
Hamilton diz que F1 nunca teve alguém como ele em 70 anos e não descarta correr aos 44
Aos 41 anos, Lewis Hamilton afirmou que ainda consegue competir com pilotos de 20 anos e disse que pretende seguir na Fórmula 1 enquanto mantiver o desempenho. O britânico tem contrato com a Ferrari até o fim de 2027.
Lewis Hamilton afirmou que se considera capaz de competir com pilotos mais jovens e não descartou continuar na Fórmula 1 até os 44 anos. Em sua 20ª temporada na categoria, o heptacampeão disse que ainda está totalmente comprometido com as corridas, mas reconheceu que não sabe se desejará seguir competindo daqui a quatro anos.
Questionado sobre uma brincadeira de que talvez precisasse continuar correndo para alinhar no grid do Grande Prêmio da África, Hamilton respondeu: “Em primeiro lugar, nunca houve alguém como eu aqui em 70 anos. Então, sinto que sou diferente”. Ruanda e a F1 confirmaram um acordo para realizar uma corrida no país, mas a estreia está prevista para algum momento ainda não definido do início da próxima década.
Hamilton disse que há desafios relacionados à idade que ainda não consegue prever. Também mencionou ideias preconcebidas sobre uma possível queda no tempo de reação dos pilotos à medida que envelhecem.
“Você viu minha reação na largada da última corrida? Minha reação é mais rápida do que a de alguns dos mais jovens aqui”, afirmou. Ele acrescentou que há ferramentas para manter a mente e o corpo preparados e que isso exige disposição para continuar fazendo sacrifícios.
O piloto disse que, aos 41 anos, acredita poder competir com um adversário de 20. Sobre a possibilidade de seguir até os 44, ponderou que o tempo dirá. Também afirmou que não quer permanecer na categoria caso perceba uma queda no desempenho, nas reações ou no ritmo de corrida.
Hamilton tem contrato com a Ferrari até o fim de 2027. Depois de uma temporada de estreia sem vitórias pela equipe, em 2025, conquistou sua primeira vitória com a Ferrari no Grande Prêmio da Catalunha, em junho deste ano. Ele ocupa a terceira posição no campeonato, atrás de George Russell.
O britânico também afirmou que pretende continuar demonstrando que pode competir em alto nível. Fernando Alonso, da Aston Martin, tem 45 anos e correrá pela equipe em 2027; Hamilton não é o piloto mais velho do grid.
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Ricciardo considera retorno às pistas em prova única e cita possível parceria com Verstappen
Daniel Ricciardo disse que gostaria de encerrar a carreira de piloto em seus próprios termos e afirmou que uma participação pontual nas 24 Horas de Le Mans poderia interessá-lo. Max Verstappen e Sebastian Vettel foram citados como possíveis companheiros, mas não há projeto confirmado.
Daniel Ricciardo afirmou que considera voltar a competir em uma prova isolada, embora não tenha interesse, neste momento, em disputar um campeonato completo. O australiano disse que gostaria de encerrar a carreira em seus próprios termos e que uma participação nas 24 Horas de Le Mans poderia oferecer esse tipo de encerramento.
Em entrevista ao podcast Beyond The Grid, Ricciardo contou que, um ano antes, acreditava que não voltaria a colocar o capacete. Agora, disse que gostaria de terminar a carreira de uma forma que o deixasse satisfeito. Ele descreveu a possibilidade de uma prova única como algo que poderia lhe dar o fechamento que procura.
Questionado sobre com quem gostaria de disputar uma prova como Le Mans, Ricciardo mencionou Max Verstappen, seu antigo companheiro na Red Bull entre 2016 e 2018. O australiano afirmou que o tetracampeão estaria entre os nomes de sua lista e brincou que uma parceria poderia atender ao interesse do público em uma reunião ligada à equipe.
Ricciardo também citou Sebastian Vettel, seu companheiro na temporada de 2014, depois de ser informado de que o alemão vinha testando o programa de hipercarros da Porsche. Ele elogiou a velocidade de Vettel e disse que gostaria de vê-lo em uma possível reunião da Red Bull.
Vettel não compete desde que deixou a Fórmula 1, em 2022. Verstappen, por sua vez, participou de provas de carros esportivos nos últimos anos, incluindo aparições nas 24 Horas de Nürburgring.
Verstappen não confirmou interesse em um projeto com Ricciardo. Ao ser questionado sobre a ideia antes do Grande Prêmio da Cidade do México de F1, disse que ela não era novidade para ele e afirmou que só consideraria participar se houvesse condições adequadas para disputar a vitória.
