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Como um período de treinos em Boca Raton ajudou o Atlanta Dream a chegar às finais da WNBA

Como um período de treinos em Boca Raton ajudou o Atlanta Dream a chegar às finais da WNBA

Durante a pausa de 17 dias da temporada para a Copa do Mundo da FIBA, o Dream reuniu parte do elenco em Boca Raton para treinar, estudar vídeo e fortalecer os laços do grupo. A equipe venceu 10 de 11 jogos após a pausa e empatou a série final contra o Golden State Valkyries.

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No fim de agosto, o Atlanta Dream venceu cinco de seis partidas, quatro delas fora de casa, e se aproximou da vantagem de jogar em casa na primeira rodada dos playoffs. Nas duas semanas seguintes, derrotou o então campeão Las Vegas Aces e o Minnesota Lynx, apontado como favorito, enquanto Angel Reese registrou seu 29º double-double da temporada, um recorde pessoal.

A sequência foi interrompida pela pausa de 17 dias da WNBA para a Copa do Mundo da FIBA. Reese e Rhyne Howard viajaram para defender a seleção dos Estados Unidos; Isobel Borlase, da Austrália, e Sika Kone, de Mali, também foram para Berlim. Os demais integrantes do Dream se reuniram em Boca Raton, na Flórida, para um período de treinos durante o segundo fim de semana da pausa.

O encontro ocorreu em um momento importante para a equipe. O Dream venceu 10 de 11 jogos desde a retomada da temporada, incluindo a vitória no Jogo 2 das finais, que deixou empatada a série melhor de sete contra o Golden State Valkyries. Antes do Jogo 1, Atlanta também havia chegado a 10 vitórias consecutivas, igualando a maior sequência de triunfos de uma equipe antes das finais, marca estabelecida pelo Los Angeles Sparks de 2017.

A viagem também ajudou DeWanna Bonner a se integrar ao elenco. A veterana chegou ao Dream em 27 de agosto, após uma rescisão contratual com o Phoenix Mercury, e havia disputado apenas uma partida pela equipe antes da pausa. Em Boca Raton, teve mais tempo para conhecer as companheiras e aprender o sistema do técnico Karl Smesko.

A ideia da viagem surgiu antes da chegada de Bonner. A ala Naz Hillmon sugeriu o plano, que recebeu apoio de integrantes da comissão técnica e da diretoria. O Dream já havia treinado na Florida Atlantic University durante a pausa olímpica de 2024.

O período não foi tratado como férias. A equipe realizou treinos intensos na universidade, disputou jogos-treino contra jogadores homens e fez sessões diárias de vídeo. Sem partidas oficiais para administrar, o grupo pôde trabalhar em ritmo forte e se concentrar nos princípios defensivos da equipe. Com Howard e Reese fora, outras jogadoras também tiveram mais oportunidades em quadra.

Hillmon afirmou que a pausa deu ao grupo tempo para ajudar Bonner a se familiarizar com a linguagem e o estilo de Smesko. A jogadora explicou que o técnico usa termos diferentes dos de outros treinadores e que o período de preparação permitiu à recém-chegada se adaptar antes do fim da temporada regular.

Além dos treinos, as jogadoras passaram tempo juntas na praia e na piscina, onde acompanharam partidas das companheiras que estavam na Copa do Mundo. Um grupo também participou de uma partida de golfe de 18 buracos; Jordin Canada foi a caddie de Allisha Gray. Em um jantar, o gerente-geral Dan Padover organizou uma disputa de perguntas sobre a WNBA. A equipe de Bonner e Canada venceu, embora Shatori Walker-Kimbrough tenha contestado o resultado por causa de uma questão técnica.

A convivência contrastou com a rotina em Atlanta, onde as jogadoras costumam seguir caminhos separados depois dos treinos. Em Boca Raton, elas tiveram mais tempo para conversar e se conhecer fora do basquete. Te-Hina Paopao disse que a proximidade ajudou a manter o grupo unido quando as atletas que estavam na Copa do Mundo voltaram.

A experiência também conectou as jogadoras mais jovens às veteranas. Antes desta temporada, o Dream não avançava além da primeira rodada dos playoffs desde 2018. Howard, Hillmon e Reese chegaram às finais pela primeira vez, enquanto Bonner, Canada e Walker-Kimbrough somam cinco títulos da WNBA conquistados em passagens anteriores por outras equipes. A assistente técnica LaToya Sanders também compartilhou sua experiência de campeã, após vencer a liga com o Washington Mystics em 2019.

