoio e cobranças diretas, uma combinação que jogadores e integrantes da equipe associam aos altos padrões estabelecidos no clube durante a campanha de pós-temporada.
Pat Murphy, de 67 anos, construiu nos Milwaukee Brewers uma reputação que mistura humor e exigência. Enquanto a equipe busca o primeiro título da World Series da história da franquia, jogadores e integrantes do clube descrevem um técnico que brinca com o elenco, mas também cobra responsabilidade sem demora.
Uma das histórias mais recentes aconteceu durante os treinos simulados realizados após os Brewers garantirem uma folga na primeira rodada da pós-temporada. Murphy chamou o arremessador canhoto Colton Gordon, recém-chegado do Houston Astros em julho e convocado do Triple-A no fim de setembro, para pedir ajuda diante de supostos olheiros adversários nas arquibancadas do American Family Field.
Gordon contou que Murphy apontou para uma figura sombria no alto do estádio e pediu que ele acompanhasse um segurança até lá. Ao chegar à seção 422, o jogador descobriu que o suposto espião era a estátua de Bob Uecker, lendário narrador dos Brewers. O elenco, que observava a cena do campo, caiu na risada.
A brincadeira é parte do lado descontraído de Murphy, mas não resume seu estilo. No início dos playoffs, ciente do desgaste após uma temporada regular de 162 jogos, ele disse ao grupo: se alguém estivesse cansado, deveria tirar uma soneca; se estivesse fraco, deveria ficar mais forte. O reliever DL Hall recordou a frase, e o primeira-base Jake Bauers a chamou de uma das melhores de todos os tempos.
Christian Yelich, veterano outfielder do time, afirmou que Murphy fala sério quando faz esse tipo de comentário no dugout. A cobrança também aparece logo após erros em campo. O arremessador Chad Patrick lembrou que, depois de ceder uma entrada ao Chicago Cubs, ouviu Murphy perguntar em voz alta quem estava aquecendo, porque Patrick acabara de entregar o jogo. O jogador disse que a fala ficou com ele por um tempo, mas que hoje consegue rir da situação.
Cobrança e apoio no mesmo estilo
A abordagem de Murphy pode mudar conforme o jogador e o momento. Eric Thames, ex-primeira-base dos Brewers, costumava demonstrar frustração depois de ser eliminado. Em uma ocasião, voltou ao dugout segurando os pedaços do taco após uma rebatida fraca; Murphy, então técnico de banco, olhou para ele e a frase provocou risos, ajudando a acalmar Thames.
Com o novato Luis Lara, de 21 anos, Murphy adotou um tom diferente. Durante uma partida contra os Cubs, enquanto o adversário trocava de arremessador antes da vez de Lara rebater, o técnico o abraçou e fez uma conversa motivacional. Lara depois conseguiu um single decisivo para encerrar o jogo e disse que aquela era sua interação favorita com Murphy.
Já Andrew Vaughn ouviu do técnico que levaria um choque se fosse eliminado tentando avançar da primeira para a terceira base, como havia acontecido nos primeiros dias do jogador com a equipe no ano anterior. O closer Trevor Megill resumiu a combinação dizendo que Murphy tem um grande coração e expectativas ainda maiores. Bauers também afirmou que tanto o lado positivo quanto o negativo do técnico são genuínos.
O gerente-geral Matt Arnold descreveu a filosofia como uma questão de estabelecer padrões: o nível exigido para fazer parte do dugout é alto. O arremessador Logan Henderson disse que Murphy exige excelência e mantém a régua elevada. Integrantes dos Brewers também reconheceram que alguns jogadores foram negociados ao longo dos anos por não conseguirem lidar com esse estilo, sem revelar nomes.
A disciplina, o humor e a presença de Murphy ajudaram a definir o ambiente do clube, segundo os relatos de jogadores e funcionários. O arremessador Shane Drohan contou que, antes dos playoffs, o técnico abriu uma reunião dizendo que aquela seria a última vez que o grupo se reuniria. Desde então, eles já tiveram cerca de três outras reuniões, uma contradição que Drohan atribuiu ao jeito de Murphy.
Fontes

Brewers viram desvantagem de quatro corridas e vencem Rays no Jogo 2 da World Series
Milwaukee derrotou Tampa Bay por 5 a 4 após sair atrás por quatro corridas na primeira entrada. Foi a sétima vitória dos Brewers em oito jogos de pós-temporada nos quais ficaram em desvantagem.