O piloto da Red Bull acrescentou que precisaria de tempo livre e preparação cuidadosa para competir em Le Mans. Segundo Verstappen, uma equipe que queira vencer precisa estar bem preparada para enfrentar pilotos que disputam a categoria durante toda a temporada. Ele também disse que seria necessário encontrar o momento certo para o projeto.
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Kimi Antonelli vai perder dia de mídia do GP da Cidade do México por doença
A FIA autorizou Kimi Antonelli a faltar aos compromissos com a imprensa para descansar antes das atividades de pista. A Mercedes espera que o piloto esteja de volta a tempo dos treinos de sexta-feira.
Kimi Antonelli não participará dos compromissos com a imprensa na quinta-feira do GP da Cidade do México por causa de uma doença viral. A FIA autorizou a ausência para que o piloto possa descansar antes da programação de pista, e a Mercedes afirmou que espera contar com ele a tempo dos treinos.
A etapa mexicana começa na sexta-feira, com duas sessões de treino. Antonelli, de 20 anos, pode conquistar o título neste domingo se terminar a corrida em nono lugar ou melhor.
O piloto venceu nove corridas em 2026. O resultado do Grande Prêmio dos Estados Unidos, disputado no domingo anterior, deixou Antonelli perto de conquistar seu primeiro título mundial.
Em sua segunda temporada na F1, Antonelli substituiu Lewis Hamilton na Mercedes em 2025, quando o heptacampeão se transferiu para a Ferrari. Caso não confirme o título no México, ainda terá as etapas do Brasil, de Las Vegas, do Catar e de Abu Dhabi para tentar conquistá-lo.
Antonelli não será o único piloto ausente dos compromissos com a imprensa: Valtteri Bottas também não participará das atividades de quinta-feira por estar se sentindo mal. A Cadillac classificou a ausência como uma medida de precaução e afirmou que, naquele momento, ela não afetava a participação do piloto no restante do fim de semana.
Com as ausências, 20 dos 22 pilotos da F1 estarão disponíveis para as atividades de imprensa no Autódromo Hermanos Rodríguez.
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Sergio Pérez chega ao GP do México para a 300ª corrida da carreira pela Cadillac
Após um ano afastado da Fórmula 1, o mexicano voltou à categoria pela Cadillac e tem contrato até o fim de 2029. A prova na Cidade do México marca sua 300ª largada, em um retorno diante da torcida local.
Sergio Pérez disputará sua 300ª corrida na Fórmula 1 no Grande Prêmio do México, diante da torcida na Cidade do México. O piloto voltou à categoria nesta temporada pela Cadillac, depois de passar 2025 fora das pistas, e tem contrato com a equipe até o fim de 2029.
O marco mudou de data prevista ao longo do ano. Pérez inicialmente deveria alcançar 301 largadas nesta etapa; depois, o cancelamento das corridas do Bahrein e da Arábia Saudita reduziu a previsão para 299. Um acordo para o Bahrein realizar sua corrida na Malásia, um mês antes do evento mexicano, fez a corrida na Cidade do México coincidir com a marca de 300.
Pérez afirmou que ficou orgulhoso de como enfrentou os desafios durante sua passagem pela Red Bull. Ele foi companheiro de Max Verstappen por quatro temporadas, conquistou vitórias e terminou como vice-campeão do campeonato, mas uma queda de rendimento após um início promissor em 2024 terminou com sua saída da equipe e sem vaga para a temporada seguinte.
O mexicano disse que não acredita ter conseguido mostrar todo o seu potencial na Red Bull, dadas as circunstâncias da equipe. Ao retornar com a Cadillac, afirmou que também queria provar a si mesmo que sua velocidade não correspondia à forma como havia encerrado aquela etapa. A equipe é descrita como uma estreante em dificuldades; Pérez tem apresentado ritmo de classificação e de corrida desde o início da temporada.
A carreira do piloto inclui três pole positions e seis vitórias. Com a 300ª largada, ele ultrapassa Sebastian Vettel, que encerrou a carreira com 299, e passa a ocupar a sétima posição na lista histórica de participações em corridas da Fórmula 1.
Pérez reconheceu que gostaria de ter conquistado um título mundial, mas disse que o resultado na categoria depende de fatores além da velocidade e do talento, como o apoio e as condições ao redor do piloto. Ele também afirmou estar satisfeito com a carreira que construiu, embora tenha desejado alcançar mais.