Canada, bicampeã com o Seattle Storm, destacou a importância de construir relações fora da quadra. Para ela, conhecer melhor as companheiras fortalece a união do grupo em uma série decisiva. O Dream chegou às finais após a sequência de vitórias que se seguiu à pausa e empatou a disputa com o Valkyries no Jogo 2.

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Valkyries cometem 19 turnovers e Dream empata as finais da WNBA

Valkyries cometem 19 turnovers e Dream empata as finais da WNBA

O Atlanta Dream venceu o Golden State Valkyries por 79 a 65 no Jogo 2 das finais e igualou a série em 1 a 1. A equipe da casa marcou 24 pontos após turnovers do adversário.

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O Golden State Valkyries perdeu por 79 a 65 para o Atlanta Dream no Jogo 2 das finais da WNBA. Com o resultado, a série melhor de sete ficou empatada em 1 a 1 e seguiu para Atlanta. O Dream aproveitou 19 turnovers do Valkyries para marcar 24 pontos.

A armadora Veronica Burton, que cometeu três turnovers, disse que o time teve pouca segurança com a bola e atribuiu parte da responsabilidade a si mesma. Ela afirmou que a equipe precisa estar mais organizada, agir em sintonia e evitar acelerar demais nas transições rápidas. Burton também apontou momentos de hesitação como fator para os erros.

Quatro das cinco titulares do Golden State cometeram pelo menos dois turnovers. Kayla Thornton foi a única titular sem nenhum. Do lado do Atlanta, Rhyne Howard registrou seis roubos de bola, recorde em um único jogo das finais da WNBA, enquanto DeWanna Bonner somou outros quatro saindo do banco. Angel Reese terminou com 30 pontos e 16 rebotes.

Burton avaliou que o Valkyries foi superado na intensidade. A pivô Kiah Stokes disse que o Dream elevou a pressão defensiva e pediu foco e concentração da equipe. A técnica Natalie Nakase elogiou o esforço e a disposição do adversário, que recuou rapidamente para defender, levantou os braços e fechou os corredores de infiltração.

No Jogo 1, o Dream havia marcado oito pontos após turnovers na derrota por 68 a 64. Para o segundo confronto, a equipe retomou a pressão defensiva que, conforme o relato, a levou até as finais. Nakase afirmou que conversará com o elenco sobre seguir o plano de jogo e manter a organização no ataque. Burton disse que pretende liderar a melhora no cuidado com a bola.

O Jogo 3 será na quarta-feira, em Atlanta.

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Angel Reese lidera Dream à primeira vitória em finais da WNBA e série fica empatada

Angel Reese lidera Dream à primeira vitória em finais da WNBA e série fica empatada

Com 30 pontos e 16 rebotes de Angel Reese, o Atlanta Dream venceu o Golden State Valkyries por 79 a 65 no Jogo 2 das finais da WNBA, em 19 de outubro, e empatou a série em 1 a 1.

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Angel Reese marcou 30 pontos e pegou 16 rebotes na vitória do Atlanta Dream por 79 a 65 sobre o Golden State Valkyries, no Chase Center, em 19 de outubro. O resultado no Jogo 2 das finais da WNBA deixou a série melhor de sete empatada em 1 a 1 e deu ao Dream sua primeira vitória em uma final da liga.

Allisha Gray contribuiu com 18 pontos, enquanto Jordin Canada somou 13 pontos, dez assistências e sete rebotes. Rhyne Howard registrou seis roubos de bola, um recorde em jogos das finais da WNBA.

Reese acertou dez de 16 arremessos de quadra, distribuiu três assistências e deu dois tocos. Ela se tornou a terceira jogadora a alcançar pelo menos 30 pontos e 15 rebotes em uma partida das finais, juntando-se a Jonquel Jones, pelo Connecticut Sun em 2019, e Breanna Stewart, pelo Seattle Storm em 2020.