Os Milwaukee Brewers venceram os Tampa Bay Rays por 5 a 4 no Jogo 2 da World Series, no sábado, depois de sofrerem quatro corridas na primeira entrada. A virada foi a sétima da equipe em oito partidas de pós-temporada nas quais esteve atrás no placar.
Sal Frelick empatou o jogo com um home run na sexta entrada. Na sétima, o novato Cooper Pratt rebateu um single que levou Brice Turang ao home plate e colocou Milwaukee à frente.
A jogada decisiva de Pratt veio após um erro de arremesso do próprio novato na primeira jogada da partida, que ajudou Tampa Bay a abrir vantagem. O bullpen dos Brewers então trabalhou seis entradas sem permitir corridas. Aaron Ashby encerrou sua 15ª entrada consecutiva sem sofrer corrida nesta pós-temporada.
Frelick contou que a equipe mantém a mesma postura mesmo quando está em vantagem. Andrew Vaughn resumiu a atitude do grupo dizendo que os jogadores não desistem e que a situação do jogo não muda a confiança deles.
A vitória deu sequência a uma série de viradas de Milwaukee nos playoffs. Os Brewers também reagiram em duas vitórias contra o San Diego Padres, incluindo a partida que encerrou a série divisional. Contra o Los Angeles Dodgers, ficaram atrás em cada um dos quatro jogos e venceram todos.
O artigo registra que Milwaukee chegou ao Jogo 2 com campanha de 9 vitórias e 1 derrota na pós-temporada. A equipe havia vencido 103 jogos na temporada regular, a melhor marca da MLB, apesar de ter uma folha salarial limitada e poucos jogadores considerados estrelas no relato.
Frelick, que rebateu na oitava posição, vinha de uma temporada afetada por danos estruturais no ombro direito e não havia conectado um home run desde o intervalo do All-Star. No sexto inning, ele enfrentou o arremessador canhoto Ian Seymour e empatou a partida com uma rebatida para o campo central. O público de 43.245 pessoas no American Family Field celebrou o lance.
O texto também observa que os Rays não deveriam ser descartados, embora os erros cometidos pela equipe nos dois primeiros jogos tenham contrastado com o desempenho de Milwaukee.
Fontes

Brewers abrem 2 a 0 na World Series contra os Rays
O Milwaukee Brewers lidera a World Series por 2 a 0 sobre o Tampa Bay Rays após duas vitórias apertadas. O Jogo 3 será no Tropicana Field.
O Milwaukee Brewers chega ao Jogo 3 da World Series com vantagem de 2 a 0 sobre o Tampa Bay Rays, após duas vitórias decididas por apenas dois runs no total. A partida será no Tropicana Field.
Os Rays reconhecem que os erros em campo e os outs desnecessários pesaram na série. "Contra Milwaukee, se você entrega outs, eles vão usar isso contra você", disse o astro dos Rays, Junior Caminero.
O shortstop novato Cooper Pratt, cujo single de RBI na sétima entrada foi o golpe decisivo no Jogo 2, destacou a confiança do grupo. "Enquanto houver jogo, temos chance, e acho que todos compraram essa ideia", afirmou.
O arremessador Freddy Peralta, MVP da ALCS, será o titular dos Rays no Jogo 3, enquanto Robert Gasser começará pelos Brewers. Peralta tem 7-0 com ERA de 0,89 em seus últimos 10 jogos desde 26 de agosto. Gasser soma 2-0 com ERA de 1,51 em oito aparições no mesmo período.
O Jogo 3 será transmitido nacionalmente pela FOX e pela FOX Deportes, com streaming pela FOX One.
Fontes

Rays tentam reagir em casa após duas derrotas; Brewers buscam ampliar vantagem na World Series
A World Series chega ao Jogo 3 no Tropicana Field, com o Milwaukee Brewers à frente por 2 a 0. Os dois primeiros jogos foram marcados por erros defensivos e nas bases dos Rays, além do desempenho dominante do bullpen de Milwaukee.
Após duas partidas em Milwaukee, a World Series segue para o Tropicana Field. O Milwaukee Brewers venceu os dois primeiros jogos e tenta se aproximar do primeiro título da franquia, enquanto o Tampa Bay Rays busca reagir em casa. Os dados oficiais indicam o Jogo 3 para 26 de outubro de 2026, às 21h, no horário informado para a partida.