O período fora da Fórmula 1 permitiu que o mexicano passasse mais tempo com os quatro filhos e se dedicasse a atividades fora do automobilismo. Pérez contou que administra investimentos e projetos, acompanha seus negócios e trabalha em sua fundação beneficente.
A Fundación Checo Pérez apoia crianças em situação de vulnerabilidade no México por meio de programas educacionais, iniciativas de saúde e melhorias em casas destinadas a crianças. O piloto disse que pretende ampliar o trabalho da fundação e contribuir para atrair investimentos ao país.
O retorno à Cidade do México também oferece a Pérez a oportunidade de reencontrar os fãs locais. Ele subiu ao pódio da corrida mexicana em 2021 e 2022. Em 2024, sua última participação no circuito antes do retorno, largou em 18º e terminou uma volta atrás do vencedor.
Pérez disse que voltar a correr diante da torcida mexicana será especial, sobretudo porque chegou a pensar que talvez não tivesse outra oportunidade. A 300ª largada será celebrada ao lado da família, dos amigos, dos fãs e dos patrocinadores que o apoiaram.
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Sergio Pérez renova com a Cadillac na Fórmula 1 até 2029
O piloto mexicano estendeu por mais três temporadas seu vínculo com a Cadillac, equipe à qual chegou antes desta temporada. O anúncio foi feito no fim de semana de seu 300º Grande Prêmio, no México.
Sergio Pérez assinou uma extensão de contrato com a Cadillac que o manterá na equipe até 2029. O mexicano chegou à escuderia antes desta temporada, após passar um ano afastado da Fórmula 1 depois de deixar a Red Bull ao fim da campanha de 2024.
O anúncio coincidiu com a 300ª corrida de Pérez na categoria, no Grande Prêmio da Cidade do México, disputado em seu país natal. Antes do fim de semana da prova, ele também estava previsto para participar de uma exibição nas ruas da Cidade do México, na avenida Paseo de la Reforma.
Pérez afirmou que a renovação representa a continuidade de um projeto no qual acreditou desde o início. Ele destacou que construir uma equipe de Fórmula 1 exige tempo, trabalho constante e paciência, e disse estar comprometido com os próximos três anos.
O piloto agradeceu a Dan Towriss, Mark Reuss, à TWG Motorsports e à General Motors pela oportunidade de dar sequência ao trabalho. Também agradeceu aos integrantes da equipe, nos circuitos e nas bases dos Estados Unidos e do Reino Unido, além dos torcedores.
Seis vezes vencedor de um Grande Prêmio, Pérez estava entre os três pilotos sem pontos na temporada até aquele momento, ao lado do companheiro de equipe Valtteri Bottas e de Lance Stroll, da Aston Martin.
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Reid Wiseman diz que a engenharia da F1 supera a da NASA em busca por desempenho
O comandante da missão Artemis II comparou as prioridades da NASA e da Mercedes e afirmou que a equipe de Fórmula 1 leva a engenharia e o desempenho humano a outro nível. Wiseman é embaixador da escuderia alemã.
Reid Wiseman, comandante da missão Artemis II, afirmou que a engenharia da Fórmula 1 supera a da NASA em alguns aspectos, especialmente na busca por desempenho. Em entrevista à ESPN no Circuito das Américas, em Austin, o astronauta resumiu a comparação: “Eles nos esmagam. O nível de engenharia aqui é muito superior ao nosso”.
Wiseman falou durante uma visita à estrutura da Mercedes, equipe da qual se tornou embaixador seis meses depois de voltar da viagem ao redor da Lua. Ele explicou que as duas áreas trabalham com prioridades diferentes: a NASA valoriza tecnologias testadas e sistemas redundantes, mesmo que isso aumente o peso da espaçonave; na F1, as equipes procuram ganhos de desempenho e vantagens de engenharia, por menores que sejam.
“Em voos espaciais, precisamos do que já foi testado e comprovado, de redundância, e podemos aceitar uma pequena penalidade de massa”, disse Wiseman. “Aqui, eles estão levando tudo ao próximo nível. Não são apenas os carros, são também as pessoas.”
O astronauta destacou o acompanhamento da condição física dos integrantes da Mercedes, que usam dispositivos WHOOP para monitorar dados pessoais. Para ele, a equipe trata seus membros como atletas e investe tanto no desempenho humano quanto no mecânico.