Aos 24 anos e 166 dias, Reese também se tornou a jogadora mais jovem da história da WNBA a registrar ao menos 20 pontos e dez rebotes em um jogo das finais. Após a partida, ela destacou a dificuldade de atuar diante da torcida do Valkyries e disse que a equipe reagiu depois da derrota no primeiro jogo.

O Dream controlou o segundo tempo e aproveitou os erros do adversário: marcou 24 pontos após 19 turnovers do Valkyries. No Jogo 1, Atlanta havia anotado apenas oito pontos dessa forma. A derrota também encerrou a sequência do Golden State sem perder no tempo regulamentar, que durava desde 21 de agosto, quando caiu por 73 a 70 diante do Chicago Sky.

O Valkyries acertou 34,4% dos arremessos de quadra e converteu sete de 24 tentativas de três pontos. Gabby Williams terminou com 14 pontos, em três acertos de 15 arremessos, depois de marcar 26 pontos no primeiro jogo. Veronica Burton reconheceu que a equipe teve baixo aproveitamento e errou arremessos que costuma converter.

O Jogo 3 está marcado para quarta-feira, em Atlanta. As partidas seguintes da série na cidade foram transferidas para a State Farm Arena, casa do Atlanta Hawks, para acomodar mais torcedores. A arena tem capacidade superior a 17 mil pessoas, enquanto a Gateway Center Arena, casa habitual do Dream, comporta 3.500. O Chase Center, em San Francisco, tem capacidade para 18.064 espectadores.

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Natalie Nakase transforma obsessão por detalhes em marca das Valkyries na final da WNBA

Natalie Nakase transforma obsessão por detalhes em marca das Valkyries na final da WNBA

A técnica do Golden State combina análise minuciosa de vídeo, mensagens de madrugada e métodos incomuns para preparar a equipe. As Valkyries chegam ao segundo jogo da final contra o Atlanta Dream com vantagem de 1 a 0 na série.

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Natalie Nakase construiu uma identidade para o Golden State Valkyries baseada em competitividade, atenção aos detalhes e defesa. Na preparação para os playoffs, a técnica chegou a colocar sons de tiros e explosões durante um treino para acostumar as jogadoras a se comunicar em ambientes barulhentos.

A ideia surgiu depois que Nakase viu Joe Mazzulla usar um recurso semelhante com o Boston Celtics. Kiah Stokes contou que a trilha inesperada a surpreendeu, mas reconheceu que o exercício a fez falar mais alto e se comunicar melhor. Nakase explicou que também queria levar o grupo a uma mentalidade de máxima intensidade.

O estilo da treinadora aparece no trabalho diário: ela passa horas revendo vídeos, pausa e repete jogadas e envia mensagens à comissão técnica de madrugada. Nakase diz que gosta de absorver informações, analisá-las e depois transmiti-las às jogadoras. A dedicação, segundo integrantes da equipe, ajuda a estabelecer o padrão de trabalho e as expectativas do grupo.

A trajetória de Nakase inclui passagens por comissões técnicas da NBA. Ela começou como coordenadora de vídeo do Los Angeles Clippers, em 2012, e depois foi assistente de Doc Rivers e Tyronn Lue. Antes da temporada de 2022, entrou para a comissão de Becky Hammon no Las Vegas Aces e participou dos títulos da equipe em 2022 e 2023.

Em 2024, entrevistou-se com o proprietário do Golden State, Joe Lacob, para assumir o comando das Valkyries. Nakase disse que a experiência dos dirigentes Ohemaa Nyanin e Jess Smith a motivou a buscar evolução como líder e estrategista. Lacob havia declarado que a franquia conquistaria um título nos primeiros cinco anos de existência.

A exigência da técnica também tem raízes na relação com o pai, Gary, que a desafiava no basquete e a transferia para equipes diferentes quando ela se destacava. Nakase descreveu o basquete como a linguagem de afeto entre os dois. Ela vê semelhanças entre a forma como foi treinada e a maneira como conduz as Valkyries, embora diga que tem aprendido a oferecer mais incentivo positivo às jogadoras.

Tiffany Hayes afirmou que Nakase conhece as atletas, permite que sejam elas mesmas e as ajuda a jogar de acordo com seus pontos fortes. O assistente Kasib Powell também disse que a equipe reflete a ética de trabalho e a paixão da treinadora.