Aaron Ashby foi apontado por analistas como o destaque dos dois primeiros jogos e da pós-temporada. Ele ajudou a proteger vantagens apertadas nas duas vitórias de Milwaukee. William Contreras também se destacou: na defesa, participou de duas eliminações de corredores tentando roubar base e teve aproveitamento de 2 em 2 nos desafios do sistema ABS no Jogo 1. No ataque, soma quatro rebatidas em oito oportunidades, dois RBIs, uma base por bolas e nenhum strikeout.
Os Rays chegaram à decisão com destaque para o trabalho dos titulares, a defesa e a pressão nas bases, mas tiveram dificuldades nesses aspectos nos dois primeiros jogos. Nick Martinez fez uma boa abertura no Jogo 1; Drew Rasmussen, por sua vez, enfrentou problemas no Jogo 2. Tampa Bay também cometeu erros defensivos incomuns e teve corredores eliminados nas bases. O defensor central Jonny DeLuca resumiu a dificuldade após a segunda derrota dizendo que o jogo estava ficando mais rápido para a equipe.
Entre os lances citados estão a eliminação de Liam Hicks no home plate após uma tentativa de avanço no Jogo 2, em arremesso de Jackson Chourio, e a eliminação de Victor Mesa Jr. na terceira base, que encerrou uma entrada no Jogo 1. Jonathan Aranda também não conseguiu controlar uma bola rasteira na primeira base, e Chandler Simpson deixou cair uma bola alta de rotina, lance registrado como rebatida.
Os Rays dividem com Milwaukee o melhor retrospecto em casa da MLB. A volta ao Tropicana Field pode oferecer à equipe a oportunidade de retomar o padrão de jogo limpo que, segundo os analistas, marcou sua campanha na temporada regular e nos playoffs da Liga Americana. A avaliação também destacou que Tampa Bay precisa reduzir os erros e as jogadas agressivas que resultaram em eliminações.
O duelo de arremessadores
Robert Gasser e Freddy Peralta são os arremessadores previstos para o Jogo 3. Gasser permitiu uma corrida em duas partidas da pós-temporada: trabalhou quatro entradas contra o San Diego Padres na Division Series da Liga Nacional e cinco entradas sem sofrer corridas contra o Los Angeles Dodgers na Championship Series da Liga Nacional. As duas atuações foram fora de casa.
Na temporada regular, os Rays tiveram OPS de .678 contra arremessadores canhotos, marca empatada na 25ª posição da MLB. Nos playoffs, porém, conseguiram bons resultados contra Max Fried e Parker Messick. Peralta, por sua vez, teve ERA de 0,89 desde 26 de agosto, o melhor índice da MLB nesse período, e foi descrito como eficaz no Tropicana Field. Um dos analistas avaliou que cinco entradas sólidas contra o ataque de Milwaukee seriam um resultado importante para ele.
A necessidade de entradas longas também pesa para Tampa Bay. Kevin Cash tem recorrido principalmente a Bryan Baker e Cam Booser no bullpen, mas Baker não passou de uma entrada por atuação na pós-temporada, e Booser não lançou mais de 17 arremessos em uma partida. Griffin Jax está previsto para abrir o Jogo 4, e os Rays podem precisar de mais entradas dos titulares para aliviar a carga sobre os relievers.
O desafio do bullpen de Milwaukee
Milwaukee também precisa administrar o desgaste dos relievers. Os arremessadores do Brewers acumularam 89 entradas na pós-temporada, das quais 50⅔ vieram do bullpen. Ashby trabalhou em oito dos dez jogos da equipe e lançou 15⅔ entradas, a quarta maior marca entre todos os arremessadores dos playoffs. Abner Uribe apareceu em nove partidas.
Apesar do volume, Ashby, Uribe, o closer Trevor Megill e os canhotos DL Hall e JoJo Romero somam quatro corridas permitidas em 44 entradas, com ERA de 0,81. Para fechar a série, Milwaukee também pretende manter o ataque que tem pressionado os adversários. William Contreras foi citado como exemplo dessa abordagem, ajustando suas rebatidas conforme a situação do jogo.