A experiência de Wiseman na Artemis II
A entrevista também passou pela experiência da tripulação durante a missão lunar. Wiseman contou que ele e os outros três astronautas passaram tanto tempo observando a Terra e a Lua pelas janelas que deixaram marcas de gordura nos vidros. Antes de fazer uma análise fotográfica das janelas para a equipe de geologia, ele avisou o controle da missão que precisava limpá-las.
A análise era necessária para que os especialistas verificassem se havia danos ou se eventuais manchas nas imagens da Lua poderiam ser atribuídas às janelas. Wiseman descreveu a visão lunar como especialmente marcante pela clareza e pela percepção tridimensional da superfície, sem a interferência de uma atmosfera.
Ele também recordou que a Terra pareceu diminuir à medida que a espaçonave se afastava. A Artemis II foi a primeira missão tripulada à Lua em mais de meio século, e Wiseman já havia passado seis meses na Estação Espacial Internacional antes dessa viagem.
Competição e trabalho em equipe
Wiseman disse que a disputa entre as equipes da F1 influencia a comparação com o trabalho espacial. Na visão dele, a vontade de vencer e a disposição para levar os limites ao máximo são características que distinguem a categoria. Ele citou os pilotos da Mercedes George Russell e Kimi Antonelli como exemplos dessa intensidade ao volante.
O astronauta também comparou a comunicação entre pilotos e engenheiros pelo rádio com as conversas entre astronautas e equipes de controle. Ele disse gostar da relação descontraída entre Antonelli e seu engenheiro de corrida, Peter Bonnington, conhecido como Bono, e da confiança que percebe entre os profissionais.
Wiseman conheceu Antonelli em 2024, quando o piloto visitou o Johnson Space Center, antes de estrear na F1. O astronauta o descreveu como humilde, curioso e interessado em fazer perguntas sobre o que encontrava. Também elogiou o apoio da Mercedes ao jovem piloto, incluindo a atuação do chefe da equipe, Toto Wolff, e de Bonnington.
A ligação de Wiseman com o automobilismo começou antes de sua parceria com a Mercedes. Ele cresceu acompanhando corridas da NASCAR com o pai, em Delaware, e teve a primeira oportunidade de assistir à F1 presencialmente em 2023, a convite da McLaren e da Mercedes. Mais tarde, passou a admirar a cultura profissional da equipe alemã e a forma como, segundo ele, ela cuida de fãs, patrocinadores e funcionários.
O astronauta contou que correu com engenheiros da equipe e nadou com eles em Austin. Na volta, não conseguiu acompanhar o grupo e correu ao lado do piloto reserva Fred Vesti, que diminuiu o ritmo para acompanhá-lo.
O que a NASA pode aprender
Wiseman acredita que a NASA poderia dar mais atenção à preparação física das equipes de apoio. Astronautas precisam cuidar da saúde e do condicionamento porque a ausência de gravidade afeta ossos e músculos durante as missões, mas, segundo ele, os profissionais que trabalham em terra não recebem o mesmo foco.
Ele sugeriu que elevar o nível de condicionamento e desempenho humano das equipes de apoio poderia ser uma contribuição da cultura da F1. Wiseman observou que muitos desses profissionais passam boa parte do dia sentados analisando dados, enquanto na Mercedes percebeu integrantes fisicamente ativos e muito envolvidos no trabalho.
Como embaixador, Wiseman trabalha com parceiros, patrocinadores e convidados da Mercedes para explicar as conexões entre o automobilismo e a exploração espacial, além de compartilhar histórias da Artemis II. Ele disse que a equipe aprecia sua forma de se comunicar e o relato de uma missão que levou quatro pessoas mais longe da Terra do que qualquer outra tripulação.
Desde o retorno, Wiseman também tem percebido o impacto da missão no público. Ele contou que, em um aeroporto na Europa, uma menina de 10 anos das Filipinas o reconheceu e o abraçou. A criança sabia sobre os integrantes da tripulação Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen; Wiseman deu a ela um pequeno medalhão que carregava na mochila.
Um dos momentos mais emocionantes da missão foi quando os companheiros de Wiseman o surpreenderam ao dar o nome de Carroll, sua falecida esposa, a uma cratera lunar. O astronauta disse que ele e os colegas começaram a compreender, depois de voltar, que a experiência também foi vivida por quem acompanhou a missão na Terra.
“Fizemos uma missão, mas a Terra também fez uma”, afirmou Wiseman, ao recordar as histórias que tem ouvido de pessoas que acompanharam o lançamento e os acontecimentos da viagem.
