
Dabo Swinney pede ajuda do Congresso para conter manipulação no futebol americano universitário
O técnico do Clemson, Dabo Swinney, afirmou que a manipulação no futebol americano universitário está "desenfreada" e defendeu a necessidade de uma regulamentação mais rígida, sugerindo a intervenção do Congresso dos Estados Unidos.
Dabo Swinney, treinador do Clemson Tigers, declarou que a manipulação de jogadores no futebol americano universitário está "rampante" e que é necessário estabelecer uma ordem para conter essa prática. Ele indicou que a ajuda do Congresso americano pode ser uma solução para o problema.
Swinney destacou que a manipulação tem ocorrido com frequência e que faltam consequências efetivas para quem a pratica, o que contribui para a continuidade do problema. Ele sugeriu que multas, suspensões e até demissões deveriam ser consideradas para desestimular tais ações.
O treinador mencionou que, seis meses após ter acusado publicamente o Ole Miss de manipulação para atrair o linebacker Luke Ferrelli, não recebeu retorno da NCAA, apesar de ter fornecido evidências e um cronograma dos fatos.
O caso envolve o jogador Luke Ferrelli, que transferiu-se abruptamente para o Ole Miss apenas 20 dias após iniciar as aulas e treinamentos no Clemson. Ferrelli havia jogado a temporada anterior na Universidade da Califórnia antes de se transferir para Clemson.
O comissário da Southeastern Conference, Greg Sankey, reconheceu que as regras da NCAA sobre manipulação são "arcaicas", mas não chegou a pedir o fim das investigações sobre o tema. Já o comissário da ACC, Jim Phillips, incentivou treinadores e administradores a denunciarem publicamente qualquer suspeita de manipulação.
Outros treinadores da ACC, como Jeff Brohm, do Louisville, apoiaram a posição de Swinney, defendendo a aprovação do Protect College Sports Act no Congresso, projeto que visa estabilizar o esporte universitário e inclui medidas contra a manipulação.
O treinador de Syracuse, Fran Brown, comentou que algumas práticas ilegais podem ser difíceis de erradicar completamente, comparando a situação à persistência do crime na sociedade.
Apesar da falta de resposta da NCAA, Swinney afirmou que não se arrepende de ter exposto o caso publicamente e que cumpriu seu papel ao denunciar a situação.
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