A música faz parte da rotina de Nakase. Ela costuma colocar sua playlist no modo aleatório ao acordar e disse que começa o dia dançando. Uma canção de Taylor Swift, Shake It Off, também marcou sua transição de integrante da equipe de vídeo para treinadora no Clippers, em 2014: a música tocou no caminho para o primeiro treino em que precisaria conduzir um exercício.

Nakase afirma que quer ajudar as jogadoras a encontrarem suas vozes em quadra. Ela destacou, entre outros exemplos, a comunicação mais audível de Stokes e a forma como Gabby Williams calcula mentalmente as posses restantes em momentos apertados. Kayla Thornton disse que o grupo se considera especial e joga unido, sem se concentrar na percepção externa de que seria azarão.

O Golden State venceu o primeiro jogo da final por 68 a 64 e lidera a série por 1 a 0. A equipe recebe o Atlanta Dream no Chase Center, em San Francisco, em 19 de outubro de 2026, para o segundo jogo da WNBA Finals. As Valkyries terminaram a temporada regular como seed 2, com campanha de 32 vitórias e 12 derrotas; o Dream foi seed 1, com 30 vitórias e 14 derrotas.

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Rhyne Howard busca reencontrar o arremesso do Atlanta Dream no Jogo 2 das Finais da WNBA

Rhyne Howard busca reencontrar o arremesso do Atlanta Dream no Jogo 2 das Finais da WNBA

Após derrota por 68 a 64 no primeiro jogo, o Atlanta Dream tenta igualar a série contra o Golden State Valkyries em 19 de outubro. Rhyne Howard marcou 12 pontos e converteu três de 14 arremessos na estreia das Finais.

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O Atlanta Dream enfrenta o Golden State Valkyries no Jogo 2 das Finais da WNBA em 19 de outubro, às 21h, no Chase Center. O Dream perdeu a primeira partida por 68 a 64 e busca empatar a série. A equipe precisa de uma reação de Rhyne Howard, que teve dificuldades para pontuar na estreia.

Howard terminou o Jogo 1 com 12 pontos, três cestas em 14 tentativas e o mesmo número de erros de ataque que de arremessos convertidos. Foi sua segunda menor pontuação em um jogo de pós-temporada. No último quarto, errou as quatro tentativas, enquanto o Dream deixou escapar uma vantagem de sete pontos.

A dificuldade também apareceu nos minutos finais. Com menos de 20 segundos no relógio, Howard tentou se livrar da marcação de Veronica Burton, mas não conseguiu criar espaço, mesmo após um bloqueio de Angel Reese. Ela passou a bola para Allisha Gray, cujo arremesso de três pontos não acertou o aro e encerrou a chance de reação do Dream.

Desde o início das semifinais, Howard soma média de 16,8 pontos e converteu 20 de 75 arremessos, aproveitamento de 26,7%. Nas bolas de três, acertou nove de 33, ou 27,3%. A queda recente é especialmente acentuada nos arremessos após drible: ela não converteu nenhuma tentativa de três nessa situação nas últimas quatro partidas, e também teve baixo aproveitamento nos arremessos de média distância após drible.

Howard é principalmente uma arremessadora de longa distância. Na temporada regular, tentou 8,8 bolas de três por jogo, liderando a liga em tentativas; nos playoffs, passou a 7,2 por partida. No Jogo 1, o Dream conseguiu oito arremessos de três para ela após receber a bola, o maior número de Howard em uma partida desta pós-temporada. Ela converteu dois.

O técnico Karl Smesko usou diferentes movimentações para tentar criar oportunidades, incluindo bloqueios fora da bola e jogadas desenhadas para Howard receber em movimento. Ainda assim, duas de suas melhores chances na estreia vieram de ações não planejadas: um passe de Jordin Canada após infiltração e um passe longo de Allisha Gray em transição.

Howard disse que o Valkyries forçou o Dream a jogar de uma maneira diferente da habitual e afirmou que a equipe precisaria rever o vídeo da partida e fazer ajustes. Smesko comentou que gostou de uma das oportunidades de arremesso que ela teve no fim, mas não abordou especificamente a sequência de dificuldades da jogadora. As duas equipes cancelaram o treino de domingo e o arremesso de aquecimento de segunda-feira.