Fontes

Junior Caminero assume papel de líder dos Rays antes do Jogo 3 da World Series
Após duas derrotas para os Brewers, Junior Caminero tenta impulsionar os Rays dentro e fora de campo. O jovem destaque já se manifestou em reuniões e no dugout, enquanto Tampa Bay busca reagir na série.
Junior Caminero tem ampliado sua participação como líder dos Tampa Bay Rays durante a World Series. Depois de uma derrota por 5 a 4 no Jogo 2, o terceira base foi flagrado pela transmissão falando com intensidade no dugout, enquanto a equipe tentava lidar com a perda de uma vantagem de quatro corridas.
Caminero explicou que queria ajudar os companheiros e manter o grupo confiante. A tentativa não mudou o resultado: os Rays perderam os dois primeiros jogos para o Milwaukee Brewers e chegam ao Jogo 3 em desvantagem na série.
A partida está marcada para 26 de outubro, às 21h, no Tropicana Field. Para evitar ficar a uma derrota da eliminação, Tampa Bay precisa reduzir os erros defensivos e nas bases e produzir mais contra o arremesso dos Brewers.
O episódio no dugout não foi a primeira vez que Caminero tomou a palavra nesta pós-temporada. Antes da American League Championship Series, ele foi o único jogador a falar em uma reunião dos rebatedores, dizendo que acreditava nos companheiros e que era hora de mostrarem ao mundo quem eram.
O segunda base Richie Palacios afirmou que a manifestação foi uma surpresa positiva, já que Caminero não costumava ser um líder vocal. Palacios também destacou que, quando o jovem fala, suas palavras são úteis e chegam em momentos importantes.
Os Rays venceram o Cleveland Guardians em seis jogos para chegar à World Series pela terceira vez na história da franquia. Embora tenha tido uma série difícil no geral, Caminero apareceu no Jogo 6 com um home run de duas corridas, o primeiro dele na pós-temporada, e celebrou dando uma volta pelas bases que durou pouco menos de 40 segundos.
Aos 23 anos, Caminero já é visto pelos companheiros como uma referência também pelo trabalho diário. Ele disputou os 162 jogos da temporada, um dos sete jogadores da MLB a alcançar essa marca, e se consolidou como um dos principais rebatedores de força da liga.
Nas duas últimas temporadas, somou 87 home runs, segundo maior total da MLB nesse período, atrás apenas de Kyle Schwarber, do Philadelphia Phillies. Em 2025, bateu 45 home runs e registrou 130 de wRC+. Na temporada seguinte, acertou 42 home runs e teve 142 de wRC+, marca empatada na nona posição da liga.
Caminero também elevou seu aproveitamento no bastão em 12 pontos em relação a 2025. Seu percentual de chegada em base subiu 49 pontos, com 38 walks a mais, e seu desempenho defensivo melhorou ao longo da temporada, depois de um início difícil em abril e maio. A expectativa citada no relato é que termine em segundo na votação para MVP da American League, atrás de Yordan Alvarez, do Houston Astros.
O técnico de rebatidas Chad Mottola disse que, em 35 anos no beisebol profissional, nunca viu um rebatedor como Caminero. Ele destacou a rapidez com que o jogador se adaptou aos arremessadores da MLB e a capacidade de repetir movimentos pouco convencionais. Mottola também recordou a estreia do jovem em Toronto, quando Caminero recebeu uma ovação dos torcedores durante o treino de rebatidas.
Caminero estreou nas grandes ligas em 2023, aos 19 anos, e disputou sete jogos antes de passar a maior parte de 2024 nas ligas menores. Naquele inverno, pela liga profissional da República Dominicana, acertou um home run de 454 pés que colocou o Leones del Escogido à frente no Jogo 7 da série final contra o Tigres del Licey.
O técnico de banco Rodney Linares ressaltou o trabalho de Caminero longe dos jogos e disse que ele reúne características para se tornar um dos melhores jogadores da MLB. Ben Williamson, companheiro de equipe, também descreveu a potência do rebatedor durante os treinos, afirmando que as bolas de Caminero percorrem distâncias muito superiores às dos demais.
A força apareceu nos treinos da World Series. Na atividade dos Rays em Milwaukee, antes do início da série, Caminero acertou várias bolas no painel de vídeo sobre o campo central e danificou uma delas. Antes do Jogo 1, mandou outra bola até a estrutura do estúdio da Fox, no segundo nível, entre o campo esquerdo e o central.
