
WNBA e sindicato discutem abuso racista e mensagens ofensivas nas redes sociais
A WNBA e a associação de jogadoras realizaram uma videoconferência para tratar de mensagens racistas, odiosas e abusivas direcionadas às atletas. A liga reforçou seu compromisso em combater o assédio nas redes sociais e melhorar a segurança das jogadoras.
A WNBA e a Associação das Jogadoras (WNBPA) promoveram uma videoconferência na terça-feira para discutir diversos assuntos, com foco especial nas recentes mensagens racistas, odiosas e abusivas direcionadas às atletas, conforme comunicado conjunto divulgado na quarta-feira.
O combate ao alto nível de abuso contra as jogadoras tem sido uma prioridade da liga nos últimos anos, incluindo a plataforma "No Space for Hate" lançada na temporada passada. Essa iniciativa inclui o uso de tecnologia de inteligência artificial para monitorar e proteger as atletas contra o assédio nas redes sociais.
No comunicado, a WNBA e a WNBPA destacaram que a conversa reforçou a importância de abordar os problemas de forma precoce, por meio de comunicação proativa e do fortalecimento da relação entre liga e sindicato. A liga se comprometeu a continuar aprimorando os recursos de segurança e a colaborar com a associação para buscar parcerias com organizações que compartilhem os valores da WNBA.
A discussão marcou o início de um diálogo contínuo, com ambas as partes unidas no compromisso de avançar nesse trabalho.
Diversos incidentes de destaque ocorreram na primeira metade da temporada. Na semana passada, a armadora do Las Vegas Aces, Chelsea Gray, compartilhou um print de uma mensagem com um termo racial ofensivo que recebeu após a derrota do time para o Indiana Fever em 12 de julho. Gray criticou a atitude dos ofensores e a sugestão de que as atletas deveriam "calar a boca e jogar basquete".
Duas semanas antes, a ala do Phoenix Mercury, Alyssa Thomas, relatou ter recebido ameaças de morte e insultos raciais após ser suspensa por um jogo por contato com o pescoço da jogadora Caitlin Clark, em partida contra o Fever em 24 de junho. Thomas expressou preocupação com a segurança das atletas dentro e fora das quadras, denunciando vazamento de endereços e imagens ofensivas.
Outro episódio envolveu a técnica do Toronto Tempo, Sandy Brondello, que foi suspensa por um jogo após fazer um comentário considerado inapropriado em referência à ala do Atlanta Dream, Angel Reese. Brondello usou a expressão "espécie protegida", comum na Austrália, mas que nos Estados Unidos tem conotações depreciativas relacionadas a pessoas negras. A técnica pediu desculpas publicamente e contatou a jogadora e o gerente geral do Dream. Reese aceitou o pedido e agradeceu a ação da liga, ressaltando que não há espaço para discriminação ou ódio na WNBA, seja de fãs, técnicos ou jogadoras, e que deseja focar no basquete.
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