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COTA bate recorde de público, mas enfrenta debate sobre expansão e pista irregular
O Circuito das Américas recebeu 467 mil torcedores no fim de semana do GP dos Estados Unidos, recorde confirmado pela F1. A expansão comercial do evento, as limitações de acesso e as ondulações do traçado alimentaram discussões sobre a experiência em Austin.
O Circuito das Américas (COTA) registrou público recorde de 467 mil pessoas ao longo do fim de semana do GP dos Estados Unidos, em Austin. Quatorze anos após a chegada da Fórmula 1 à capital do Texas, o evento segue como um dos mais bem-sucedidos comercialmente no calendário, mas o crescimento também trouxe desafios para a organização e debates sobre a identidade do circuito.
O presidente do COTA, Bobby Epstein, afirmou que a capacidade do local não é o principal limite para receber mais torcedores. Segundo ele, o acesso rodoviário é o obstáculo atual, e as vias que levam ao complexo têm previsão de expansão nos próximos dois anos. Epstein disse que, após as obras, espera que o público do fim de semana ultrapasse 500 mil pessoas.
A organização interrompeu a venda de ingressos antes de atingir esse patamar para evitar filas de três, quatro ou cinco horas no acesso. Epstein afirmou que a decisão buscou preservar a experiência dos fãs tanto dentro do circuito quanto no trajeto de ida e volta. Ele estimou que a venda de mais 25 mil entradas teria provocado esperas desse porte.
Nova estrutura na curva 1
Uma das novidades mais visíveis foi uma grande estrutura de hospitalidade corporativa sobre a curva 1. O espaço inclui piscinas no teto e oferece vista de quase todo o circuito. Seis gôndolas ligam o paddock ao edifício, passando sobre a curva.
A construção gerou críticas de torcedores nas redes sociais, que apontaram a mudança na paisagem de um dos trechos mais conhecidos do traçado. A estrutura aparece na transmissão e alterou a vista do céu e da bandeira dos Estados Unidos no alto da subida da curva 1. A arquibancada Big Red, porém, permaneceu no mesmo lugar.
Lewis Hamilton, heptacampeão mundial e admirador de longa data do circuito, defendeu a novidade. Ele disse que a construção havia substituído parte da vista do céu, mas ressaltou que a bandeira continuava visível, embora deslocada para a esquerda. Hamilton também elogiou o trabalho de Epstein e sua equipe, citando o circuito, o espaço de entretenimento, o palco para apresentações, as arquibancadas e o paddock.
Oscar Piastri, da McLaren, afirmou que percebeu a gôndola principalmente na primeira volta em que passou por baixo dela. Depois, disse, a novidade não alterou muito sua experiência e pode contribuir para a atmosfera do evento. O australiano comentou que passou a ver mais pessoas no local onde antes observava o céu.
A expansão também está ligada ao futuro do GP no calendário. O COTA recebeu uma extensão de contrato até 2034, a mais longa já concedida ao circuito. Epstein afirmou que a construção da nova instalação fez parte do acordo e que a organização buscou um compromisso de longo prazo para poder se beneficiar do investimento.
Ondulações dividem os pilotos
Inaugurado em 2012, o COTA é conhecido pelo traçado de alta velocidade e pelas subidas e descidas do terreno texano. Carlos Sainz descreveu o circuito como o mais empolgante e diferente entre os traçados de nova geração, destacando as oportunidades de ultrapassagem e a sensação de montanha-russa. Para ele, apesar de não ser um circuito antigo, Austin tem características que lembram pistas tradicionais.
As ondulações do asfalto, no entanto, provocaram avaliações distintas. Max Verstappen relatou ter visto radiografias que indicavam danos nos discos da região lombar, associados ao desgaste das corridas. Depois de comentários de Epstein de que o traçado, com exceção da curva 1, estava em boas condições, o piloto da Red Bull respondeu que convidaria o dirigente a dirigir seu carro e que ele teria dificuldade para caminhar após algumas voltas.
Hamilton reconheceu que a pista é irregular, mas disse que aprecia os solavancos por acrescentarem personalidade e exigirem correções dos pilotos. O piloto da Ferrari afirmou que um asfalto plano seria ideal em alguns aspectos, mas poderia tirar parte do caráter do circuito. As opiniões sobre o piso, assim como as reações à nova estrutura, mostram os diferentes aspectos da expansão do evento em Austin.