O ritmo pode ser um caminho para o Dream criar melhores condições ofensivas. A equipe costuma render mais quando acelera, mas passou boa parte do primeiro jogo em ataques posicionais, apesar de conseguir várias paradas defensivas. No lance entre Canada e Howard, a equipe avançou com intenção após recuperar a bola, provocou uma troca de marcação e abriu espaço para um arremesso livre.

As infiltrações também têm sido uma alternativa, embora o aproveitamento de Howard perto da cesta tenha caído. Na temporada regular, ela tentou 106 arremessos no aro, 2,4 por jogo, e converteu 62,3% deles, acima dos 48,8% da temporada anterior. Nos playoffs, passou a tentar quatro por partida, mas acertou apenas 35,7%; nas últimas quatro partidas, converteu sete de 21 tentativas nessa região.

O Valkyries é um adversário difícil nesse aspecto: na temporada regular, permitiu o menor número de tentativas no aro e limitou os rivais ao pior aproveitamento nesses arremessos. No Jogo 1, o Dream chegou a 25 tentativas perto da cesta, com 44% de conversão. A única tentativa de Howard foi bloqueada por Kaila Charles.

O segundo jogo está marcado para o Chase Center, em San Francisco. De acordo com os dados da partida, o Valkyries chega como cabeça de chave número 2, com campanha de 32 vitórias e 12 derrotas, enquanto o Dream é o cabeça de chave número 1, com 30 vitórias e 14 derrotas.

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Cathy Engelbert destaca crescimento da WNBA ao se aproximar da aposentadoria

Cathy Engelbert destaca crescimento da WNBA ao se aproximar da aposentadoria

A comissária afirmou que a liga viveu sua temporada mais bem-sucedida em vários indicadores e disse que o cargo exige “pele grossa”. Engelbert deixará a função no fim de 2026, após comandar a WNBA desde julho de 2019.

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Cathy Engelbert afirmou estar orgulhosa do crescimento da WNBA ao falar com a imprensa no sábado, antes do Jogo 1 das Finais, no Chase Center, em San Francisco. A comissária, que anunciou que se aposentará no fim de 2026, também reconheceu que a função exige “pele grossa”, em referência às dificuldades de relacionamento com jogadoras durante os últimos anos de seu mandato.

Engelbert descreveu a temporada como a mais bem-sucedida da história da liga em vários indicadores. No primeiro ano dos novos acordos de transmissão, a WNBA alcançou mais de 90 milhões de espectadores únicos nos Estados Unidos, sem incluir Canadá e outros países, e os fãs assistiram a mais de 320 milhões de horas de jogos.

Ao todo, 51 transmissões tiveram média de pelo menos 1 milhão de espectadores, ante 19 na temporada anterior. A liga também registrou média recorde de 11,5 mil torcedores por partida, e quase dois terços dos jogos da temporada regular tiveram ingressos esgotados. Nas plataformas sociais e digitais, o engajamento superou 4 bilhões de visualizações, alta de 28% em relação à temporada passada.

Expansão e mudanças na liga

Engelbert assumiu como comissária em julho de 2019, depois de passar 30 anos na Deloitte, onde chegou ao cargo de CEO. Durante sua gestão, a WNBA firmou dois acordos coletivos de trabalho, adotou voos fretados para as equipes, lançou a Commissioner's Cup e fechou um novo acordo de transmissão. A liga também ampliou a temporada regular e os playoffs e expandiu o número de franquias.

A WNBA tinha 12 equipes quando Engelbert assumiu e conta agora com 15. O Golden State Valkyries entrou na liga no ano passado, enquanto Portland e Toronto se juntaram à competição neste ano. A previsão é chegar a 18 equipes até 2030, com franquias em Cleveland, Detroit — dois antigos mercados da WNBA — e Philadelphia.

A valorização das franquias também cresceu durante o período. O Golden State Valkyries tornou-se a primeira equipe de esportes profissionais femininos a alcançar avaliação de US$ 1 bilhão.

Relação com as jogadoras e próximos passos

Apesar do crescimento financeiro, Engelbert enfrentou dificuldades na relação com as atletas. A tensão chegou a um ponto crítico no ano passado, antes de uma negociação contenciosa do acordo coletivo, concluída em março. Napheesa Collier, estrela do Minnesota Lynx, esteve entre as jogadoras que criticaram a liderança da WNBA.