No primeiro jogo da série, Caminero rebateu uma bola a 112,7 milhas por hora para um double, mas terminou com um hit em três at-bats e um walk. No Jogo 2, foi um em quatro, com uma corrida impulsionada. Tampa Bay marcou apenas duas corridas nos 17 innings disputados após a primeira entrada do segundo jogo.
O futuro contratual também aparece no horizonte da franquia. Caminero está sob controle dos Rays até a temporada de 2030 e já expressou o desejo de receber em um patamar comparável ao de Juan Soto ou Vladimir Guerrero Jr. O relato aponta que a folha salarial de Tampa Bay ficou na 28ª posição entre os clubes da MLB nesta temporada e que a equipe não costuma disputar esse mercado de salários.
Fontes

Brewers voltam à World Series após 44 anos; veja como era o beisebol em 1982
A última participação de Milwaukee na decisão foi em 1982, quando a equipe perdeu em sete jogos para o St. Louis Cardinals. Desde então, o clube mudou de liga e o cenário esportivo dos Estados Unidos passou por transformações.
A última vez que o Milwaukee Brewers disputou a World Series foi em 1982. Naquela temporada, a equipe conquistou a Liga Americana, mas perdeu a série decisiva em sete jogos para o St. Louis Cardinals. O clube havia começado a jogar em Milwaukee apenas 12 anos antes e, em 1998, passou da Liga Americana para a Liga Nacional.
A equipe de 1982 ficou conhecida como Harvey's Wallbangers, apelido que combinava o nome do técnico Harvey Kuenn com a força ofensiva do elenco. Kuenn assumiu interinamente no meio da temporada, depois da demissão de Buck Rodgers, quando o time tinha campanha equilibrada. Milwaukee venceu a divisão no último dia da temporada.
O poder de rebatida foi uma marca daquele Brewers: a equipe anotou 216 home runs, 30 a mais que qualquer outro clube. Gorman Thomas liderou o elenco, com 39; Ben Oglivie bateu 34, e Cecil Cooper, 32. Robin Yount, Ted Simmons e Paul Molitor também contribuíram, com 29, 23 e 19 home runs, respectivamente.
Yount teve uma temporada especialmente destacada: conquistou o prêmio de MVP da Liga Americana e liderou a liga em rebatidas e slugging percentage. O MVP da Liga Nacional foi Dale Murphy, do Atlanta Braves. Ele bateu 36 home runs, liderou a liga em corridas impulsionadas e também ganhou o Gold Glove. Murphy voltou a receber o prêmio de MVP em 1983.
Entre os arremessadores, Steve Carlton conquistou seu quarto e último prêmio Cy Young. Aos 37 anos, liderou a MLB com 23 vitórias e 286 strikeouts, além de registrar 295⅔ innings, maior total da liga. Pete Vuckovich, do Brewers, venceu o Cy Young da Liga Americana, com campanha de 18 vitórias e seis derrotas.
Uma MLB com divisões diferentes
A estrutura da MLB em 1982 era distinta da atual. Cada liga tinha duas divisões: a Liga Americana contava com sete equipes em cada uma, enquanto a Liga Nacional tinha duas divisões de seis. O Detroit Tigers, por exemplo, estava na divisão Leste da Liga Americana junto com o Brewers. O Atlanta Braves foi o campeão da divisão Oeste da Liga Nacional.
Também havia franquias com nomes e cidades diferentes dos atuais. O California Angels venceu a divisão Oeste da Liga Americana, antes de passar por mudanças de nome. Na divisão Leste da Liga Nacional, o Montreal Expos ainda atuava em Montreal; a mudança para Washington, D.C., ocorreria décadas depois.
O título da World Series de 1982 ficou com o St. Louis Cardinals. Na sequência daquela temporada, outras decisões importantes dos esportes norte-americanos também tiveram campeões do Nordeste: a equipe de Washington venceu o Super Bowl em janeiro de 1983, após terminar a temporada da NFL com campanha de 12 vitórias e uma derrota; em maio, o New York Islanders varreu o Edmonton Oilers na final da Stanley Cup; e, dias depois, o Philadelphia 76ers varreu o Los Angeles Lakers nas finais da NBA.



