
Conselho da Universidade de Michigan não discute futuro do diretor atlético Warde Manuel em reunião
O conselho de regentes da Universidade de Michigan não abordou o futuro do diretor atlético Warde Manuel nem aspectos da investigação interna sobre o departamento esportivo durante reunião realizada em Traverse City.
O conselho de regentes da Universidade de Michigan realizou uma reunião na quinta-feira em Traverse City, Michigan, sem discutir o futuro do diretor atlético Warde Manuel ou qualquer aspecto da investigação interna sobre o departamento atlético da universidade. O departamento esteve no centro de reportagens e especulações recentes sobre uma possível saída de Manuel, que ocupa o cargo há mais de uma década.
Segundo uma fonte citada pela ESPN, não há prazo definido para uma decisão sobre o futuro de Manuel ou para a divulgação, total ou parcial, do relatório de uma investigação conduzida pelo escritório jurídico Jenner & Block, de Chicago, que custou quase US$ 12 milhões. O regente Paul Brown afirmou ao Mlive.com que espera que pelo menos parte do relatório seja divulgada, destacando que não há um "grande erro" no documento, mas sim várias pequenas falhas de procedimentos.
Warde Manuel, ex-jogador dos Wolverines, liderou o departamento durante conquistas nacionais importantes, como os títulos no basquete masculino (2026) e no futebol americano (2023). Entretanto, o setor também enfrentou diversos escândalos legais e violações das regras da NCAA.
Entre os casos, estão as infrações envolvendo o ex-técnico Jim Harbaugh, que resultaram em suspensão e multa, além do escândalo de "roubo de sinais" envolvendo Connor Stalions, que levou a novas punições à universidade. O ex-coordenador ofensivo Matt Weiss foi indiciado em 2024 por crimes federais e aguarda julgamento. Já o ex-técnico Sherrone Moore, demitido em dezembro de 2025 após um relacionamento inadequado com uma funcionária, foi preso e aceitou acordo judicial por contravenções.
Após a demissão de Moore, a universidade contratou uma investigação independente sobre o departamento atlético. Manuel não foi diretamente implicado em nenhum desses casos, mas a sucessão de escândalos colocou seu futuro em destaque. O contrato de Manuel vai até 2030, com remuneração anual de quase US$ 2,4 milhões. Ele afirmou recentemente que pretende permanecer no cargo.
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