Engelbert disse que, em cargos de grande responsabilidade, nem todos concordam com a estratégia ou gostam de quem está à frente. Ela afirmou que, quando chegou à liga, a prioridade era colocar as jogadoras em primeiro lugar, mas que havia desconfiança e problemas com viagens e acomodações. Segundo a comissária, a liga precisava primeiro construir uma estrutura de crescimento para ter recursos para pagar as atletas.

Os salários mais altos da WNBA ultrapassaram US$ 1 milhão desde o acordo coletivo mais recente, um dos ganhos obtidos pelas jogadoras. A liga está concluindo sua 30ª temporada com as Finais e, para o futuro, Engelbert apontou o crescimento global e tecnológico como prioridades.

A comissária também confirmou que a implantação de um centro centralizado de revisão de jogadas em Secaucus, New Jersey, segue dentro do cronograma para começar na temporada de 2027. A iniciativa havia sido anunciada durante o All-Star Game de julho.

Engelbert afirmou que a WNBA deve buscar um crescimento sustentável após alguns anos de expansão acelerada. Ela descreveu a estratégia adotada durante sua gestão em três frentes: prioridade às jogadoras, sucesso das partes envolvidas e engajamento e experiência dos fãs.

A comissária anunciou sua aposentadoria em 4 de setembro e disse que trabalha em um plano de sucessão há três anos e meio. A liga contratou a Excel Search & Advisory para buscar sua substituta. Engelbert afirmou que há bastante interesse na vaga e que a função exige diferentes características, incluindo confiança na continuidade do crescimento da WNBA.

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Golden State Valkyries vencem Atlanta Dream e abrem 1 a 0 nas finais da WNBA

Golden State Valkyries vencem Atlanta Dream e abrem 1 a 0 nas finais da WNBA

As Valkyries derrotaram o Dream por 68 a 64 no Chase Center, em 17 de outubro, e saíram na frente na série melhor de sete. Gabby Williams marcou 26 pontos, e Atlanta fez apenas oito no último quarto.

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O Golden State Valkyries venceu o Atlanta Dream por 68 a 64 no primeiro jogo das finais da WNBA, em 17 de outubro, no Chase Center. Com o resultado, a equipe da casa abriu 1 a 0 na série melhor de sete. Foi a primeira vitória das Valkyries em uma partida de finais, em sua primeira participação na decisão da liga.

Gabby Williams liderou Golden State com 26 pontos e converteu quatro lances livres nos 1min18s finais para confirmar o triunfo. Ela foi a única jogadora das Valkyries a alcançar dois dígitos na pontuação. Allisha Gray anotou 19 pontos pelo Dream, enquanto Angel Reese terminou com 14 pontos e 12 rebotes.

A partida teve sete mudanças na liderança. Atlanta venceu o terceiro quarto por 17 a 9, mas Golden State respondeu no período final, vencido por 17 a 8. O Dream acertou apenas dois de 20 arremessos no último quarto e não conseguiu pontuar o suficiente para recuperar a vantagem.

No total, Atlanta converteu quatro de 25 tentativas de três pontos; Gray acertou uma em oito. A equipe também fez 18 de 21 lances livres. Golden State converteu 11 de 16 da linha de lance livre e levou a melhor nos rebotes, por 41 a 35.

Kaila Charles contribuiu para a equipe da casa com sete pontos e dez rebotes em 30 minutos. O desempenho do banco e a vantagem nos rebotes foram fatores destacados na vitória das Valkyries, que mantiveram a compostura mesmo durante as sequências de pontuação do Dream.

O resultado encerrou uma sequência de dez vitórias de Atlanta, iniciada ainda na temporada regular. Golden State venceu todas as cinco partidas de playoffs disputadas em casa nesta pós-temporada.

Após a partida, Williams afirmou que a equipe confiava que o jogo seria decidido por ações defensivas e descreveu a defesa como a principal força do time. Do lado de Atlanta, o técnico Karl Smesko atribuiu a derrota a um trecho defensivo ruim e ao baixo aproveitamento ofensivo no quarto período.

O segundo jogo será disputado no Chase Center. Como melhor campanha da temporada regular, Golden State também será mandante nos jogos 5 e 7, caso sejam necessários. A série segue o formato 2-2-1-1-1.

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